Filosofia
Antiga: Trata-se do início da Filosofia (φ),
da identificação de seus primeiros problemas. A Filosofia Antiga abrange um
período que vai do final do séc. VI a.C. até o séc. VII d.C. Tendo como espaços
iniciais as cidades-estado da Grécia, chamadas poleis, seu desenvolvimento
atingiu várias cidades do Império Romano, inclusiva no norte da África.
Os escritos
da época foram produzidos, e geral, em grego e latim, mas os espaços culturais
onde φ
Antiga se desenvolveu eram bastante heterogéneos. Muitos textos desses
pensadores acabaram se perdendo, restando-nos apenas alguns livros e
fragmentos.
1. FILOSOFIA:
Filosofia é
uma palavra grega que significa "amor à sabedoria" e consiste no
estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à
verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.
Filósofo é
um indivíduo que busca o conhecimento de si mesmo, sem uma visão pragmática,
movido pela curiosidade e sobre os fundamentos da realidade.
Além do
desenvolvimento da filosofia como uma disciplina, a filosofia é intrínseca à
condição humana, não é um conhecimento, mas uma atitude natural do homem em
relação ao universo e seu próprio ser.
A filosofia
foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião, não é
baseada na revelação divina ou na fé, e sim na razão.
Desta forma,
a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da
existência humana, individual e colectivamente, com base na compreensão do ser.
Apesar de
ter algumas semelhanças com a ciência, muitas das perguntas da filosofia não
podem ser respondidas pelo empirismo experimental.
A filosofia
pode ser dividida em vários ramos. A “filosofia do ser”, por exemplo, inclui a
metafísica, ontologia e cosmologia, entre outras disciplinas.
2. HISTÓRIA:
História é
uma palavra com origem no antigo termo grego "historie", que
significa "conhecimento através da investigação". A História é uma
ciência que investiga o passado da humanidade e o seu processo de evolução,
tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico.
Através do
estudo histórico, obtém-se um conjunto de informações sobre processos e fatos
ocorridos no passado que contribuem para a compreensão do presente. A história
pode relatar a evolução não só de uma comunidade, mas também de eventos ou
organizações de diversos tipos. A história do futebol, por exemplo, conta os
acontecimentos mais importantes desse exporte, desde a sua criação até os dias
de hoje.
Em sentido
amplo, é tudo o que se refere ao desenvolvimento das comunidades humanas, assim
como os acontecimentos, fatos ou manifestações da actividade humana no passado,
por exemplo: História do Brasil.
História é o
conjunto dos acontecimentos referidos pelos historiadores. O historiador grego
Heródoto é considerado o "pai da História". A ele são atribuídas as
primeiras pesquisas sobre o passado do homem, tornando-se pioneiro não só no
estudo da história, como também da antropologia e etnografia.
O período
anterior à História é denominado Pré-História (até cerca de 4000 a.C.). Nesse
período não havia escrita, por isso, os pesquisadores recorrem a ossos,
fósseis, objectos de pedra, arte rupestre e outras fontes materiais para
investigação.
A História
marca o início do período de desenvolvimento da humanidade após o surgimento da
escrita e divide-se em quatro períodos:
• Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C.
até 476 d.C., com a queda do Império Romano;
• Idade Média (História Medieval): de 476
d.C. a 1453, com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos;
• Idade Moderna: de 1453 a 1789, quando
ocorre a Revolução Francesa;
• Idade Contemporânea: de 1789 até os dias actuais.
3. ANTIGA:
Que tem antiguidade; velho; remoto;
- Que excite ou que data de longo tempo;
- Que existiu outrora, que não está mais em actividade.
4. Para
o meu ponto de vista, filosofia é uma ciência que nos ajuda a saber pensar,
agir bem na sociedade ou no mundo global de modo que possamos viver bem com
tudo e com todos.
OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRATICOS:
Filósofos
pré-socráticos é o nome pelo qual são conhecidos os filósofos da Grécia Antiga,
aqueles que ou nasceram antes de Sócrates ou que eram contemporâneos a ele, mas
mantinham seus pensamentos baseados nos mestres antigos e seguindo suas
preocupações filosóficas. Em sua maioria, não viviam no continente grego e sim
em centros afastados. Compreende a escola jónica, pitagórica, eleática e pluralista.
Primeiramente,
os pré-socráticos, também chamados naturalistas ou filósofos da physis
(natureza - entendendo-se este termo não em seu sentido corriqueiro, mas como
realidade primeira, originária e fundamental, ou o que é primário, fundamental
e persistente, em oposição ao que é secundário, derivado e transitório), tinham
como escopo especulativo o problema cosmológico, ou cosmo-Ontológico, e
buscavam o princípio (ou arché) das coisas.
Posteriormente,
com a questão do princípio fundamental único entrando em crise, surge a
sofística, e o foco mudo do cosmo para o homem e o problema moral.
Os
principais filósofos pré-socráticos (e suas escolas) foram:
• Escola jónica: Tales de Mileto, Anaxímenes
de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
• Escola pitagórica: Pitágoras de Samos,
Filolau de Crotona e Arquistas de Tarento;
• Escola eleática: Xenófanes, Parménides de
Eleia, Zenão de Eleia e Melisso de Samos.
