Seminário
filosófico de São Carlos Lwanga de Nampula
Curso de filosofia 1º Ano
Cadeira de Introdução á filosofia
Docente: Pe. Eurico
Discente: Sebastião de Almeida; Nº 26;
Turma: única
1. O
Método socrático
Sócrates
nasceu entre 470-469 a.C. e morreu em 399 a.C., ele não escreveu nada,
considerando que a sua mensagem era transmissível pela palavra viva através do
diálogo.
O método socrático é uma técnica de
investigação filosófica feita em diálogo, que consiste em o professor conduzir
o aluno a um processo de reflexão e descoberta dos próprios valores. Para isso
ele faz uso de perguntas simples e quase ingénuas que têm por objectivo, em
primeiro lugar, revelar as contradições presentes na actual forma de pensar do
aluno, normalmente baseadas em valores e preconceitos da sociedade, e
auxiliá-lo assim a redefinir tais valores, aprendendo a pensar por si mesmo.
ü O
método socrático é composto por duas partes: a ironia e a maiêutica.
1.1.A
ironia é a parte em que Sócrates leva ao interlocutor acreditar que ele não é
tão inteligente quanto pensa. Na ironia Sócrates começava fazendo perguntas ao
interlocutor, e a partir das respostas e opiniões, Sócrates desenvolvia a
opinião original do tal interlocutor, mostrando a tolice e os absurdos das suas
opiniões.
Na ironia se confunde o
conhecimento sensível e o dogmático. Sócrates costumava iniciar uma conversa
fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões de interlocutor, ele
aparentemente aceitava. Depois que ele por meio de interrogatório hábil,
através das consequências contraditórias ou absurdas destas mesmas opiniões e a
confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão
satisfatória.
1.2.Maiêutica
é a parte construtiva do método que permite o acordo através das certezas
obtidas pela definição após discussão.A maiêutica não havia aparecido no
diálogo Protágoras, pois Sócrates foi buscar as ideias com sua mãe, que era
parteira. Sócrates considerava a sua arte (a arte de pensar) como parir, só que
nesse caso, é a parto das suas almas. (Cfr.https://sites.google.com/site/filosofiahihi/metodo-socratico)
2. O
método de Zenão
Nasceu
em 490-430 a.C. em Eleia, é um filósofo grego da escola eleática e foi
discípulo de Parménides. O procedimento que por ele adoptado, consistiu em
fazer ver que as consequências derivadas dos argumentos apresentados para
refutar Parménides que diz: “o ser é e não pode não ser, o não ser é e não pode
ser de modo algum” eram ainda mais contraditórios e ridículos, ou seja, Zenão
descobriu a «refutação da refutação»,
isto é, a demonstração do «absurdo»:
mostrando o absurdo em que caiam as teses opostas ao ecletismo, estavam
defendendo o próprio ecletismo. (Reale e
Antiseri 1990, p. 56)
Ele é conhecido sobretudo pelos paradoxos
formulados basicamente sobre a tese da impossibilidade do movimento que hoje
são conhecidos como paradoxos de Zenão. Seguindo as pegadas de seu mestre
Parmênides, através da dialética, ele tenta afirmar a teoria da imutabilidade
do ser reduzindo ao absurdo o seu contrário. A tese contestada por Zenão é a
tese dos Pitagóricos que acreditam na multiplicidade do ser em relação ao seu número.
Contesta também a tese de Anaxágoras, seu contemporâneo.
Os
paradoxos mais famosos de Zenão são os que buscam demonstrar a inexistência do
movimento. Eles são descritos por Aristóteles nos seus estudos sobre
Física. O método de Zenão consiste em assumir como certas as hipóteses das
teses dos seus adversários e partindo dessas hipóteses ele chega a conclusões
contraditórias e inaceitáveis, buscando assim desacreditar os argumentos de
seus antagonistas.
(Cfr. http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=13)
3.
O Método de Aristóteles
Nasceu em 384-322 a.C. em Estagira,
estudou em Atenas e é discípulo de Platão. O
método aristotélico consistia nas formas «indutivas
e dedutivas» de raciocinar. O raciocínio dedutivo consiste em argumentar do
geral para o particular e o raciocínio indutivo consiste em argumentar do
particular para o geral. A dificuldade do método dedutivo consiste na falta de
premissas universalmente verdadeiras, pondo em cheque a eficácia do método de
Aristóteles para descobrir a verdade. (Cfr. www.bibliapage.com/filosof2.html.)
Segundo
Aristóteles todas as ideias tem compreensão e extensão. Ele usou método «dedutivo e indutivo». Para reduzir
conceitos conhecidos, Aristóteles elaborou uma técnica simplíssima e em certo
sentido perfeita: o silogismo. Ele consiste em grupo de três proposições
encadeadas de tal forma que as duas premissas impliquem necessariamente a
terceira. Fala também de outra forma de raciocínio, o saber a indução, que
parte de particular para o geral. (Mondin 1926).
3.1. O raciocínio dedutivo consiste em argumentar do geral para
o particular. Por exemplo:
Todos os gatos miam (premissa)
Mimi é um gato
(premissa)
Logo, Mimi mia (conclusão)
3.2.O raciocínio indutivo consiste em argumentar do particular
para o geral. Por exemplo:
Mimi mia (premissa)
Mimi é um gato (premissa)
Logo, todos os gatos miam. (conclusão)
Referências
bibliográficas
Mondin,
B. (1926). Curso de filosofia, os
filósofos do ocidente. (7ª edição). São Paulo, brasil: Paulus.
Reale,
G. & Antiseri, D (1990). História da
filosofia, antiguidade idade media. São Paulo, Brasil: Paulinas.
https://sites.google.com/site/filosofiahihi/metodo-socratico
http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=13
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