sábado, 4 de junho de 2016

PSICOLOGIA

                                                        
Introdução
A dinâmica de grupo pela qual o tema deste dossier abortar-se -á assuntos inerentes á manifestação dos indivíduos dentro de um grupo. No entanto, sem deixar de fora os seguintes elementos:
ü  O conceito;
ü  A vida de relação e a ciência do homem; 
ü  A vida de relação e inter- influencia;
ü  A história da dinâmica do grupo;
ü  As etapas do desenvolvimento do grupo;
ü  As características do grupo;
ü  Processos grupais;
ü  Áreas grupais;
ü  Tipos de  grupo;
ü  Aplicação.
No desenvolvimento deste, foi preciso os elementos supramencionados. Entretanto, para uma excelente percepção é necessário contemplar os objectivos que se seguem:
Geral: saber de forma exaustiva sobre a dinâmica do grupo.
Especifico: pretende debruçar-se nitidamente a cerca dos conteúdos referentes acima.
É de salientar que para elaboração desta labuta foi necessária a consulta de várias fontes bibliográficas e electrónica.






 Definição
De antemão, falar de grupo nos vem um pressuposto de que, uma pessoa não constitui um grupo e por mais que sejam vinte pessoas enquanto não comungam os mesmos ideais, não é nem sequer um grupo. Mas sim, o conjunto de pessoas unidas e convictas de que têm uma afinidade ea consideração mútua entre indivíduos nele integrado que lutam pela mesma causa e buscam o bem comum é que se designa de grupo. Exemplificando: Seminaristas unidos com os mesmos ideais de ser padre.
É assim como advoga o seguinte trecho: «Grupo é uma pluralidade de indivíduos que estão em contacto uns com os outros, que se consideram mutuamente conectados por um relacionamento social que estão conscientes de que têm algo significante e importante em comum». (Pt. Wikipedia.org/wiki/Din%25C3%25ª22013).

Dinâmica do grupo
Tratando-se de um grupo, remete-nos a uma ideia de que é algo não estático, nem uniforme mas sim dinâmico, isto é, susceptível a mudanças consecutivas. Daí que, dinâmica do grupo faz parte da psicologia social e está relacionada com as forças em acção no contexto de um grupo.
Qualquer individuo se comporta de forma diferente quando está num grupo e um determinado grupo varia do seu comportamento dependendo do contacto que a presenta. (WWW. Significados. Com. Br/ dinâmica).
Por interagir e influenciarem-se mutuamente, os grupos desenvolvem vários processos dinâmicos que os separem de um conjunto aleatório de indivíduos. Estes processos incluem normas, papéis sociais, relações, desenvolvimento, necessidade de pertencer, influência sociais e o efeito sobre o comportamento.
No nosso quotidiano, muitas entrevistas de emprego contêm uma vertente de dinâmica de grupo, onde a capacidade de interacção de um individuo com o grupo é avaliado. Essa área é cada vez mais valorizada, porque as pessoas que são boas em dinâmica de grupo normalmente trabalham bem em equipa, uma característica muito procurada no contexto de trabalho hoje em dia.
Eis um esquema elucidativo: o Matos enquanto estiver no seminário, ele é membro e comunga os mesmos ideais do seminário, se for para catequese e
Juntar-se com os outros catequistas, lá é visto como um dos membros do processo catequético, se estiver de férias, em casa, é um membro da família e assim sucessivamente.    

A vida de relação e ciência do homem
É sabido que o homem é um ser de relações. Ele tem uma constituição individual própria, e está sujeito às influências externas. Ele se insere e desenvolve a sua personalidade psicossocial na sociedade por transacções sucessivas. Trata-se das estruturas sociais ou da personalidade social propriamente dita, isto é, o homem enquanto membro de uma sociedade.
É a psicologia social que pretende explicar globalmente o aperfeiçoamento das relações sócias e humanas (Saraiva).
Vida de relação e inter-influencia
ü  O homem é um ser de relações.
Ele tem uma constituição individua própria, e está sujeito às influências externas. Ele se insere e desenvolve a sua personalidade psicossocial na sociedade por transacções sucessivas. Conforme diz o enxerto seguinte: «Não podemos viver solados porque as nossas vidas estão ligadas por mil laços invisíveis» Herman Melville, citado em Monteiro (p.150). 

Vida de relação e inter-influencia
ü  O problema: toda a personalidade é sujeita as influências do mundo, isto é, inevitável influenciarem e sermos influenciados;
ü  A nossa capacidade: a nossa acção sobre os outros será pertinente na medida em que não for arbitrária. Há possibilidade de há limites, aceitar os limites, medir as possibilidades são sinais de prudência e condição de êxito. Na nossa responsabilidade: a influência reciproca dos seres responsáveis, é agir no sentido pode ser negativa ou positiva degradar ou alcançar o convívio. O primeiro dever dos seres responsáveis, é agir no sentido de ascensão das relações sociais, com vista a estimular, em nos e nos outros, a personalidade e a dignidade que deve ser o seu timbre. Só verdadeiramente influenciam os outros quando lhes damos algo de nós próprio.
Os membros sabem que podem influenciar-se uns aos outros sem perder o seu status. Depois de alcançar esta etapa, é preciso um trabalho constante para se nível integrado e holístico.

Características da dinâmica do grupo
De acordo com Monteiro (1997) o grupo pode-se distinguir pela dimensão:
Pode ser formado por um número restrito de elementos, como é caso de uma escola. Dimensão de um grupo tem influência nas relações de interacção, que serão mais frequentes num pequeno grupo do que num grande. Os grandes são divididos em subgrupos onde a proximidade de relacionamento é maior.
Quanto à composição, um grupo pode ser homogéneo. Um grupo composto por elementos que têm objectivos comuns, necessidades semelhantes e características semelhantes de personalidades afins, diz-se homogéneo. É mais rentável na concretização das suas finalidades, sendo mais sólido o clima inteiro. O grupo social composto por elementos provenientes de classes sociais diferentes pode viver mais tensões nas relações interpessoais. A idade, o sexo e a pertença a um mesmo grupo étnico são algumas variáveis que podem caracterizar um grupo quanto à composição (Monteiro,1997).
Nem todo o conjunto de indivíduos pode ser designado por grupo. Para ser necessita de ter:
ü  Sistema de regras ou normas;
ü  Os mesmos comportamentos (pela utilização de regras);
ü  Sistema de status (funções);
ü  Sistemas de papéis.


Áreas grupais
A intervenção grupal como recurso da terapia ocupacional visa aprender o modelo da experiencia grupal. Nesta área estuda-se a intercessão de práticas cuidadoras de três diferentes áreas: a medicina, a psicologia e as artes. A oficina pode ser útil nas áreas de saúde, educação e acções comunitárias.   
Princípio de interdependência: devemos aos outros ao reconhecimento de que nada somos sem a sua cooperação. Isto nos comanda em delação a eles, respeito, compreensão, auxilio.

Processos grupais
Neste sentido, tomando como base a concepção histórica e dialéctica do processo grupal presente na obra de Lane (1980ª, 1981b, 1984b, 1998; Lane & Freitas, 1997), não é suficiente afirmar que o grupo baseia-se apenas em reunir pessoas que compartilham normas e objectivos comuns, significa compreender o grupo enquanto relações e vínculos entre pessoas com necessidades individuais ou interesse colectivos, que se expressam no quotidiano da prática social.  
Além disso, o grupo é também uma estrutura social uma realidade total, um conjunto que não pode ser reduzido à soma de seus membros, supondo alguns vínculos entre os indivíduos, ou seja, uma relação de interdependência.
A semelhança de qualquer vivência humana, o processo grupal implica a relação de poder e de práticas compartilhadas e, ao se realizar, desenvolve a sua identidade da actividade grupal tem, portanto, a dimensão externa relacionada com a sociedade e/ ou outros grupos, quando deve ser capaz de produzir um efeito real sobre eles para afirmar a sua identidade, e a interna,vinculada aos membros do próprio grupo, em direcção à realização dos objectivos que levam em consideração as aspirações individuais ou comuns.
Os estudos dos processos grupais (dinâmica psicossocial) atingiram um estado de desenvolvimento que actualmente já é considerado, por alguns estudiosos, como área autónoma da psicologia social. Aspeitos desses processos são: coesão, liderança, status, formação de normas e papel social (Marcos Alexandre pág., 2.210. comum 19).

Organização e instituições
As organizações são unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídos e reconstruídos a fim de atingir determinados objectivos. Incluem-se as corporações, os exércitos, as escolas, os hospitais, as igrejas e as prisões; excluem-se as tribos, as classes, os grupos étnicos de amigos e as famílias.     
Instituição é o conjunto de normas que regem a padronização de um determinado habito na sociedade e que garantem a sua reprodução.
Falando sobre as origens das instituições Berger e Luckman dizem que o hábito fornece a direcção e a especialização da actividade que fala o sistema biológico do individuo, oferecendo um fundamento estável no qual actividade humana pode avançar com mínimo da tomada de decisões durante a maior parte dos tempos (www.socielo.br/ph%fpid%3DSO).

Tipos de grupo       
Katz. D. (citado em Dagodoff, L. 2001).  Os grupos costumam ser classificados recorrendo a várias taxionomias mas a mais frequente divide-os em: grupo primário ou não estruturado e grupo secundário ou estruturado.    
Grupo primário ou não estruturado: caracteriza-se pela presença de laços afectivos íntimos em pessoais entre os seus membros, pela espontaneidade no comportamento interpessoal, por possuir objectivos comuns apesar de não necessariamente explícito. A família é o exemplo de grupo primário, por excelência. Nela, a o objectivo comum em geral não é explícito, pode ser simplesmente a convivência. Um grupo de amigos é outros caso de grupo primário.
Grupo secundário ou estruturado: não se consistiu num fim de si mesmo mais num meio para que as suas componentes atinjam fins externos ao grupo. Em determinadas circunstâncias sociais, procuram atingir objectivos específicos. É o caso de um grupo de investigação ou de estudo, que se dissolverá quando a tarefas estiver concluída. As relações interpessoais num grupo secundário costumam ser mais impessoais e formais. (P.138).
Aplicação
A dinâmica do grupo forma a base da terapia do grupo, frequentemente com abordagem terapêutica como por exemplo na terapia família e na terapia expressiva; políticos e vendedores podem lançar a mão de conhecimento de princípios da dinâmica do grupo para o seu próprio benefício.
É utilizada pelos sectores de recursos humanos na selecção dos candidatos ao emprego. A dinâmica do grupo é utilizada para integrar e reunir pessoas em prol de uma actividade com objectivo de passar um ensinamento confraternizado, preparados nos seus integrantes para desafio constante da sua profissão (Pt. Wikipédia.org/wiki/Din%25C3%25ª2213).







                                                  








Conclusão
Após uma rígida pesquisa e leitura de forma atenta, ao que diz respeito à dinâmica do grupo, urge tecer algumas considerações que marcam a finalidade desta labuta. Desta feita, consta que: 
Grupo é o conjunto de indivíduos unidos que comungam as mesmas ideias, isto é, lutam pela mesma causa e buscam o bem de todos. É de referir, igualmente que o grupo não é estático, mais sim dinâmico, isto é, os membros de um determinado grupo pertencem em diferentes aglomerados. Daí que, a dinâmica do grupo faz parte da psicologia social e está relacionada com as forcas em acção no contexto de um grupo. A sua característica não é mais do que a dimensão e composição. Associação, formação dos subgrupos, o conflito, diferenciação individual, e colaboração são exemplo das etapas de desenvolvimento grupal. Num grupo espera-se que haja:
̶̶  Sistema de regras ou normas;
̶  Os mesmos comportamentos (pela utilização de regras);
̶  Sistema de status (funções) e sistemas de papéis.






