Introdução
O presente
trabalho, visa abordar o tema referente; a inculturação. Este vai
desenvolvendo-se a partir dos seus conteúdos a saber: os domínios da
inculturação, fundamentação da
inculturação, o processo da inculturação, os agentes do processo de
inculturação, inculturação na igreja primitiva, relação entre fé e a
cultura; porém, tem como objectivo ajudar as pessoas de que a inculturação
consiste em introduzir a sua cultura ou aspectos culturais a um determinado
povo de uma forma forçada e por outro lado tem como objectivo de explicar as
pessoas de que a inculturação é um processo que abarca a formação da comunidade
local dos cristãos e a formação dos sacerdotes e religiosos.
Inculturação
Definição:
A inculturação é a encarnação da vida e da
mensagem cristã em uma área cultural concreta, de modo que não somente esta
experiência se exprima com os elementos próprios da cultura em questão (o que
ainda não seria senão uma adaptação), mas que esta mesma experiência se
transforme em um princípio de inspiração, a um tempo norma e força de
unificação, que transforma e recria esta cultura, encontrando-se assim na
origem de uma “nova criação.
Etimologia da palavra:
Segundo
Wikipedia, enciclopédia livre define a inculturação como uma influência
recíproca entre o Cristianismo e as culturas dos países onde a fé crista é
praticada. Inculturação vem do latim
inculturação foi criado em 1974, no documento de 32ª congregação geral da
companhia de Jesus, e expressava o desejo dos Jesuítas índicos de criar um
jeito indiano de praticar o cristianismo.
Os domínios da inculturação
A concreta
inserção da Igreja numa dada área cultural implica um processo activo de doação
e enriquecimento, que envolve os diversos aspectos ou modalidades de vida,
expressão, celebração e ensinamento do mistério da fé. Dentre as principais
áreas de envolvimento da inculturação podem ser sublinhadas: a liturgia, a
espiritualidade e a reflexão teológica.
A inculturação como
interpretação criadora
A
inculturação não constitui uma mera adaptação, nem se resume a uma tradução da
mensagem evangelizadora. Ela implica sempre uma reinterpretação criadora, o
choque de um encontro criador.
Fundamentação da inculturação
Afirmação bíblica: o paradigma de Jesus
Já
anteriormente salientámos que o cristianismo primitivo, de que nos dá conta o
N.T., viveu a fundo esta problemática. O primeiro concílio da Igreja
(Jerusalém, ano 50) foi mesmo convocado para tratar desta questão, tendo ficado
traçado o caminho da inculturação – a fé não está sujeita à cultura judaica (as
obras da lei de Moisés) nem a qualquer outra cultura. A praxis missionária de
Paulo foi bem consequente com este princípio e o anúncio de Jesus Cristo
respeitou as culturas locais (veja-se, por exemplo, o discurso em Listra –
Act.14, ou o discurso em Atenas – Act.17).
Fundamentos
antropológicos
Todas as
definições que existem de cultura coincidem em assinalar que o Homem é o único
ser entre todos os viventes que têm capacidade e necessidade de criatividade
cultural. E, nesse sentido, «o homem não só é artífice de cultura, como também
é o seu principal destinatário»
Fundamentação teológica
Frequentemente,
ao fazer-se este tipo de fundamentação da inculturação, começa-se imediatamente
por relacioná-lo com a Incarnação. Incarnação de Deus num povo e numa cultura -
Israel - e, nos últimos tempos, com toda a plenitude em Jesus Cristo. A
inculturação acha-se assim fundamentada na revelação judeo-cristã.
O processo da inculturação
A inculturação deve ter em
conta algumas exigências essenciais. Deve respeitar os fundamentos da vida
consagrada: a profissão integra da fé, a intimidade com Cristo na oração e na
contemplação, a busca da perfeição da caridade, a pratica dos conselhos
evangélicos de castidade, pobreza e obediência.
A
inculturação abarca toda a realidade da Igreja: a formação da comunidade local
dos cristãos e a formação dos sacerdotes e religiosos; o seu estilo de vida ou
adaptação sociológica; a incarnação do evangelho nas situações vitais concretas
nas esferas da vida pessoal e familiar. Trata-se de um processo dinâmico onde
há interacção contínua desses quatro níveis que são:
a)
Conhecimento e
identificação da cultura que se quer evangelizar.
Trata-se de
um diálogo entre o evangelizador e os sujeitos dessa cultura onde se
descobrirão as sementes do Verbo, os vestígios de Deus já ali presentes.
