quinta-feira, 2 de junho de 2016

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA

Seminário filosófico de São Carlos Lwanga de Nampula
Curso de filosofia 1º Ano
Cadeira de Introdução á filosofia
Docente: Pe. Eurico
Discente: Sebastião de Almeida; Nº 26; Turma: única
Tema: Os métodos filosóficos de antiguidade 
1.     O Método socrático
Sócrates nasceu entre 470-469 a.C. e morreu em 399 a.C., ele não escreveu nada, considerando que a sua mensagem era transmissível pela palavra viva através do diálogo.
O método socrático é uma técnica de investigação filosófica feita em diálogo, que consiste em o professor conduzir o aluno a um processo de reflexão e descoberta dos próprios valores. Para isso ele faz uso de perguntas simples e quase ingénuas que têm por objectivo, em primeiro lugar, revelar as contradições presentes na actual forma de pensar do aluno, normalmente baseadas em valores e preconceitos da sociedade, e auxiliá-lo assim a redefinir tais valores, aprendendo a pensar por si mesmo.
ü  O método socrático é composto por duas partes: a ironia e a maiêutica.
1.1.A ironia é a parte em que Sócrates leva ao interlocutor acreditar que ele não é tão inteligente quanto pensa. Na ironia Sócrates começava fazendo perguntas ao interlocutor, e a partir das respostas e opiniões, Sócrates desenvolvia a opinião original do tal interlocutor, mostrando a tolice e os absurdos das suas opiniões.
Na ironia se confunde o conhecimento sensível e o dogmático. Sócrates costumava iniciar uma conversa fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões de interlocutor, ele aparentemente aceitava. Depois que ele por meio de interrogatório hábil, através das consequências contraditórias ou absurdas destas mesmas opiniões e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória.

1.2.Maiêutica é a parte construtiva do método que permite o acordo através das certezas obtidas pela definição após discussão.A maiêutica não havia aparecido no diálogo Protágoras, pois Sócrates foi buscar as ideias com sua mãe, que era parteira. Sócrates considerava a sua arte (a arte de pensar) como parir, só que nesse caso, é a parto das suas almas. (Cfr.https://sites.google.com/site/filosofiahihi/metodo-socratico)

2.     O método de Zenão
Nasceu em 490-430 a.C. em Eleia, é um filósofo grego da escola eleática e foi discípulo de Parménides. O procedimento que por ele adoptado, consistiu em fazer ver que as consequências derivadas dos argumentos apresentados para refutar Parménides que diz: “o ser é e não pode não ser, o não ser é e não pode ser de modo algum” eram ainda mais contraditórios e ridículos, ou seja, Zenão descobriu a «refutação da refutação», isto é, a demonstração do «absurdo»: mostrando o absurdo em que caiam as teses opostas ao ecletismo, estavam defendendo o próprio ecletismo. (Reale e Antiseri 1990, p. 56)
Ele é conhecido sobretudo pelos paradoxos formulados basicamente sobre a tese da impossibilidade do movimento que hoje são conhecidos como paradoxos de Zenão. Seguindo as pegadas de seu mestre Parmênides, através da dialética, ele tenta afirmar a teoria da imutabilidade do ser reduzindo ao absurdo o seu contrário. A tese contestada por Zenão é a tese dos Pitagóricos que acreditam na multiplicidade do ser em relação ao seu número. Contesta também a tese de Anaxágoras, seu contemporâneo.
Os paradoxos mais famosos de Zenão são os que buscam demonstrar a inexistência do movimento.  Eles são descritos por Aristóteles nos seus estudos sobre Física. O método de Zenão consiste em assumir como certas as hipóteses das teses dos seus adversários e partindo dessas hipóteses ele chega a conclusões contraditórias e inaceitáveis, buscando assim desacreditar os argumentos de seus antagonistas.
 (Cfr. http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=13)
3.     O Método de Aristóteles
Nasceu em 384-322 a.C. em Estagira, estudou em Atenas e é discípulo de Platão. O método aristotélico consistia nas formas «indutivas e dedutivas» de raciocinar. O raciocínio dedutivo consiste em argumentar do geral para o particular e o raciocínio indutivo consiste em argumentar do particular para o geral. A dificuldade do método dedutivo consiste na falta de premissas universalmente verdadeiras, pondo em cheque a eficácia do método de Aristóteles para descobrir a verdade. (Cfr. www.bibliapage.com/filosof2.html.)
Segundo Aristóteles todas as ideias tem compreensão e extensão. Ele usou método «dedutivo e indutivo». Para reduzir conceitos conhecidos, Aristóteles elaborou uma técnica simplíssima e em certo sentido perfeita: o silogismo. Ele consiste em grupo de três proposições encadeadas de tal forma que as duas premissas impliquem necessariamente a terceira. Fala também de outra forma de raciocínio, o saber a indução, que parte de particular para o geral. (Mondin 1926).
3.1. O raciocínio dedutivo consiste em argumentar do geral para o particular. Por exemplo:

Todos os gatos miam (premissa)
Mimi é um gato          (premissa)
Logo, Mimi mia           (conclusão)

3.2.O raciocínio indutivo consiste em argumentar do particular para o geral. Por exemplo:

Mimi mia (premissa)
Mimi é um gato (premissa)
Logo, todos os gatos miam. (conclusão)

Referências bibliográficas
Mondin, B. (1926). Curso de filosofia, os filósofos do ocidente. (7ª edição). São Paulo, brasil: Paulus.
Reale, G. & Antiseri, D (1990). História da filosofia, antiguidade idade media. São Paulo, Brasil: Paulinas.
https://sites.google.com/site/filosofiahihi/metodo-socratico
http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=13

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