                                                




Bibliografia
Saraiva, A. (s/d). Psicologia. Porto: Editora educação Nacional.
Monteiro, M., & Dos Santos, M. R. (1997). Psicologia, Vol. Lisboa. Porto editor.
Www. Wikipédia. org. Características de um grupo. 05/05/2016. 17:55minutos.
Www.significados.com.br/dinâmica.05/05/2016. 21:30minutos.
Www. Pt. Wikipédia.or/wiki/Din%25ª2201113.com
Www.scielo.br/scielo.ph%fpid%3DSO.com
Dagdoff, L. (2001). Introdução a psicologia.  7ª edição, São  Paulo, Brasil.    








quinta-feira, 2 de junho de 2016

FORMAÇÃO DOS ACÓLITOS

As várias pates da Massa

Ritos iniciais
Os ritos que precedem a liturgia da palavra – entrada, saudação, acto penitencial, Kýrie (Senhor, tende piedade de nós), Glória e oração colecta – têm o carácter de exórdio, introdução e preparação.
É sua finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia.
Em algumas celebrações que, segundo as normas dos livros litúrgicos, se ligam à Missa, os ritos iniciais omitem-se ou realizam-se de modo específico.
Entrada
47.   Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o diácono e os ministros, inicia-se o cântico de entrada. A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros.
48.   O cântico de entrada é executado alternadamente pela schola e pelo povo, ou por um cantor alternando com o povo, ou por toda a assembleia em conjunto, ou somente pela schola. Pode utilizar-se ou a antífona com o respectivo salmo que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples, ou outro cântico apropriado à acção sagrada ou ao carácter do dia ou do tempo, cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal
[56].
Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona que vem no Missal, ou por todos os fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou então pelo próprio sacerdote, que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial (cf. n. 31).
Saudação do altar e da assembleia
49.   Chegados ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com inclinação profunda.
Em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam então o altar; e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.
50.   Terminado o cântico de entrada, o sacerdote, de pé junto da cadeira, e toda a assembleia fazem sobre si próprios o sinal da cruz; em seguida, pela saudação, faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor. Com esta saudação e a resposta do povo manifesta-se o mistério da Igreja reunida.
Depois da saudação do povo, o sacerdote, ou o diácono, ou outro ministro, pode, com palavras muito breves, introduzir os fiéis na Missa do dia.
Acto penitencial··51.    Em seguida, o sacerdote convida ao acto penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote; esta absolvição, porém, carece da eficácia do sacramento da penitência.
Ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do costumado acto penitencial pode fazer-se, por vezes, a bênção e a aspersão da água em memória do baptismo
[57].
Kírie, eleison
52.   Depois do acto penitencial, diz-se sempre o Senhor, tende piedade de nós (Kírie, eléison), a não ser que já tenha sido incluído no acto penitencial. Dado tratar-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é normalmente executado por todos, em forma alternada entre o povo e a schola ou um cantor.
Cada uma das aclamações diz-se normalmente duas vezes, o que não exclui, porém, um maior número, de acordo com a índole de cada língua, da arte musical ou das circunstâncias. Quando o Kýrie é cantado como parte do acto penitencial, cada aclamação é precedida de um «tropo».·
Glória in excelsis
53.   O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. É começado pelo sacerdote ou, se for oportuno, por um cantor, ou pela schola, e é cantado ou por todos em conjunto, ou pelo povo alternando com a schola, ou só pela schola. Se não é cantado, é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente.
Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes.
Oração colecta··54.    Em seguida, o sacerdote convida o povo à oração; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em silêncio, a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções. Então o sacerdote diz a oração que se chama «colecta», pela qual se exprime o carácter da celebração. Segundo a tradição antiga da Igreja, a oração dirige-se habitualmente a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo
[58], e termina com a conclusão trinitária, isto é, a mais longa, deste modo:
– Se é dirigida ao Pai: Per Dóminum nostrum Iesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sáecula saeculórum;
– Se é dirigido ao Pai, mas no fim é mencionado o Filho: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spíritus Sancti, Deus, per omnia sáecula saeculórum;
– Se é dirigido ao Filho: Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spíritus Sancti, Deus, per omnia sáecula saeculórum.
O povo associa-se a esta súplica e faz sua a oração pela aclamação Amen.
            Na Missa diz-se sempre uma só oração colecta.
* Com a aprovação da Sé Apostólica, nos países de língua portuguesa as orações concluem todas do mesmo modo:
– Se é dirigida ao Pai: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo;
– Se é dirigido ao Pai, mas no fim é mencionado o Filho: Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo;
– Se é dirigido ao Filho: Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
B) Liturgia da palavra··55.   A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares. São seu desenvolvimento e conclusão a homilia, a profissão de fé e a oração universal ou oração dos fiéis. Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo
[59], revela-lhe o mistério da redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis [60]. O povo faz suaesta palavra divina com o silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. Assim alimentado, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.
Silêncio··56.    A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração. Pode ser oportuno observar estes momentos de silêncio depois da primeira e da segunda leitura e, por fim, após a homilia.
Leituras bíblicas
57.   Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia
[61]. Convém, por isso, observar uma disposição das leituras bíblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da história da salvação; não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos[62].
58.   Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão.
59.   Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor, mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idóneo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.
Depois de cada leitura, aquele que a lê profere a aclamação; ao responder-lhe, o povo reunido presta homenagem à palavra de Deus, recebida com fé e espírito agradecido.
60.   A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração. Assim o mostra a própria Liturgia, distinguindo esta leitura das outras com honras especiais, quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela bênção e oração com que se prepara para o fazer, quer por parte dos fiéis que, com as suas aclamações, reconhecem e confessam que é Cristo presente no meio deles quem lhes fala, e, por isso, escutam a leitura de pé; quer ainda pelos sinais de veneração ao próprio Evangeliário.
Salmo responsorial··61.    A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus.
O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccionário.
Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembleia escuta sentada, ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de Santos, uma selecção de responsórios e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado. Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros.
Aclamação antes da leitura do Evangelho··62.    Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um acto com valor por si próprio, pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela schola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo é cantado pela schola ou pelo cantor.
a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Leccionário ou do Gradual;
b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Leccionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual.
63.
No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:
a) Nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;
b) No tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.
c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem omitir-se.

64.   A sequência, que excepto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa, canta-se antes do Aleluia.·
Homilia
65.   A homilia é parte da liturgia e muito recomendada
[63]: é um elemento necessário para alimentar a vida cristã. Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia, tendo sempre em conta o mistério que se celebra, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes [64].
66.   Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas vezes, se for oportuno, também por um diácono, mas nunca por um leigo
[65]. Em casos especiais e por justa causa, a homilia também pode ser feita, por um Bispo ou presbítero que se encontra na celebração mas sem poder concelebrar.
Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja
[66].
Depois da homilia, observe-se oportunamente um breve espaço de silêncio.
Profissão de fé
67.   O símbolo, ou profissão de fé, tem como finalidade permitir que todo o povo reunido, responda à palavra de Deus anunciada nas leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia, e que, proclamando a regra da fé, segundo a fórmula aprovada para o uso litúrgico, recorde e professe os grandes mistérios da fé, antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia.
68.   O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, nos domingos e nas solenidades. Pode também dizer-se em celebrações especiais mais solenes.
Se é cantado, é começado pelo sacerdote ou, se for o caso, por um cantor, ou pela schola; cantam-no todos em conjunto ou o povo alternando com a schola.
Se não é cantado, deve ser recitado conjuntamente por todos ou por dois coros alternadamente.
Oração universal··69.    Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde, de algum modo à palavra de Deus recebida na fé e, exercendo a função do seu sacerdócio baptismal, apresenta preces a Deus pela salvação de todos. Convém que em todas as Missas com participação do povo se faça esta oração, na qual se pede pela santa Igreja, pelos governantes, pelos que se encontram em necessidade, por todos os homens em geral e pela salvação do mundo inteiro
[67].
70.   Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:
a) Pelas necessidades da Igreja;
b) Pelas autoridades civis e pela salvação do mundo;
c) Por aqueles que sofrem dificuldades;
d) Pela comunidade local.
Em celebrações especiais – por exemplo, Confirmação, Matrimónio, Exéquias – a ordem das intenções pode acomodar-se às circunstâncias.
71.   Compete ao sacerdote celebrante dirigir da sede esta prece. Ele próprio a introduz com uma breve admonição, na qual convida os fiéis a orar, e a conclui com uma oração. As intenções que se propõem, formuladas de forma sóbria, com sábia liberdade e em poucas palavras, devem exprimir a súplica de toda a comunidade.
Habitualmente são enunciadas do ambão ou de outro lugar conveniente, por um diácono, por um cantor, por um leitor, ou por um fiel leigo
[68].
O povo, de pé, faz suasestas súplicas, ou com uma invocação comum proferida depois de cada intenção, ou orando em silêncio.
C) Liturgia eucarística··72.    Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e banquete pascal, por meio do qual, todas as vezes que o sacerdote, representando a Cristo Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e mandou aos discípulos que fizessem em sua memória, se torna continuamente presente o sacrifício da cruz
[69].
Cristo tomou o pão e o cálice, pronunciou a acção de graças, partiu o pão e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de Mim». Foi a partir destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja ordenou toda a celebração da liturgia eucarística. Efectivamente:
1) Na preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos.
2) Na Oração eucarística, dão-se graças a Deus por toda a obra da salvação, e as oblatas convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo.
3) Pela fracção do pão e pela Comunhão, os fiéis, embora muitos, recebem, de um só pão, o Corpo e Sangue do Senhor, do mesmo modo que os Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo.
Preparação dos dons
73.   A iniciar a liturgia eucarística, levam-se para o altar os dons, que se vão converter no Corpo e Sangue de Cristo.
Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística
[70]; nele se dispõem o corporal, o purificador (ou sanguinho), o Missal e o cálice, salvo se este for preparado na credência.
Em seguida são trazidas as oferendas. É de louvar que o pão e o vinho sejam apresentados pelos fiéis. Recebidos pelo sacerdote ou pelo diácono em lugar conveniente, são depois levados para o altar. Embora, hoje em dia, os fiéis já não tragam do seu próprio pão e vinho, como se fazia noutros tempos, no entanto o rito desta apresentação conserva ainda valor e significado espiritual.
Além do pão e do vinho, são permitidas ofertas em dinheiro e outros dons, destinados aos pobres ou à Igreja, e tanto podem ser trazidos pelos fiéis como recolhidos dentro da Igreja. Estes dons serão dispostos em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
74.   A procissão em que se levam os dons é acompanhada do cântico do ofertório (cf. n. 37, b), que se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido depostos sobre o altar. As normas para a execução deste cântico são idênticas às que foram dadas para o cântico de entrada (cf. n. 48). O rito do ofertório pode ser sempre acompanhado de canto.
75.   O pão e o vinho são depostos sobre o altar pelo sacerdote, acompanhados das fórmulas prescritas. O sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar, depois a cruz e o próprio altar. Deste modo se pretende significar que a oblação e oração da Igreja se elevam, como fumo de incenso, à presença de Deus. Depois o sacerdote, por causa do sagrado ministério, e o povo, em razão da dignidade baptismal, podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro.
76.   A seguir, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar: com este rito se exprime o desejo de uma purificação interior.
Oração sobre as oblatas··77.    Depostas as oblatas sobre o altar e realizados os ritos concomitantes, o sacerdote convida os fiéis a orar juntamente consigo e recita a oração sobre as oblatas. Assim termina a preparação dos dons e tudo está preparado para a Oração eucarística.
Na Missa diz-se uma só oração sobre as oblatas, que termina com a conclusão breve, isto é: Per Christum Dóminum nostrum; se no fim da oração se menciona o Filho, diz-se: Qui vivit et regnat in sáecula saeculórum. (V. nota no final do n. 54).
Oração eucarística
78.   Inicia-se então o momento central e culminante de toda a celebração, a Oração eucarística, que é uma oração de acção de graças e de consagração. O sacerdote convida o povo a elevar os corações para o Senhor, na oração e na acção de graças, e associa-o a si na oração que ele, em nome de toda a comunidade, dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Espírito Santo. O sentido desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se una a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício.
79.   Como elementos principais da Oração eucarística podem enumerar-se os seguintes:
a) Acção de graças (expressa de modo particular no Prefácio): em nome de todo o povo santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe graças por toda a obra da salvação ou por algum dos seus aspectos particulares, conforme o dia, a festa ou o tempo litúrgico.
b) Aclamação: toda a assembleia, em união com os coros celestes, canta o Sanctus (Santo). Esta aclamação, que faz parte da Oração eucarística, é proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote.
c) Epiclese: consta de invocações especiais, pelas quais a Igreja implora o poder do Espírito Santo, para que os dons oferecidos pelos homens sejam consagrados, isto é, se convertam no Corpo e Sangue de Cristo; e para que a hóstia imaculada, que vai ser recebida na Comunhão, opere a salvação daqueles que dela vão participar.
d) Narração da instituição e consagração: mediante as palavras e gestos de Cristo, realiza-se o sacrifício que o próprio Cristo instituiu na última Ceia, quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho e os deu a comer e a beber aos Apóstolos, ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de perpetuar este mistério.
e) Anamnese: em obediência a este mandato, recebido de Cristo Senhor através dos Apóstolos, a Igreja celebra a memória do mesmo Cristo, recordando de modo particular a sua bem-aventurada paixão, gloriosa ressurreição e ascensão aos Céus.
f) Oblação: neste memorial, a Igreja, de modo especial aquela que nesse momento e nesse lugar está reunida, oferece a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. A Igreja deseja que os fiéis não somente ofereçam a hóstia imaculada, mas aprendam a oferecer-se também a si mesmos
[71] e, por Cristo mediador, se esforcem por realizar de dia para dia a unidade perfeita com Deus e entre si, até que finalmente Deus seja tudo em todos[72].
g) Intercessões: por elas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto do Céu como da terra, e que a oblação é feita em proveito dela e de todos os seus membros, vivos e defuntos, chamados todos a tomar parte na redenção e salvação adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo.
h) Doxologia final: exprime a glorificação de Deus e é ratificada e concluída pela aclamação Amen do povo.
Rito da Comunhão··80.    A celebração eucarística é um banquete pascal. Convém, por isso, que os fiéis, devidamente preparados, nela recebam, segundo o mandato do Senhor, o seu Corpo e Sangue como alimento espiritual. É esta a finalidade da fracção e dos outros ritos preparatórios, que dispõem os fiéis, de forma mais imediata, para a Comunhão.
Oração dominical
81.   Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia, que para os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico; igualmente se pede a purificação dos pecados, de modo que efectivamente “as coisas santas sejam dadas aos santos”. O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia. O embolismo é o desenvolvimento da última petição da oração dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a libertação do poder do mal.
O convite, a oração, o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo, devem ser cantados ou recitados em voz alta.