Descobrir o que na cultura é
incompatível com o Evangelho:
Descobrir
tais incompatibilidades é, no fundo, procurar evitar, na medida do possível, os
perigos do sincretismo. Este assunto é delicado e terá de ser mais
desenvolvido.
b)
Proclamação explícita
da mensagem cristã:
Este
anúncio de Jesus Cristo, a sua proclamação, contudo, deve ter estas características:
partir das sementes do Verbo já presentes nesse meio, dar primordial
importância à Palavra de Deus, favorecer e trabalhar pela reflexão-discussão
teológica dos autóctones e, tudo isto, numa perspectiva libertadora.
c)
A Igreja - parte e
objecto da proclamação:
O espaço de
todo este processo de evangelização é a Igreja, a comunidade de fé. Ela é
simultaneamente originante e destinatária da evangelização inculturada. Em
primeiro lugar há-de assumir-se como originante: quer testemunhando, explicitando
a presença salvadora de Deus na história concreta de cada cultura, quer
anunciando a novidade de Jesus Cristo.
Os agentes do processo de
inculturação
Ø Os
missionários
Ø Os
autóctones
Ø Missionários
(estrangeiros) e autóctones
Inculturação na
igreja primitiva
Na Igreja primitiva, a evangelização foi feita por
meio da inculturação da fé no universo greco-romano e no Próximo Oriente. Foi
assim que surgiram as modalidades bem diversas da teologia latina e da
greco-oriental; foi assim também que surgiram diversas liturgias orientais de
língua grega, siríaca, copta, árabe, páleo-eslava e as liturgias ocidentais na
língua-latina. O mesmo se passou na Índia antiga, onde os missionários
abandonaram a liturgia bizantina ou a romana e promoveram as liturgias nativas,
como os ritos malabares e malabares.
Relação entre fé
e a cultura
A fé deve continuamente
sustentar o diálogo com todas as culturas, inclusive com aquelas que estão
nascendo agora; fé e cultura devem estimular-se mutuamente; a fé purifica e
enriquece a cultura, mas a cultura purifica e enriquece a fé, pois o diálogo
contínuo com as diversas culturas liberta a fé, permitindo-lhe mais plena
expressão de se mesma e a superação dos limites, dentro dos quais uma cultura
determinada poderia encerrá-la. A fé difunde sua luz sobre a vida quotidiana,
sobre nosso mundo real.
A inculturação é, pois, um processo ligado directamente à missão de evangelizar da Igreja. Desafio da inculturação
A inculturação é, pois, um processo ligado directamente à missão de evangelizar da Igreja. Desafio da inculturação
A tarefa de exprimir a vida consagrada nas
diversas culturas é hoje um dos grandes desafios que se põem ao seu futuro,
perante a grande diversidade de ambientes, raças e culturas e a missão da
igreja em ordem à evangelização de todos os povos da terra. A inculturação
abrange, portanto, toda vida consagrada: O carisma que caracteriza uma vocação,
estilo de vida, os caminhos de formação e as formas de apostolado, os
princípios da vida espiritual, a organização comunitária e governamental. Não
se trata de uma simples adaptação de costumes, mas de uma transformação
profunda de mentalidade e dos modos de vida. A inculturação está intimamente
ligada ao método e aos conteúdos da nova evangelização.
Conclusão
Chegando nesta
fase marca-se a finalidade em esgotamento do trabalho da cadeira de Caquéctica
Fundamental que tem como tema a inculturação com os seguintes conteúdos: os
domínios da inculturação, fundamentação
da inculturação, o processo da inculturação, os agentes do processo de
inculturação, inculturação na igreja primitiva, relação entre fé e a
cultura, Porém, como marca-se a sua finalidade, então é necessário fazer um
epílogo daquilo que diz o trabalho.
A
inculturação é a encarnação da vida e da mensagem cristã em uma área cultural
concreta, de modo que não somente esta experiência se exprima com os elementos
próprios da cultura em questão (o que ainda não seria senão uma adaptação), mas
que esta mesma experiência se transforme em um princípio de inspiração, a um
tempo norma e força de unificação, que transforma e recria esta cultura,
encontrando-se assim na origem de uma “nova criação.
Bibliografia
Sínodos
dos Bispos (1994). Instrumentum Laboris. Cidade do Vaticano, Roma.
http://www.puc-campinas.edu.br/nucleo-de-fe-e-cultura-da-puccampinas/nucleo-de-fe-e-cultura--relacao-entre-fe-e-cultur/-12.04.2016-18:06
http://www.opf.pt/images/livros/teologiadamissao2008.pdf-12.04.2016-17:39
http://www.missiologia.org.br/cms/UserFiles/cms_artigos_pdf_45.pdf-12.04.2016-17:47
http://inculturacao.salesianos.br/wp-content/uploads/2012/07/Resumo-da-palestra-Encontro-de-inculturação-c2.pdf-12.04.2016-16:58
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inculturação-12.04.2016-17:25
Gostei
ResponderEliminarGostei
ResponderEliminar