Rito da paz··82.    Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana, e os féis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua, antes de comungarem no Sacramento.
Quanto ao próprio sinal com que se dá a paz, as Conferências Episcopais determinarão como se há-de fazer, tendo em conta a mentalidade e os costumes dos povos. Mas é conveniente que cada um dê a paz com sobriedade apenas aos que estão mais perto de si.
Fracção do pão
83.   O sacerdote parte o pão eucarístico. O gesto da fracção, praticado por Cristo na última Ceia, e que serviu para designar, nos tempos apostólicos, toda a acção eucarística, significa que os fiéis, apesar de muitos, se tornam um só Corpo, pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10, 17). A fracção começa depois de se dar a paz e realiza-se com a devida reverência, mas não se deve prolongar desnecessariamente nem se lhe deve atribuir uma importância excessiva. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono.
Enquanto o sacerdote parte o pão e deita uma parte da hóstia no cálice, a schola ou um cantor canta ou pelo menos recita em voz alta a invocação Cordeiro de Deus, a que todo o povo responde. A invocação acompanha a fracção do pão, pelo que pode repetir-se o número de vezes que for preciso, enquanto durar o rito. Na última vez conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz.
Comunhão··84.    O sacerdote prepara-se para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração em silêncio. Os fiéis fazem o mesmo orando em silêncio.
Depois o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fiéis, faz um acto de humildade, utilizando as palavras evangélicas prescritas.
85.   É muito para desejar que os fiéis, tal como o sacerdote é obrigado a fazer, recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na própria Missa e, nos casos previstos, participem do cálice (cf. n. 283), para que a Comunhão se manifeste, de forma mais clara, nos próprios sinais, como participação no sacrifício que está a ser celebrado
[73].
86.   Enquanto o sacerdote toma o Sacramento, dá-se início ao cântico da Comunhão, que deve exprimir, com a unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, manifestar a alegria do coração e realçar melhor o carácter «comunitário» da procissão daqueles que vão receber a Eucaristia. O cântico prolonga-se enquanto se ministra aos fiéis o Sacramento
[74]. Se se canta um hino depois da Comunhão, o cântico da Comunhão deve terminar a tempo.
             Procure-se que também os cantores possam comungar comodamente.
87.   Como cântico da Comunhão pode utilizar-se ou a antífona indicada no Gradual Romano, com ou sem o salmo correspondente, ou a antífona do Gradual simples com o respectivo salmo, ou outro cântico apropriado aprovado pela Conferência Episcopal. Pode ser cantado ou só pela schola, ou pela schola ou por um cantor juntamente com o povo.
Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis.
88.   Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e os fiéis, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em silêncio. Se se quiser, também pode ser cantado por toda a assembleia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino.
89.   Para completar a oração do povo de Deus e concluir todo o rito da Comunhão, o sacerdote diz a oração depois da Comunhão, na qual implora os frutos do mistério celebrado.
Na Missa diz-se uma só oração depois da Comunhão, que termina com a conclusão breve, isto é:
– se a oração se dirige ao Pai: Per Christum Dóminum nostrum;
– se se dirige ao Pai mas no fim da oração se menciona o Filho: Qui vivit et regnat in sáecula saeculórum;
– se se dirige ao Filho: Qui vivis et regnas in saecula saeculórum.
O povo faz suaesta oração por meio da aclamação: Amen.
(V. nota no final do n. 54).
D) Rito de conclusão·
90.   O rito de conclusão consta de:
a) Notícias breves, se forem necessárias;
a) Saudação e bênção do sacerdote, a qual, em certos dias e em ocasiões especiais, é enriquecida e amplificada com uma oração sobre o povo ou com outra fórmula mais solene de bênção.
b) Despedida da assembleia, feita pelo diácono ou sacerdote;
c) Beijo no altar por parte do sacerdote e do diácono e depois inclinação profunda ao altar por parte do sacerdote, do diácono, e dos outros ministros.

Entenda a Santa Missa nos mínimos detalhes

A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o cristão.

Santa Missa – Genuflexão da Bendição
Nos dias de hoje, muitos irmãos e irmãs católicos ainda não sabem o verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa.   Alguns vão apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos pais na infância.   Grande parte deles acabam por abandonar a Igreja por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia.
Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos sacramentos da Igreja e portanto, todo católico deve aprender a transmitir o sentido da Santa Missa aos seus parentes, familiares, amigos e vizinhos.  O bom cristão educa seus filhos na fé, fale de Deus à  todos e não tem medo ou vergonha de professar sua crença.
Muitos católicos não entendem que Deus realmente está presente na missa e fala diretamente conosco. É preciso tornar-se criança no sentido de inocência e humildade para participar bem e aproveitar todas as bençãos que provém dos céus durante a missa.   Ao entrarmos na igreja devemos deixar de lado os problemas e preocupações e nos  entregarmos totalmente nas mãos do Nosso Senhor.
Porque ir à Igreja?
O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo.
A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão, a Eucaristia – que é a Verdadeira presença de Cristo: Corpo, Alma, Sangue e Divindade. Por outro lado, todos os fiéis formam um só “corpo”. São Paulo disse aos cristãos: “Agora não há mais judeu nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28).
Gestos e atitudes
O homem é corpo e alma. Há nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto , tudo é expressão de sua vida. Na Missa fazemos parte de uma Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos Céus. Por isso na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. A nossa fé, o nosso amor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do corpo e também do silêncio.
Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à palavra. A Oração não diz respeito apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também corpo. O corpo é a expressão viva da alma.

Significado dos gestos e posições
SENTADO: É uma posição cômoda, conveniente para ouvir e meditar, sem pressa, naquilo que se diz durante a Liturgia da Palavra.
DE PÉ: É uma posição de respeito de quem ouve com atenção e solenidade. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posição de orante, como se faz na hora da Leitura do Evangelho)
DE JOELHOS: Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e vinho. Como se faz na hora da consagração e da prece Eucarística, indicando que algo importante acontece no altar: O Cristo vivo faz-se VERDADEIRAMENTE presente no Pão e Vinho, por isso, de joelhos, adoramos nosso Deus.
GENUFLEXÃO (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário, que onde o Jesus Eucarístico se encontra, e não porque há na Igreja imagens de barro e madeira, que são apenas objetos, não tem poder a não ser o de representar a aparências dos santos de Deus, hoje vivos no céu.
INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.
MÃOS LEVANTADAS: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.
MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.
SILÊNCIO: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
Canto Litúrgico
A liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é mais do que um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume todas as nossas orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele.  O canto na Missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em sintonia como momento litúrgico que se celebra. O canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um canto de Ofertório deve nos ajudar a fazer a nossa entrega a Deus; um canto de Comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças.
O Sacerdote
O Concílio Vaticano II diz que o padre age “in persona Christ”, isto é, em lugar da pessoa de Jesus. O padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação da comunidade, como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a Igreja.

O SIGNIFICADO E O VALOR DE CADA PARTE:

1. Entrada e Saudação
Na entrada a Comunidade recebe o celebrante, ao mesmo tempo que responde: “Eis me aqui Senhor!”, vim para atender o vosso chamado, vim para louvar, agradecer, bendizer, adorar e estou inteiramente a seu dispor.
Na saudação inicial o Sacerdote ou Minístro da Eucarístia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus já se faz presente na celebração, pois ele mesmo disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles”.
Livres das preocupações mundanas, nesse momento e nesse lugar sagrado que é a igreja, o ser humano se torna iluminado na medida em que se coloca totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os irmãos e com a Santíssima Trindade.
O SINAL DA CRUZ
Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz.
Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço:não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.
O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”, tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.
2. Ato Penitencial
Nesse momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos nós temos nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e Pecador.
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
Quando em nosso dia-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja ela profissional, social e lazer, nos preocupamos com nossa higiene pessoal e também com nossa aparência.     Quando estamos para participar em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza de nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos aproximarmos de Jesus.
Assim fazemos um Ato Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador, com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não cometê-los mais, suplicamos a misericórdia de Deus e seu eterno amor, que pela intercessão de Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.
Após recebermos o perdão de Deus, concedido por sua infinita bondade através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso hino de louvor e glória pela graça recebida.
Atenção: O perdão recebido no Ato Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal.  E também não dá a ninguém que não faça a confissão, o direito a participar da Comunhão.   Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos da Santa Eucarístia.   Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados de cometer um pecado maior.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS
O Glória é um hino antiquissimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária. Louvamos ao Pai a ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de filhos de Deus.
ORAÇÃO
OREMOS é seguido de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.
3. Liturgia da Palavra
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como “Povo de Deus”.
A liturgia da Palavra é composta das seguintes fases:
1.         Primeira Leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.
2.         Salmo: após a Primeira Leitura, vem o “SALMO RESPONSORIAL”, é uma resposta à mensagem proclamada para ajudar a Assembléia a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.
3.         Segunda Leitura: Epistolas – é sempre tirada das Cartas de Pregação dos Apóstolos (Paulo, Thiago, João etc…) às diversas comunidades e também a nós, cristãos de hoje.
4.         Canto de Aclamação: terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que vai nos falar.
5.         O Evangelho de Jesus segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o tema do dia, toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar “dividida” com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.
6.         Homilia: é a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico.A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos. Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse “homem de Deus”. Na homilia ele “atualiza” o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje.
Baseado nas leituras, sempre relacionadas entre sí, o Sacerdote faz a explicação e reflexão do que foi ensinado.  Esta é uma hora muito importante da Santa Missa pois é quando aprendemos grandes lições de vida e fazemos o firme propósito de aplicá-las em nossas vidas.   É também a hora em que podemos entender o poder da Palavra de Deus que nos liberta e faz de nós seus novos apóstolos.
As leituras são escolhidas pela Santa Igreja conforme o tempo que estamos vivendo, isto é, de acordo com o Calendário Litúrgico: tempo comum, Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e para missas espeçíficas como Batísmo, Primeira Comunhão, Crisma, etc..
4. Profissão de Fé
A comunidade professa sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e pela liturgia da palavra, confessando crer em toda doutrina Católica, no perdão dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é a base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.
5. Oração dos fiéis
A Comunidade unida em um só pensamento e desejo eleva a Deus seus pedidos e anseios, pedidos coletivos e também pessoais.   As orações podem ser conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja, como por exemplo a Campanha da Fraternidade. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.
6. Liturgia Eucarística
Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor. Iniciam-se com as oferendas.  A comunidade oferece seus sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a transformação.
Procissão das Oferendas
As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus.
Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.
O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos: essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.
Santo
Prefácio é um hino “abertura” que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo “Corações ao alto!” É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.
O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo… é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.
A Consagração do pão e do vinho,
é o momento mais importante da celebração.
Consagração do Pão e Vinho
Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho se transformam em Corpo e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia as palavras “TOMAI TODOS E…”  O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar.
Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: “TOMAI TODOS E…
“FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!” aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.
Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário, e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz.    No silêncio profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está cruxificado diante de nós.    Devemos oferecer a Jesus, nossa vida, dores, misérias e sofrimentos para ser cruxificado junto com Ele, na esperança da Salvação e da vida-eterna.    Tudo isso não podemos ver com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.
“Tudo isso é Mistério da fé “
“EIS O MISTÉRIODA FÉ” – Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.
Orações pela Igreja
A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.
A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles.
Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos
Finalmente, pedimos por nós mesmos como “povo santo e pecador”.
POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO…
Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembléia responde amém.
PAI – NOSSO
O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em “comunhão” com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.
Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante. Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.
A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.
FRAÇÃO DO PÃO
O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.
CORDEIRO DE DEUS
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o “Cordeiro de Deus”.Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.
7. Rito da Comunhão
Jesus agora está vivo e presente sobre o altar.  É presença real no meio de nós e se manifesta em bondade e amor.
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.
MODO DE COMUNGAR
Quem comunga recebendo a hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca. quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.
Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação, partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade.   Agora seu Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressucitar dentro de cada um de nós.
É o momento sagrado em que Jesus fala diretamente conosco, nos ilumina e dá forças para viver cada vez melhor para podermos refletir sua imagem onde quer que estejamos.
Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças.
8. Ritos Finais
É hora da refexão final, tudo que sentimos e vivemos, será completado pela benção final, pelas mãos do Sacerdote, Deus nos abençoa.
É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.
Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada momento de seu dia-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada um de nós.
Estamos fortalecidos e prontos para vivenciar a salvação . Olhando o mundo de nova maneira, acolhendo bem a todos os irmãos, praticando a caridade e fraternidade, principalmente com os excluídos deste mundo, aos doentes, presos, marginalizados e com aqueles que não conhecem a Jesus, ensinando-os a conhecê-lo.   Só ai a Santa Missa terá o verdadeiro sentido e nos fará caminhar e aproximar-nos cada vez mais da vida eterna junto à Santíssima Trindade.
9. Considerações Gerais sobre a Santa Missa
A Missa é uma oração, a melhor das orações; a rainha, como dizia São Francisco de Sales.   Nela reza Jesus Cristo, homem-Deus.    Nós temos apenas de associar-nos. “O que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo dará”, disse Jesus (Jo 16,23).
São João Crisóstomo disse: durante a Missa nossas orações apóiam-se sobre a oração de Jesus Cristo. Nossas orações são mais facilmente atendidas, eficazes, porque Jesus Cristo as oferece ao seu eterno Pai em união com a sua.
Os anjos presentes oram por nós e oferecem nossa oração a Deus.  É o presente mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade.   Cada Missa eleva nosso lugar no céu e aumenta nossa felicidade eterna.  Cada vez que olhamos cheios de fé para a Santa Hóstia, ganhamos uma recompensa especial no céu.
Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa traz.
Reflitamos um pouco mais sobre a forma de como cada um participa da Missa lendo a seguinte história:
Numa certa cidade, uma bela catedral estava sendo construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para levantá-la. Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro, carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma para todos. O que você está fazendo?
– Carregando pedras, disse o primeiro.
– Defendendo meu pão, respondeu o segundo.
Mas o terceiro respondeu:
– Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde meus filhos aprenderão o caminho do céu.
Essa história relata que apesar de todos estarem realizando a mesma tarefa, a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:
·            Existem os que vão para cumprir um preceito;
·            Há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;
·            E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.
Resumindo para compreender melhor cada parte da Missa:
·            Na entrada, ato Penitencial, Glória, Oração, nós falamos com Deus.
·            Na Liturgia da Palavra que compreende as 2 leituras, o Evangelho, a Homilia (Sermão), Deus fala conosco.
·            A Liturgia Eucarística: Ofertório, Oração Eucarística e a Comunhão é o Coração, o Centro da Missa.
·            No ofertório nós apresentamos nossas oferendas, o nosso amor, o nosso ser representados pelo pão e vinho.
·            Na oração Eucarística, Jesus consagra nossas oferendas e nos leva consigo até Deus.
·            Na comunhão, Deus nos devolve esse Dom.  Ao nos unirmos à Cristo unimo-nos também a todos que estão “em Cristo”, aos outros membros da Igreja.
·            Devemos medir a eficácia das nossas comunhões pela melhora no nosso modo de ser e agir. (Leituras recomendadas: Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20; I Cor 11,23-29)
·            No Rito final Deus nos abençoa e Jesus vai conosco para termos uma vida santa, iluminada pelo Espírito Santo.
10. Preparação do altar para celebração da Santa missa
1.         Altar: representa a mesa que Jesus e os Apóstolos usaram para celebrar a Ceia na Quinta-Feira Santa. O altar representa a mesa da Ceia do Senhor. Lembra também a cruz de Jesus, que foi como um “altar” onde o Senhor ofereceu o Sacrifício de sua própria vida. O altar deve ter o sentido de uma mesa de refeição para celebrar a Ceia do Senhor.
2.         Toalha: lembra a dignidade e o respeito que devem ao altar. Geralmente branca, comprida. Deve ser limpa, condizente com a grandeza da Ceia do Senhor
3.         Sacrário: é onde ficam guardadas as âmbulas com Hóstias Consagradas.
4.         Ostensório: é onde se coloca a Hóstia Consagrada para Adoração dos fiéis.
5.         Lâmpada do Santíssimo Acesa: indica Jesus presente no sacrário vivo e real, como está no céu.
6.         Círio Pascal: é uma vela grande, benzida na cerimônia da Vigília Pascal (Sábado Santo). Indica “Cristo Ressuscitado”, “Luz do Mundo”.
7.         Carrilhão (sino): é acionado para maior atenção no momento mais solene da Missa, a Consagração.
8.         Cálice: Nele se deposita o vinho que vai ser transformado em sangue de Jesus. È feito de metal prateado ou dourado.
9.         Patena: é como um pratinho que vai sobre o cálice. Na patena é colocada a Hóstia Grande, do Celebrante.
10.     Sanguíneo: é uma toalhinha comprida, serve para enxugar o cálice onde estava o Sangue de Jesus.
11.     Pala: é uma peça quadrada, que serve para cobrir o cálice com o vinho.
12.     Hóstias: as hóstias grandes e pequenas são feitas de trigo puro, sem fermento. A grande o padre consagra para si, é a maior para que todos possam ver.
13.     Âmbula: é igual ao cálice, mas fechada com uma tampa justa. Nela colocam-se as hóstias dos fiéis que depois serão guardadas no sacrário.
14.     Galhetas: são duas jarrinhas que contém água e vinho. O vinho é para a consagração. A água serve para misturar no vinho antes da consagração, para simbolizar a união da humanidade com a Divindade em Jesus, lavar os dedos do celebrante e purificar o cálice e as âmbulas depois da comunhão.
15.     Manustérgio: é para enxugar os dedos do celebrante no Ofertório.
16.     Corporal: é uma toalha branca quadrada, que vai no centro no altar. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se a Hóstia consagrada que é o corpo do Senhor.
17.     Missal: é o livro que o padre usa para ler as orações da Missa.
18.     Crucifixo: colocado no centro do altar, para lembrar o sacrifício de Jesus.
19.     Velas acesas: lembra Cristo luz do mundo. A Missa só tem sentido para quem tem fé.
20.     Flores: as flores simbolizam beleza, amor e alegria.

11. As Vestes Litúrgicas

TÚNICA: É um manto geralmente branco, longo, que cobre todo do corpo. Lembra a túnica de Jesus.
ESTOLA: É uma faixa vertical, separada da túnica, a qual desce do pescoço, com duas pontas na frente. Sua cor varia de acordo com a Liturgia do dia. Existem quatro cores na Liturgia: verde, branco, roxo e vermelho. Representa o poder sacerdotal.
CASULA: Vai sobre todas as vestes. É uma veste solene, que deve ser usada nas Missas dominicais e dias festivos. a cor também varia conforme a Liturgia do dia.
A MITO: É um pano branco que envolve o pescoço do celebrante.
CÍNGULO: É um cordão que prende a túnica à altura da cintura.
12. Glossário Geral dos Objetos Litúrgicos
Eis a seguir uma relação de todos os objetos litúrgicos, é bom para que se conheça e entenda sua utilização no culto da missa. Alguns destes objetos talvez você nunca tenha visto e na verdade nem todos são sempre usados. Outros realmente já caíram em desuso. O importante é perceber o zelo litúrgico que está por trás da confecção destes objetos. Hoje estão aparecendo novos objetos litúrgicos: microfone, violão, toca-discos, etc. É importante que estes instrumentos sejam dignos de culto. Para Deus sempre o melhor!
Antigamente (e há ainda em alguns lugares) colocava-se um crucifixo pequeno em cima do altar, no meio de duas velas, ou do lado direito ou uma em cada lado. Agora procura-se deixar somente a toalha no altar; há no lado esquerdo do altar um local para se colocar a CRUZ PROCESSIONAL e até os candelabros podem ficar fora do altar no outro lado.
Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
Altar: Mesa onde é realizada a Ceia Eucarística. Na liturgia, esta mesa representa o próprio Jesus Cristo.
Ambão: Estante na qual é proclamada a Palavra de Deus.
Alva: Veste litúrgica comum dos ministros ordenados.
Âmbula: Uma espécie de cálice maior, onde são guardadas as hóstias consagradas. Possui tampa.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizado para levar a imagem dos santos nas procissões.
Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está no lugar do Cristo Pastor.
Batina: Durante muito tempo foi a roupa, oficial dos sacerdotes.
Batistério: O mesmo que pia batismal. E onde acontecem os batizados.
Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
Cálice: Uma espécie de taça, utilizada para depositar o vinho que será consagrado.
Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da Consagração.
Capa: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, no batismo e bênção do Santíssimo. Também conhecida como CAPA PLUVIAL ou CAPA DE ASPERGES, ou ainda CAPA MAGNA.
Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.
Castiçais: Suportes para as velas.
Casula: E a veste própria do sacerdote durante as ações sagradas. E usada sobre a alva e a estola. No Brasil, a CNBB aprovou em 1971 o uso de uma túnica ampla no lugar da casula.
Cadeira do celebrante: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
Cibório: O mesmo que âmbula, conhecido por píxide.
Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.
Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Crista: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Crista. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
Colherinha: Usada para colocar gota de água no vinho e para colocar incenso no turíbulo.
Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro. Sobre ele é consagrado o pão e o vinho.
Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar objetos do culto.
Cruz processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões. Cruz peitoral: Crucifixo dos bispos.,
Custódia: O mesmo que OSTENSORIO.
Estola: É uma tira de pano colocada no ombro esquerdo, como faixa transversal, pelo diácono, e pendente sobre os ombros pelo presbítero e bispo. E distintivo dos ministros ordenados. As Estolas são de quatro cores: branca, verde, vermelha, e roxa, de acordo com a liturgia.
Galhetas: Recipientes onde ficam a água e o vinho durante a Celebração Eucarística. Podem ser levadas ao altar durante a procissão das ofertas.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa “vítima que será sacrificada”.
Hóstia grande: E utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
Incenso: Resina de aroma suave, O incenso produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando nossa oração.
Jarro: Usado, durante a purificação.
Lamparina: E a lâmpada do Santíssimo.
Lecionários: Livros que contêm as leituras da missa.
Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionários, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
Manustérgio: Toalhinha utilizada para purificar as mãos antes, durante e depois da ação litúrgica.
Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
Mitra: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos. É símbolo do poder espiritual.
Naveta: Recipiente onde é depositado o incenso a ser usado na liturgia. Tem a forma de um pequeno navio.
Opa: Roupa que distingue os ministros extraordinários da Comunhão.
Ostensório: Utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão. Também conhecido como custódia.
Pala: Cobertura quadrangular do cálice.
Patena: Um tipo de pratinho sobre o qual são colocadas as hóstias para a celebração.
Píxide: O mesmo que âmbula.
Planeta: O mesmo que CASULA.
Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
Sanguinho: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
Solidéu: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para os doentes.
Túnica ampla: Veste aprovada pela CNBB para o Brasil. Substitui o conjunto da alva e casula. Deve ser realmente ampla.
Turíbulo: Vaso de metal utilizado para queimar incenso.
Véu do cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice.
Véu dos ombros: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório. Também é conhecido como VEU UMERAL.
Véu: E aquele paninho usado para cobrir as âmbulas com as hóstias consagradas.

AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA
I. O pão e o vinho para celebrar a Eucaristia
319. Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja utilizou sempre o pão e o vinho com água para celebrar a Ceia do Senhor.
320. O pão para celebrar a Eucaristia deve ser só de trigo, confeccionado recentemente e, segundo a antiga tradição da Igreja latina, pão ázimo.
321. A natureza de sinal exige que a matéria da Eucaristia tenha o aspecto de autêntico alimento. Convém, portanto, que o pão eucarístico, embora ázimo e apresentando a forma tradicional, seja confeccionado de modo que o sacerdote, na Missa com participação do povo, possa realmente partir a hóstia em várias partes e distribuí-las pelo menos a alguns dos fiéis. Todavia, de modo algum se excluem as hóstias pequenas, quando assim o exija o número dos comungantes ou outras razões de ordem pastoral. No entanto, o gesto da “fracção do pão” – assim era designada a Eucaristia na época apostólica – manifesta de modo mais expressivo a força e o valor de sinal da unidade de todos em um só pão e de sinal da caridade, pelo facto de um só pão ser repartido entre os irmãos.

322. O vinho para celebrar a Eucaristia deve ser de uvas, fruto da videira (cf. Lc 22, 18), natural e puro, quer dizer, sem qualquer mistura de substâncias estranhas.
323. Tenha-se grande cuidado em que o pão e o vinho destinados à Eucaristia se conservem em perfeito estado, isto é, que nem o vinho se azede nem o pão se estrague ou endureça tanto que se torne difícil parti-lo.
324. Se depois da consagração ou no momento da Comunhão o sacerdote advertir que, no cálice, em vez de vinho estava água, deite esta num recipiente, ponha vinho e água no cálice e consagre-o, proferindo só as palavras da narração referentes à consagração do cálice, sem ter de consagrar novamente o pão.
II. Alfaias sagradas em geral
325. Tal como para a construção das igrejas, também, no que se refere a todas as alfaias sagradas, a Igreja admite as formas de expressão artística próprias de cada região e aceita as adaptações que melhor se harmonizem com a mentalidade e as tradições dos diversos povos, contanto que correspondam adequadamente ao uso a que as mesmas alfaias sagradas se destinam
[135]
Também neste sector se deve buscar com todo o empenho aquela nobre simplicidade que tão bem condiz com a arte verdadeira.
326. Nas alfaias sagradas, além dos materiais tradicionalmente usados, podem utilizar-se outros que, de acordo com a mentalidade da nossa época, se consideram nobres, resistentes e adaptados ao uso sagrado. Nesta matéria, é à Conferência Episcopal que compete julgar para cada região (cf. n. 390).
III. Os vasos sagrados
327. Entre os objectos requeridos para a celebração da Eucaristia, merecem respeito particular os vasos sagrados e, entre eles, o cálice e a patena, que servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho.
328. Os vasos sagrados devem ser fabricados de metal nobre. Se forem fabricados de metal oxidável, ou menos nobre que o ouro, normalmente devem ser dourados por dentro.
329. O juízo das Conferências Episcopais, e com a confirmação da Sé Apostólica, os vasos sagrados também podem ser fabricados com outros materiais sólidos e que sejam, segundo o modo de sentir de cada região, mais nobres, por exemplo, o marfim ou certas madeiras muito duras, contanto que sejam adequadas para o uso sagrado. Neste caso, dê-se preferência aos materiais que não se quebrem nem deteriorem facilmente. Isto vale para todos os vasos destinados a receber as hóstias, como a patina, a píxide, a caixa-cibório, a custódia e semelhantes.
330. Quanto aos cálices e outros vasos, destinados a receber o Sangue do Senhor, a copa deve ser de material que não absorva os líquidos. O pé do cálice pode ser de outra matéria sólida e digna.
331. Para a consagração das hóstias, pode usar-se convenientemente uma patina maior, na qual se põe o pão não só para o sacerdote e o diácono, mas também para os outros ministros e fiéis.
332. Quanto à forma dos vasos sagrados, compete ao artista fabricá-los do modo que melhor se coadune com os costumes de cada região, contanto que sejam adequados ao uso litúrgico a que se destinam, e se distingam claramente daqueles que se destinam ao uso quotidiano.
333. Para a bênção dos vasos sagrados, sigam-se os ritos prescritos nos livros litúrgicos
[136]
334. Mantenha-se o costume de construir na sacristia um sumi doiro, no qual se lance a água da ablução dos vasos sagrados e dos corporais e sanguíneos (cf. n. 280).·
IV. As vestes sagradas
335. Na Igreja, Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham as mesmas funções. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia é significada externamente pela diversidade das vestes sagradas, as quais, por isso, são sinal distintivo da função própria de cada ministro. Convém, entretanto, que tais vestes contribuam também para o decoro da acção sagrada. As vestes usadas pelos sacerdotes e diáconos assim como pelos ministros leigos sejam oportunamente benzidas antes de serem destinadas ao uso litúrgico, de acordo com o rito descrito no Ritual Romano
[137]
336. A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos, seja qual for o seu grau, é a alva, que será cingida à cintura por um cíngulo, a não ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Se a alva não cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pescoço, pôr-se-á o anito antes de a vestir. A alva não pode ser substituída pela sobrepeliz, nem sequer quando esta se envergar sobre a veste talar, quando se deve vestir a casula ou a Dalmácia, nem quando, segundo as normas, se usa apenas a estola sem casula ou Dalmácia.
337. A veste própria do sacerdote celebrante, para a Missa e outras acções sagradas directamente ligadas com a Missa, salvo indicação em contrário, é a casula ou planeta, que se veste sobre a alva e a estola.
338. A veste própria do diácono é a Dalmácia, que se veste sobre a alva e a estola; contudo, por necessidade ou por menor grau da solenidade, a Dalmácia pode omitir-se.
339. Os acólitos, leitores e outros ministros leigos podem vestir a alva ou outra veste legitimamente aprovada pela Conferência Episcopal em cada região (cf. n. 390).
340. O sacerdote põe a estola em volta do pescoço, deixando-a cair diante do peito. O diácono põe a estola a tiracolo, deixando-a cair do ombro esquerdo, sobre o peito, e prendendo-a do lado direito do corpo.
341. O pluvial, ou capa de asperges, é usado pelo sacerdote nas procissões e outras funções sagradas, segundo as rubricas próprias de cada rito.

342. Quanto à forma das vestes sagradas, as Conferências Episcopais podem definir e propor à Sé Apostólica as adaptações que entendam corresponder melhor às necessidades e costumes de cada região
[138]
343. Na confecção das vestes sagradas, além dos materiais tradicionalmente usados, é permitido o uso de fibras naturais próprias de cada região, bem como de fibras artificiais, contanto que estejam de harmonia com a dignidade da acção sagrada e da pessoa. Nesta matéria, o juízo compete à Conferência Episcopal
[139]
344. A beleza e nobreza da veste sagrada devem buscar-se e pôr-se em relevo mais pela forma e pelo material de que é feita do que pela abundância dos acrescentos ornamentais. Os ornamentos podem apresentar figuras, imagens ou símbolos, que indiquem o uso sagrado das vestes, excluindo tudo o que possa destoar deste uso.
345. A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente de modo mais eficaz, por um lado, o carácter peculiar dos mistérios da fé que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano litúrgico.
346. Quanto à cor das vestes sagradas, mantenha-se o uso tradicional, isto é:
a) Usa-se a cor branca nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. Além disso: nas celebrações do Senhor, excepto as da Paixão, nas celebrações da bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos, dos Santos não Mártires, nas solenidades de Todos os Santos (1 de Novembro), de S. João Baptista (24 de Junho), nas festas de S. João Evangelista (27 de Dezembro), da Cadeira de S. Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de S. Paulo (25 de Janeiro).
b) Usa-se a cor vermelha no Domingo da Paixão (ou de Ramos) e na Sexta-Feira da Semana Santa, no Domingo do Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.
c) Usa-se a cor verde nos Ofícios e Missas do Tempo Comum.
d) Usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos.
e) A cor preta pode usar-se, onde for costume, nas Missas de defuntos.
f) A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma).
g) Nos dias mais solenes podem usar-se paramentos festivos ou mais nobres, ainda que não sejam da cor do dia.
As Conferências Episcopais podem, no que respeita às cores litúrgicas, determinar e propor à Sé Apostólica as adaptações que entenderem mais conformes com as necessidades e a mentalidade dos povos.

347. As Missas rituais celebram-se com a cor própria ou branca ou festiva; as Missas para várias necessidades com a cor do dia ou do Tempo, ou então com a cor roxa, se trata de celebrações de carácter penitencial, como por exemplo, as Missas para o tempo de guerra ou revoluções, em tempo de fome, para a remissão dos pecados (nn. 31, 33, 38); as Missas votivas celebram-se com a cor correspondente à Missa celebrada ou também com a cor própria do dia ou do Tempo.
V. Outras alfaiais destinadas ao uso da Igreja
348. Além dos vasos sagrados e das vestes sagradas, para os quais está prescrita determinada matéria, todas as outras alfaias destinadas ao uso litúrgico,
[140] ou a qualquer título admitidas na igreja, devem ser dignas e adequadas ao fim a que se destinam.
349. Há-de procurar-se de modo particular que os livros litúrgicos, principalmente o Evangeliário e os Leccionários, destinados à proclamação da Palavra de Deus e que por isso gozam de veneração especial, sejam de facto, na acção litúrgica, sinais e símbolos das coisas do alto e, por isso verdadeiramente dignos, de boa qualidade e belos.
350. Acima de tudo há-de prestar-se a maior atenção àquilo que, na celebração eucarística, está directamente relacionado com o altar, como são, por exemplo, a cruz do altar e a cruz que é levada na procissão.
351. Tenha-se grande cuidado em respeitar, mesmo nos objectos de menor importância, as exigências da arte, aliando sempre a limpeza a uma nobre simplicidade.
Deus lo Vult!

Dignare me laudare Te, Virgo Sacrata – da mihi virtutem contra hostes tuos!

“O cristão na casa de Deus” – como se comportar na Santa Missa By Jorge Ferraz (admin)13/07/2012Catequese, Liturgia8 Comments

Atenção, este artigo foi publicado 3 anos 13 dias atrás.[Utilidade pública. Vi no Facebook; serve, naturalmente, não apenas para os fiéis que assistem à Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano como também para todos os que entram em um Templo Católico, na Casa de Deus, independente da celebração específica que estejam assistindo. Afinal, a Missa é a Cruz. Há um só Calvário, há uma só Missa, e toda Missa deve ser tratada com o respeito que é devido ao Sacrifício Propiciatório de Cristo-Deus em favor de nós.]

O CRISTÃO NA “CASA DE DEUS”

1 – Bem sabe o cristão que nossos templos são lugares sagrados. Igualmente sabe que nas Igrejas católicas mora o Deus eterno e omnipotente, real e verdadeiro, embora se oculte aos nossos olhos materiais sob os véus eucarísticos.
Na Igreja, portanto, deve haver todo respeito, o maior silêncio e devoção.
3 – Quando o cristão entra na Igreja, vai logo fazer uma devota genuflexão diante do altar do Santíssimo, que é fácil reconhecer, pois diante dele arde continuamente uma lâmpada, e aí adora o seu Deus na Eucaristia. Para Jesus Sacramentado deve estar polarizada a atenção, a fé, o amor dos fiéis.
6 – As senhoras devem estar na Igreja com a cabeça coberta, principalmente na recepção dos sacramentos. Os vestidos devem ser discretos e modesto. Nada de decotes exagerados e vestidos sem mangas.
8 – Ninguém deve sair da Igreja durante o sermão. Isto incomoda o auditório e o pregador e constitui grande falta de educação.
9 – Não se pode ficar sentado nem sair da Igreja durante a bênção do Santíssimo, que aliás dura poucos minutos.
11 – Eis algumas faltas de educação que ainda devemos evitar na Igreja: Conversar, cochicar, rir – olhar para os que entram ou saem – fixar curiosamente as pessoas – perturbar, como quer que seja, as pessoas que rezam – cuspir no chão – assoar-se com estrondo – fazer ruído com os bancos ou cadeiras – ajoelhar ou assentar-se desajeitadamente – cruzar as pernas – estar de mãos nos bolso – cumprimentar ostensivamente os amigos (basta um aceno de cabeça) – não tomar parte nas práticas e orações em comum – gritar ou arrastar a voz nas orações ou cânticos – não guardar silêncio e respeito durante os casamentos, baptizados e exéquias – fazer algazarra na porta ou nas proximidades – enfim tomar atitudes que revelem falta de fé ou de educação.

Símbolos e objetos litúrgicos

"A Eucaristia é um mistério altíssimo, é propriamente o Mistério da fé, como se exprime a Sagrada Liturgia: Nele só, estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as realidades sobrenaturais. [...] Sobretudo deste Mistério é necessário que nos aproximemos com humilde respeito, não dominados por pensamentos humanos, que devem emudecer, mas atendo-nos firmemente à Revelação divina" (carta encíclica Mysterium Fidei).

As palavras do papa Paulo VI ajudam-nos a compreender o papel da sagrada liturgia. Somos, por natureza, apegados aos sentidos. Diante de uma realidade sobrenatural, como o é a santa missa, a liturgia vem em nosso socorro, para que, através de símbolos e gestos concretos, alcançemos o entendimento daquilo que pela fé cremos. Não que se exija do fiel que o mistério seja plenamente entendido, pois este é, antes, para ser crido, mais que explicado; mas, iluminados pela sagrada liturgia, possamos dirigir a Deus o culto de adoração que lhe é devido, de modo que a nossa oração seja um espelho fiel da nossa fé.
Um símbolo litúrgico será necessariamente simples, pois a realidade que ele nos faz penetrar é também simples, como o é o Criador de todos os mistérios. Portanto, não desprezemos os gestos, as palavras ditas, as vestes, o sagrado rito, por sua simplicidade, para não corrermos o risco de desprezarmos também o mistério que esses símbolos escondem e apontam. Se um homem enamorado devota às cartas de sua namorada o amor que dirige à sua autora, muito mais devemos nós, também, zelar para que a santa missa seja sempre honrada e respeitada, em toda a sua inteireza.

OBJETOS LITÚRGICOS
Os objetos litúrgicos, também chamados de "alfaias", são aqueles que servem ao culto divino e ao uso sagrado, razão pela qual não podem ser manuseados de modo displicente, muito menos de forma desrespeitosa. Os objetos usados no culto divino devem ser feitos de materiais nobres, ornados de tal forma que invoquem a riqueza dos mistérios que eles servem.
A encíclica Sacrosanctum Concilium assim descreve a importância da dignidade dos objetos utilizados na liturgia: "A Igreja preocupou-se com muita solicitude em que as alfaias sagradas contribuíssem para a dignidade e beleza do culto". Dessa forma, não cumpre o papel a que se propõe, objectos que não exaltem essa dignidade, tais como cálices de vidro comum ou patinas improvisadas, feitas de materiais desprovidos de valor. Vamos conhecer os objetos mais importantes:
Âmbula - também chamada de cibório ou píxide; é utilizada para a conservação e distribuição das hóstias consagradas aos fiéis.

Cálice - recipiente onde se consagra o vinho durante a missa.

Patena - pequeno prato, geralmente de metal, utilizado na consagração do pão. Também é usada na distribuição da comunhão, para prevenir a possibilidade de queda das partículas consagradas ou partes delas.

Teca - pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a Eucaristia para os doentes.

Hóstia - pão não fermentado (ázimo) circular. Ao pão maior chamamos hóstia, consagrada e consumida pelo sacerdote durante a missa. Aos menores, consagrados e distribuídos aos fiéis, chamamos partículas. Essas, uma vez guardadas no sacrário para adoração dos fiéis, e que são consumidas na missa seguinte, chamamos reserva eucarística.

Turíbulo - é o objeto utilizado na incensação. Nele é colocado o incenso, uma resina aromática, sobre a brasa. O incenso, que simboliza a oração elevada a Deus, é depositado no turíbulo, pelo sacerdote, e guardado na naveta, um pequeno vaso utilizado para o seu transporte.

Crucifixo - além da cruz processional, que abre a procissão de entrada, há um crucifixo menor, que fica sobre o altar, durante aa missa.
Galhetas - dois recipientes para a colocação da água e do vinho, para a celebração da missa.

Corporal - tecido em forma quadrangular sobre o qual se coloca o cálice com o vinho e a patena com o pão.

Pala - cartão quadrado, revestido de pano, utilizado para cobrir a patena e o cálice.

Sangüíneo - ou purificatório. É um tecido retangular com o qual o sacerdote, depois da comunhão, limpa o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.

Manustérgio - toalha com que o sacerdote enxuga as mãos no rito do lavabo.

Caldeirinha e aspersório - a caldeirinha é o recipiente utilizado para colocar água benta para a aspersão. O aspersório é um pequeno bastão metálico com o qual a água benta é aspergida.

Ostensório - é o objeto que serve para expor o Santíssimo para a adoração dos fiéis e também para dar a bênção eucarística. Nele há a parte central fixa, chamada de custódia, que contém uma parte móvel, transparente, circular, a luneta, onde se coloca a hóstia consagrada para adoração.

Círio Pascal - uma vela grande, benzida na missa solene da Vigília Pascal, no Sábado Santo. É utilizado nas missas celebradas durante o Tempo Pascal e também, no ano inteiro, nos batizados. Representa, na liturgia, a luz de Cristo.
Além desses objetos, há também os castiçais, candelabros, velas, a bacia a jarra, utilizadas no rito do lavabo, um pouco antes do ofertório. Tais objetos devem ser confeccionados com o mesmo decoro e bom gosto que se exigem dos demais objetos sagrados.


LIVROS UTILIZADOS NA MISSA
Os primeiros cristãos guardavam os livros sagrados com todo o cuidado e não permitiam que caíssem nas mãos dos infieis. No tempo das perseguições, o ato de entregá-los às autoridades pagãs era considerado uma fraqueza. Os nossos livros litúrgicos, à semelhança dos demais objetos utlizados no culto divino, devem ser ornados de tal forma que apontem para o tesouro que eles encerram: a Palavra de Deus.
São usados normalmente dois livros litúrgicos: o missal, no altar, colocado perto do corporal, e o Lecionário, no ambão, para as leituras.
Missal - livro utilizado pelo sacerdote.

Lecionário - contém as leituras. Pode ser dominical (domingos e dias de festa), semanal (leituras dos dias de semana) ou santoral (sonelidades da memória dos santos e leituras específicas para a administração de sacramentos).
Evangeliário - é o livro que contém o texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades.
 
VESTES LITÚRGICAS
Alva - é uma túnica longa, de cor branca, amarrada na cintura por um cordão grosso chamado cíngulo.

Amito - é uma peça que o sacerdote põe sobre os ombros ao se vestir com os paramentos para a celebração eucarística. É posto antes da alva.


Casula - é exclusiva do sacerdote. Trata-se de um manto que se veste sobre a alva e a estola. O diácono usa a dalmática, sobre a alva e a estola.


Estola - veste litúrgica do sacerdote. A estola fica encoberta quase totalmente pela casula. A estola do diácono difere da do sacerdote: é colocada em diagonal, correndo do ombro esquerdo à cintura direita.


Véu umeral - manto ricamente ornado, usado pelo sacerdote na bênção do Santíssimo. Durante as procissões, ao conduzir o Santíssimo, o sacerdote usa a capa pluvial.
Cruciferário: O acólito que leva a cruz nas cerimônias litúrgicas

Cerimoniário: O acólito que dirige as cerimônias litúrgicas
Turiferário: O acólito que leva o turíbulo
Naveteiro: O acólito que leva a naveta (pequeno vaso onde se serve o incenso para os turíbulos).

VESTES:

Para lidar com coisas santas e sagradas, são usados na celebração objectos, vestes e outros sinais que realçam e apontam a sacralidade daquilo que se celebra. As vestes, objetos e outros elementos não são "enfeites", mas cada um traz um significado que está de acordo com a dignidade do momento sagrado que se celebra.
A variedade das vestes ou paramentos litúrgicos serve para manifestara diversidade dos ministérios (indicações hierárquicas) exercidos na liturgia. As vestes querem nos dar o sentido de revestir-se de Cristo, de sua autoridade, do seu serviço. O cristão, procura imitar o Cristo, seu divino modelo.
A beleza e a nobreza das vestes resultam do tecido e da forma; se houver ornatos, sejam figuras ou símbolos que indiquem o uso sagrado. As cores devem visar manifestar o caráter dos mistérios celebrados, conforme desenrolar do ano litúrgico.
Vejamos:
Túnica
Alva
É a veste oficial do padre durante as celebrações que ele preside. A túnica é uma veste branca, embora possa ser de outras cores (dentro de um certo bom censo), a qual esconde a individualidade do sacerdote, para que nele se possa perceber o próprio Cristo que preside o Sacrifício. A túnica lembra que o sacerdote que foi, no batismo revestido de Cristo, se reveste agora simbolicamente do homem novo (para presidir o Sacrifício Eucarístico).
É uma veste branca como a túnica, porém é usada juntamente com a casula, vindo sob ela.
A alva, juntamente com a casula, dá um caráter mais solene às celebrações.



Estola
Casula
É uma faixa vertical (para padre) ou diagonal (para diácono). A estola do padre pode ter duas faixas ou três. Ele a usa sobre os ombros com duas pontas caindo para frente. Ela simboliza o serviço sacerdotal que o padre realiza como ministro (servidor) de Cristo. Sua cor varia conforme a liturgia.
É uma veste mais solene que cobre tanto a alva como a estola. É a veste própria do padre (diácono não pode usá-la), não tem costura nos lados e é usada nas Missas dominicais e dias festivos. A cor varia conforma a liturgia.
Dalmática
Hóstia
É a veste própria do diácono. É colocada sobre a alva (túnica) e a estola. É utilizada na celebração da missa. Aberta dos lados, tem as mangas largas e curtas. A cor também varia de acordo com a liturgia.
É o pão de trigo puro. Há uma hóstia maior usada pelo presidente da celebração e várias menores que são consagradas para a comunhão da assembléia. A hóstia grande é para ser vista de longe, na elevação (durante a consagração), e ser partida durante a oração do Cordeiro para ser comungada juntamente com as pequenas.
Vinho
Cálice
É vinho puro de uva. Normalmente é conhecido como "vinho canônico" por estar de acordo com as normas (cânon) da Igreja.
É uma taça revestida de ouro, prata ou outro material que os imite. Ele deve apontar para a excelência e grandiosidade do conteúdo que nele é oferecido.
Patena
Âmbula
É um pratinho de metal que acompanha o cálice, normalmente de material semelhante.
Sobre ela é colocada a hóstia grande ( e em alguns casos, também algumas pequenas).



É um vasos que tem tampa e serve para conduzir ou guardar as hóstias a serem distribuídas para o povo. Algumas são ornamentadas e cobertas com um véu quando ficam com a reserva eucarística (hóstias consagradas que não foram comungadas durante a Missa), o véu aponta o respeito e a excelência do alimento sagrado que trazem dentro de si.
Água
Pala
É água natural. Serve para purificar as mão do sacerdote durante a cerimônia do lavabo e ser misturada no vinho, na preparação das oferendas, para simbolizar a humanidade que se une à divindade de Cristo (vinho). Também é usada na purificação do cálice e das âmbulas após a comunhão.
É uma peça quadrada, dura, normalmente de linho engomado, que serve para cobrir o cálice, evitando que caia dentro dele alguma sujeira.

Sanguinho ou Sanguineo
Corporal
É uma toalha pequena e branca que serve para enxugar o cálice no momento da purificação e retirar das âmbulas os fragmentos que lá ficaram após a comunhão e que são colocados no cálice.
Toalha maior e quadrada. Chama-se deste modo porque sobre ele se coloca o Corpo e o Sangue do Senhor.
Galetas
Credência
Duas pequenas jarras de vidro ou outo material. Uma tras a água e a outra o vinho. Elas estão sempre juntas, em um pratinho ou outro objeto na credência.
Pequena mesa que fica ao lado do altar, onde ficam depositados os objetos a serem usados durante a celebração.
Manustérgio
Missal
Pequena toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote e dos ministros na cerimônia do lavabo. Vem do latim "manus" = mãos.
Livro que contem os ritos da Missa e todas as orações necessárias para se celebrar a eucaristia.
Lecionário
Crucifixo
Livro que contém as leituras e salmos da Sagrada Escritura, organizados de acordo com a liturgia do ano litúrgico. São três: dominical (leituras dos domingos); semanal (leituras dos dias de semana) e santoral (leituras para festas de santos).
Em todo lugar onde se celebra a Eucaristia, deve haver um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do Seu sacrifício Redentor na cruz.

Velas
Flores
Estão presentes para nos lembrar a fé que reúne e a presença de Cristo, luz do mundo. Lembra a luz recebida no batismo.

Mais presentes aos domingos e demais celebrações festiva para nos recordar a alegria de se reunir ao redor da mesa do Senhor. Não devem ser colocadas sobre o altar, mas ao lado. Nunca devem ser colocadas sobre o sacrário.
Altar
É o centro da celebração e da Igreja. Representa o próprio Cristo que se tornou altar e cordeiro. Lembra a mesa da Ceia do senhor, também lembra a cruz de Jesus, que foi como altar onde o Senhor ofereceu o sacrifício da própria vida. Deve estar em destaque na Igreja e ser tratado sempre com muito respeito. Antes, sempre se comparava o altar com o calvário, onde Cristo nos redimiu e nos salvou, e assim continua fazendo pela renovação de seu sacrifício na celebração da Missa.

AS insígnias episcopais
Papa João Paulo II, O bom pastor

As Insígnias Episcopais:

Anel, Cruz peitoral, mitra e báculo.

Contemplemos juntos, à vol d’oiseau, certos aspectos de algumas das mais importantes insígnias episcopais. Com efeito, sendo o Bispo Príncipe da Igreja e sucessor dos Apóstolos, é natural que tenha – assim como os príncipes terrenos – símbolos que, de alguma forma, traduzam materialmente a realidade sobrenatural da excelência de sua condição. Trataremos aqui das quatro insígnias que atualmente mais representam ao Bispo: o anel, a cruz peitoral, a mitra e o báculo.
O Anel Episcopal
Anel episcopal
Em todos os tempos e em praticamente todos os povos, o anel personificou o símbolo de autoridade, de dignidade e de preeminência: ele é para a mão o que é a coroa para a cabeça. De igual modo, o anel episcopal contém estas características, uma vez que ele reflete a eminente autoridade, a dignidade e a preeminência do prelado que o porta. Ademais, também é ele um símbolo da aliança espiritual que une o Bispo com sua Igreja; com efeito, ele o leva na mão direita (no dedo anular) pois é com esta que abençoa suas ovelhas. Como penhor de lealdade e como símbolo de seu desponsório com a Santa Igreja – de sua fidelidade à Esposa de Cristo – utiliza um anel. Desde tempos remotos a Igreja fez esta correlação. Santo Optato de Mileva (século IV), sobre o anel episcopal, já escrevia que seu uso pelo Bispo servia para que se reconhecesse que ele era esposo da Igreja[1].
Dentre os Bispos há um que se sobrepassa, por sua missão e comunicação com o Espírito Santo: o Bispo de Roma, o Papa. A tão excelente prelado cabe um anel todo especial: o chamado “anel do Pescador”, que, por sua vez, também representa a Missão do Sumo Pontífice, ou seja, missão de ser pescador de homens, e salvá-los da morte, com a rede do Evangelho. É o que nos ensinou Bento XVI, na homilia na qual ele mesmo recebeu o anel do pescador: “A rede do Evangelho tira-nos para fora das águas da morte e conduz-nos ao esplendor da luz de Deus, na verdadeira vida. É precisamente assim na missão de pescador de homens.”[2]
A Cruz Peitoral
Cruz peitoral
Outro importante símbolo episcopal é a Cruz Peitoral, cujo uso remonta ao século XIII, e que contém em seu interior – geralmente – relíquias de Santos Mártires.[3] Pendendo de seus ombros, tal cruz está constantemente diante do Prelado, o que serve para lembrá-lo a todo instante, de Cristo Senhor Nosso, que morreu por ele no Calvário; e a fé que ele professa com seu próprio sangue.
Sobre a história do uso da Cruz peitoral[4], sabe-se que já para os primeiros cristãos, era costume portar algum objeto sagrado que servia para evocar a lembrança de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando era grande o perigo, às vezes traziam no peito a Santíssima Eucaristia. Mais tarde, tendo diminuído as perseguições, passou-se a usar a cruz no peito, como sinal claro e distintivo de fiel cristão. A partir do século XIII, como dissemos, o uso da Cruz Peitoral passoa ser sinal distintivo próprio aos Bispos
A Mitra



Solideu
Mitra
Desde o Antigo Testamento vemos o costume dos Sumos Sacerdotes portarem uma cobertura para a cabeça, como encontramos no livro do Levítico, onde há uma referência aos filhos de Aarão: “Depois mandou que se aproximassem os filhos de Aarão, e os revestiu de túnicas e de cinturas, pondo-lhes também mitras[5] nas cabeças, como o Senhor lhe tinha ordenado” (8,13).
Igualmente os cristãos empregaram um chapéu sacerdotal, que logo foi reservado aos Bispos, como nos explica LECLERCQ: “Os cristãos fizeram igualmente o uso de um chapéu sacerdotal, tanto no Ocidente como no Oriente […]; sendo, entretanto, em todos os lugares reservado aos bispos, e tendo por nome μίτρα (mitra).”[6]
A mitra é um dos mais nobres símbolos dos príncipes da Santa Igreja, seu uso remonta, enquanto insígnia episcopal, ao ano 1000, sendo antes desta data utilizada por alguns Bispos, e depois, de uso universal na Igreja. É a opinião de alguns autores, como o Cardeal Bona[7], que crê também que é por volta do século X que ela tomou sua forma atual – ao menos nas linhas gerais.
Sendo a mitra, antigamente, como uma coroa, constata-se[8] que ela se transformou, até tomar a forma característica de hoje. Tais mudanças devem-se a vários fatores de ordem prática, como, por exemplo, o contato imediato do metal gélido com a cabeça, o que causava grandes inconvenientes – sobretudo no inverno europeu. Leve-se em conta também que quem a portava era geralmente um venerável prelado, a quem os anos pesavam, portanto, senão todos, ao menos muitos já não tinham mais fisicamente o vigor da juventude. Isso se refletia na calvície de suas respeitáveis frontes, fazendo aumentar o desconforto do contato da pele com o metal enregelado. Enfim, o peso, a estética e a maneabilidade (julgue-se pela quantidade de vezes que o Bispo deve tirar, ou colocar a mitra em cerimônias) acabaram por burilar a antiga mitra, até obtermos sua forma atual. Recorde-se que seus dois lados, os quais se encontram no cume, desenhando uma ponta, simbolizando juntos a sabedoria que deve ter o Bispo, acerca de cada um dos dois Testamentos.[9]
Outro fator importante é sua cor: branca. A cor alva significa a castidade do prelado, ele a porta sobre a cabeça, pois é nela que se encontram os cinco sentidos, pelos quais o brilho da pureza pode ser tão facilmente maculado. É inclusive para protegê-los que os Bispos portam a mitra da castidade.[10]
Por último, cumpre rememorar o que, muito belamente, expressa DURAND, a saber:
“O Bispo abençoa, com a cabeça recoberta com a mitra; ele executa então uma função toda divina. Deus abençoa por seu ministério; mas, quando ele reza, ele a retira: é então o homem que se humilha diante de Deus. O mesmo acontece quando ele incensa, pois o incensamento significa as orações dos santos, oferecidas a Deus pelo pontífice”.[11]
O Báculo
Báculo
Símbolo do ofício de Bom Pastor, que guarda e acompanha com solicitude o rebanho que lhe foi confiado pelo Espírito Santo[12], o Báculo foi usado desde os primeiros séculos do cristianismo, têm-se até notícias de que no século IV ele já era usado por alguns Bispos. Este bastão pastoral deriva do cajado que usavam os viajantes, conta-nos EYGUN:“[Sabe-se que] muito antigamente, os fiéis vinham aos ofícios com seus cajados, pois que os rituais dos primeiros séculos os recomendavam de depositá-lo durante o Evangelho. Ele servia para que os fiéis se apoiassem durante as longas cerimônias, às quais assistia-se de pé.”[13]
Como vemos, o uso do báculo é um muito antigo costume, herdado de toda uma civilização acostumada ao deslocamento per ambulam, e que, portanto, o cajado premunia para longas viagens, ou grandes períodos de tempo em que se deveria permanecer de pé. Paralelamente, no âmbito pastoral, o emprego do báculo se origina na necessidade que tinham os Bispos – geralmente anciãos – de se apoiarem em um bastão durante as viagens apostólicas e as cerimônias litúrgicas; mais tarde, a Igreja acrescentou ao báculo a idéia da autoridade episcopal, assim como, paralelamente, o cetro representa o poder de um monarca.[14] Cumpre ressaltar ainda que, sob o prisma simbólico, o báculo é como que o cajado que usam os pastores, visto que se serve dele aquele que tem a obrigação de assistir e dirigir o rebanho e guardá-lo em aprisco seguro, contra as investidas dos lobos. Este bastão é, do mesmo modo, insígnia da jurisdição do Bispo, assim sendo, o Prelado não o pode usá-lo fora de sua própria diocese (não é território sob sua responsabilidade, portanto, não está em meio a suas ovelhas), e nem mesmo nas Missas dos defuntos, pois que a Igreja Militante não tem jurisdição sobre a Igreja Padecente.[15]
Muito profundo significado sobre o báculo é o que nos ensinou o Beato João Paulo II, em uma Ordenação Episcopal, durante uma viagem sua à África:
“Vós portais, com direito, sobre a cabeça o emblema do chefe, e, na mão, o báculo do pastor. Lembrai-vos que vossa autoridade, segundo Jesus, é aquela do Bom Pastor, que conhece suas ovelhas e está muito atento a cada uma delas; é aquela do Pai que se impõe por seu espírito de amor e de devotamento; é aquela do intendente, pronto para prestar contas a seu mestre; é aquela do ‘ministro’, que está em meio aos seus ‘como aquele que serve’ e que está pronto para dar a sua vida.”[16]
Por fim, concluímos a explicação sobre o báculo, com o belíssimo pensamento do Pe. DURAND, que nos fornece um outro significado desta insígnia:
“Inocêncio III, em sua carta ao primado da Bulgária, diz que o uso do báculo remonta a São Pedro. Sua forma não é menos antiga, os [exemplares] que até hoje se conservaram, são como os báculos de hoje, agudos em sua extremidade inferior, retos ao meio, e dobrados em seu cimo. Esta forma tradicional retraça ao pontífice seus deveres: aguilhoar os preguiçosos, dirigir os fracos e reunir os que erraram pelas veredas do mal.”[17]
 Conclusão
Estas quatro insígnias episcopais são símbolos que, de alguma forma, tentam traduzir em linguagem material o que é de uma excelência superior. Podemos então concluir com o Catecismo da Igreja Católica que nos ensina que, assim como os diversos sacramentos exprimem múltiplos aspectos da graça sacramental, do mesmo modo, na ordenação, entrega-se ao Bispo o anel, a mitra e o báculo (poderíamos ainda incluir, no significado, a cruz peitoral) “em sinal da sua missão apostólica de anunciar a Palavra de Deus, da sua fidelidade à Igreja, esposa de Cristo, do seu múnus de pastor do rebanho do Senhor.”[18] Estas são as realidades superiores e impalpáveis que as insígnias episcopais traduzem aos nossos sentidos.

1. OS MINISTROS LITÚRGICOS

Na primeira lição do nosso curso dissemos que toda a assembleia litúrgica precisa de ministros litúrgicos para a servir. E também dissemos que, para a celebração da missa dominical decorrer sem atropelos, são precisos, pelo menos, quatro ministros: o presidente, o leitor, o cantor e o acólito.
Imaginem, por exemplo, que num domingo as pessoas se tinham reunido para a missa, mas não havia ninguém para fazer as leituras nem para cantar o salmo. O presidente tinha de presidir e, quando chegasse o momento, tinha também de ir ler as leituras, no caso de não haver ninguém na assembleia capaz de as proclamar, e isso faria com que a celebração sofresse um atropelo; se não houvesse cantor, o salmo responsarial teria de ser apenas lido, o que seria outro atropelo, pois o salmo deve ser cantado por um cantor diferente do leitor.
Se isso viesse a acontecer muitas vezes, poderia ficar-se com a ideia errada de que a missa é o que na realidade não é ou não deve ser. Se fosse sempre o presidente da celebração a fazer tudo, alguém poderia pensar que a missa é só dele, quando isso não é verdade, pois Jesus quis e quer que ela seja de todos os cristãos reunidos em assembleia. Jesus não quer que seja um só a fazer tudo, mas também não quer que haja alguns que nunca fazem nada. O que Ele mais gosta é que cada um faça o que deve fazer, para que a celebração seja de todos e todos sintam que são responsáveis por ela.
 O QUE É UM ACÓLITO
Acólito (do grego antigo ἀκόλουϑος - akóloutos) é um membro da Igreja Católica, instituído ou não, que auxilia os ministros ordenados (Bispo, Padre ou Diácono) nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da Santa Missa. É um ministério próprio dos homens, porém podem ser aceites mulheres para acolitar, não podendo ser, contudo, instituídas. Os Acólitos Instituídos, em circunstâncias específicas podem ser encarregados de expor e repor a Sagrada Eucaristia para a adoração pública dos fiéis, mas não dar a Bênção do Santíssimo.[1]
O Cerimonial dos Bispos traz um rito próprio para a instituição deste ministério e ressalta que: "pode ser conferido a fiéis leigos, homens, não se considerando reservado unicamente aos candidatos ao sacramento da Ordem" (cf. Carta ApostólicaMinisteria Quædam, de 15 de agosto de 1972, do Papa Paulo VI e Cærimoniarum Episcoporum - 1984 - Os Sacramentais: Parte VI, Cap. VI).
O Acólito tem sua origem litúrgica nas antigas Ordens Menores (Subdiácono, Ostiário, Leitor, Exorcista e Acólito). Com o Concílio Vaticano II essas ordens menores foram suprimidas, sendo que duas foram mantidas transformadas em ministérios instituídos, não-ordenados: leitor e acólito.
2. Quem é o acólito?
A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar. Contudo Acólito é aquele que na celebração da liturgia segue (ou precede) outras pessoas, para servir e ajudar. Auxilia primeiramente o padre ou bispo, mas também ao diácono, ministro da palavra, ministro da eucaristia e leitores.
Quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro lugar acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.
Quando é que o acólito começa a ajudar e a servir o presidente da missa? Quando o bispo ou o presbítero, na sacristia, tomam as suas vestes. Já então o acólito deve estar vestido e pronto, para poder ajudar. Depois, acompanha-os na procissão de entrada, indo à frente. Durante a missa, o acólito está sempre atento ao que o bispo ou o presbítero precisam, para lhes apresentar umas vezes o missal, outras vezes as coisas que eles hão-de colocar no altar, ou para os acompanhar quando vão distribuir a comunhão aos fiéis. Por fim, quando o presidente regressa à sacristia, o acólito vai à sua frente e ajuda-o a tirar as vestes e a guardá-las.
Só depois de tudo isso feito é que o acólito pensa em si próprio. No fim de ter ajudado o presidente da celebração, também ele tira a sua túnica e a guarda. Enquanto faz tudo isso, agradece a Jesus por ter estado a servi-lo na pessoa dos seus ministros, e pode lembrar-se daquela palavra do Senhor: Tudo aquilo que fizestes a um dos meus irmãos, mesmo aos mais pequenos, foi a mim que o fizestes.
Podemos então dizer que o acólito, desde o princípio até ao fim da missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele não o vê com os seus olhos; mas a fé ensina-o. Um verdadeiro acólito vai descobrindo isto cada vez mais. Se um acólito não o descobre, corre o risco de se cansar de ser acólito. Mas se o descobre e acredita nisso, então vai desejar sempre ser escolhido para acólito, em cada domingo.
Acólito Instituído versus Acólito não instituído
Os acólitos não instituídos constituem a maioria. São geralmente homens, podendo ser mulheres segundo determinação do Pároco ou a nível superior do Bispo. Desempenham as funções básicas de serviço à Liturgia que se seguem.
3. Quem pode ser acólito?
Para explicar muito bem este assunto tenho de dizer várias coisas. A primeira é esta: há acólitos instituídos e acólitos não instituídos.
a)Acólitos instituídos
Os acólitos instituídos são aqueles que o bispo duma diocese instituiu acólitos, pelo que podem ser chamados a realizar o seu serviço em qualquer paróquia, a convite ou pedido do pároco. São autorizados a realizar algumas funções que os acólitos não instituídos não podem, como por exemplo, distribuir a Sagrada Comunhão, enquanto Ministros Extraordinários da Comunhão, ou purificar os vasos sagrados[2], por exemplo. Só podem ser instituídos homens, sendo mais comum que apenas os Seminaristas recebam este ministério, uma vez que ele descende das antigas Ordens menores.
Este chamamento e esta instituição pelo bispo querem dizer que um acólito instituído é convidado a participar muito empenhadamente na celebração da Eucaristia, que é o coração da Igreja, e que o deve fazer sempre que esteja presente e for convidado a fazê-lo pelo responsável da celebração.


Quem é que pode ser acólito instituído?
 Só os rapazes que se preparam para isso durante bastante tempo. É o que acontece com os seminaristas, embora também possam ser chamados outros rapazes ou homens que não sejam seminaristas. Este pormenor quer dizer que, um dia, se esse rapaz ou homem vier a ser ordenado padre, deve não só servir bem, como bom acólito que foi, mas também ensinar os mais novos da paróquia onde estiver, a ser bons servidores, ou seja, óptimos acólitos, como o vosso pároco está agora a fazer convosco.
b) Acólitos não instituídos
No Brasil, o Acólito não instituído, especialmente quando jovem, é chamado de coroinha. Contudo não existe em qualquer documento litúrgico a referência a coroinhas mas sim a distinção entre acólitos instituídos e não instituídos.
Os acólitos não instituídos são em muito maior número do que os instituídos. São aqueles que nós conhecemos melhor, porque os vemos todos os domingos a servir na missa, nas nossas paróquias. Eles podem ser rapazes ou raparigas. Quem os chama para serem acólitos é o pároco de cada paróquia e não o bispo da diocese. Esse chamamento é precedido duma preparação. O Curso para Acólitos de que esta lição faz parte, tem por fim ajudar a fazer essa preparação.
Juntamente com o Curso é muito importante praticar o serviço de acólito, procurando fazê-lo cada domingo com maior perfeição e atenção, mas sobretudo com muito espírito de fé. Podemos dizer que Jesus foi o primeiro de todos os acólitos, pois disse um dia estas palavras: Eu estou no meio de vós como quem serve. Ora, o acólito, quer seja instituído quer seja não instituído, é e deve ser cada vez mais um rapaz ou uma rapariga que gostam de servir a Deus e aos seus irmãos na vida, a começar pelos que moram em sua casa e com os que com eles convivem mais de perto, e também na liturgia.
4. Os serviços dos acólitos não instituídos
Como o nosso Curso se destina aos candidatos a acólitos não instituídos nas Paróquias, vamos enumerar as suas funções principais na missa de cada domingo.
Antes de começar a missa:
— Prestar todos os serviços ao presidente e ver se o altar e tudo o mais está preparado para a celebração.
Ao começar a missa:
— Na procissão de entrada, a caminho do altar, levar a cruz, assim como os círios acesos.
Durante a missa:
— Servir o presidente em tudo o que for preciso: apresentar o missal e as coisas necessárias para preparar o altar;
— Acompanhar o presidente e os ministros extraordinários durante a distribuição da comunhão aos fiéis;
— Arrumar os vasos sagrados, na credencia, depois da purificação.
No fim da missa:
— Acompanhar o presidente e ajudá-lo a tirar as vestes. Só depois disso é que o acólito tira a sua túnica.
Nesta lição apenas enumerámos as coisas mais importantes. Mais tarde diremos tudo com mais pormenor.
Algumas funções]
Ceroferários: responsável por segurar as velas nas procissões de entrada e saída das Celebrações.
Cruciferário ou Crucífero: levar a cruz nas procissões.
Turiferário: incumbido de manusear o turíbulo durante missas festivas, solenes ou dominicais (na hora de incensar o assembleia o acolito deve se direcionar ou centro do presbitério sem a presença do naveteiro)
Naveteiro: responsável para segurar a naveta cujo objeto serve como um recipiente dos incensos à serem postos no turibulo.
Evangeliário: Na ausência de um Diácono , levar o Evangeliário (ou Livro dos Evangelhos) na procissão de entrada e de saída (caso haja). Pode ser também o responsável por cuidar dos livros sagrados: Missal, Evangeliário, Lecionário, etc.
Cerimoniário (Esta função pode ser realizada por acólitos suficientemente preparados ou ministros ordenados): organizar as procissões sejam elas de entrada ou de saída, ou ainda procissões externas à Igreja. Também por e depor as insígnias episcopais(báculo e mitra), bem como o solidéu. Também segurar a casula do sacerdote celebrante nas incensações do altar, das oblatas, da cruz, círio pascal e imagens, caso não haja diáconos na celebração. É também dever do cerimoniário organizar coroinhas e acólitos]].
Missal : O acólito que apresenta o missal nas horas oportunas para o celebrante da missa.

Vestes

As vestes dos Acólitos são a alva e o cíngulo, podendo usar, também, ao pescoço uma cruz que é o símbolo da ressurreição de Jesus Cristo. Em especial os acólitos instituídos e os cerimoniários poderão usar batina preta e sobrepeliz.[3] Os Acólitos não instituídos mais jovens, comummente chamados de cordinhas, podem ser vistos usando batina vermelha com sobrepeliz.

Oração do Acólito

Senhor Jesus Cristo,
Sempre vivo e presente connosco,
Tornai-me digno de Vos servir no altar da Eucaristia,
Onde se renova o sacrifício da Cruz
e Vos ofereceis por todos os homens.
Vós que quereis ser para cada um
o amigo e o sustentáculo no caminho da vida,
Concedei-me uma fé humilde e forte,
Alegre e generosa,
Pronta para Vos testemunhar e servir.
E porque me chamaste ao Vosso serviço,
Permiti que Vos procure e Vos encontre,
e pelo Sacramento do Vosso Corpo e Sangue,
Permaneça unido a Vós para sempre. Amém.

Acólitos famosos

São Tarcísio, padroeiro dos Acólitos
·            São Tarcísio de Roma foi acólito na Igreja antiga, sendo martirizado por defender a Sagrada Eucaristia. É padroeiro dos acólitos, coroinhas e ministros extraordinários da sagrada Eucaristia
·            Francisco Marto de Portugal proclamado como beato no dia 13 de Maio de 2000 pelo então santo Papa João Paulo II, sendo posteriormente proclamado como Patrono dos Acólitos Portugueses (no dia 1 de Maio de 2010, em Fátima) aquando a Peregrinação Nacional de Acólitos. Apesar da sua idade sempre demonstrou a vivência de uma jovem cristã, rezando e consagrando-se ao "Jesus escondido".
·            Fidel Castro foi acólito em Havana
·            Anton Paolovitch Tchekhov foi acólito em Taganrog
·            Emanuel Teixeira, investigador na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é, ainda hoje em dia, um acólito em Lisboa.