• Escola da Pluralidade: Empédocles de
Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.
AS ESCOLAS E PRINCIPAIS PENSADORES
ESCOLA JÓNICA:
Recebe esse
nome por se referir a filósofos nascidos na Jónia, colónia grega da Ásia Menor.
Caracteriza-se pela pergunta a respeito da origem da natureza, para determinar
o elemento que deu origem a todos os seres. Os principais filósofos jónicos são
Tales, Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito. Para Tales, o elemento primordial
era a água; para Anaximandro, o universo teria resultado de modificações
ocorridas num princípio originário que ele chamou de ápeiron, que tem o sentido
de infinito, indeterminado ou ilimitado; para Anaxímenes, a origem de todas as
coisas seria modificações num princípio originário que, para ele, seria um ar
infinito (pneuma ápeiron), Para Heráclito, o elemento do qual deriva todas as
coisas é o fogo.
Tales de Mileto (624--548 a.C.)
Atribui-se a
Tales a afirmação de que "todas as coisas estão cheias de deuses", o
que talvez pode ser associado à ideia de que o imã tem vida, porque move o
ferro. Essa afirmação representa não um retorno a concepções míticas, mas
simplesmente a ideia de que o universo é dotado de animação, de que a matéria é
viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as inundações
no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo:
teorema de tales). Tales viajou por várias regiões, inclusive o Egipto, onde,
segundo consta, calculou a altura de uma pirâmide a partir da proporção entre
sua própria altura e o comprimento de sua sombra. Esse cálculo exprime o que,
na geometria, até hoje se conhece como teorema de Tales.
Tales foi um
dos filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio
físico, material, chamado arche. Para Tales, o arché seria a água. Tales
observou que o calor necessita de água, que o morto resseca, que a natureza é
úmida, que os germens são úmidos, que os alimentos contêm seiva, e concluiu que
o princípio de tudo era a água. Com essa afirmação deduz-se que a existência
singular não possui autonomia alguma, apenas algo acidental, uma modificação. A
existência singular é passageira, modifica-se. A água é um momento no todo em
geral, um elemento.
Principais
fragmentos:
• "A Água é o princípio de todas as
coisas..."
• "Todas as coisas estão cheias de
deuses…"
• "A pedra magnética possui um poder
porque move o ferro... "
Tales é
apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador
da Escola Jónica. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e
seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que
constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à
existência de um “princípio único" para essa natureza primordial. Entre os
principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaxímenes que dizia
ser o "ar" a substância primária; e Anaximandro, para quem os mundos
eram infinitos em sua perpétua inter-relação.
Anaxímenes de Mileto (588-524
a.C.)
O terceiro
filósofo de Mileto foi Anaxímenes. Ele pensava que a origem de todas as coisas
teria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a teoria da água de Tales.
Mas de onde vem a água? Anaxímenes acreditava que a água seria ar condensado.
Acreditava também que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por
conseguinte, o ar("pneuma") constituiria a origem da terra, da água e
do fogo.
Anaximandro de Mileto (611-547
a.C.)
Anaximandro
viveu em Mileto no século VI a.C. Foi discípulo e sucessor de Tales.
Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de
mundos que evoluiriam e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou
infinito. Não é fácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece
claro que Anaximandro não estava pensando em uma substância conhecida, tal como
Tales concebeu. Talvez queria dizer que a substância que gera todas as coisas
deveria ser algo diferente das coisas criadas. Uma vez que todas as coisas
criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depois delas teria de ser
ilimitado.
É evidente
que esse elemento básico não poderia ser algo tão comum como a água.
Anaximandro
recusa-se a ver a origem do real em um elemento particular; todas as coisas são
limitadas, e o limitado não pode ser, sem injustiça, a origem das coisas. Do
ilimitado surgem inúmeros mundos, e estabelece-se a multiplicidade; a génese
das coisas a partir do ilimitado é explicada através da separação dos
contrários em consequência do movimento eterno. Para Anaximandro o princípio
das coisas - o arché - não era algo visível; era uma substância etérea,
infinita. Chamou a essa substância de apeíron (indeterminado, infinito). O
apeíron seria uma “massa geradora” dos seres, contendo em si todos os elementos
contrários.
Anaximandro
tinha um argumento contra Tales: o ar é frio, a água é húmida, e o fogo é
quente, e essas coisas são antagónicas entre si, portanto o elemento primordial
não poderia ser um dos elementos visíveis, teria que ser um elemento neutro,
que está presente em tudo, mas está invisível.
Esse
filósofo foi o iniciador da astronomia grega. Foi o primeiro a formular o
conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico totalmente.
De acordo
com ele para que o vir-a-ser não cesse, o ser originário tem de ser
indeterminado. Estando, assim, acima do vir-a-ser e garantindo, por isso, a
eternidade e o curso do vir-a-ser.
O seu fragmento
refere-se a uma unidade primordial, da qual nascem todas as coisas e à qual
retornam todas as coisas.
Principais fragmentos:
• "O ilimitado é eterno..."
• "O ilimitado é imortal e
indissolúvel..."
Os três
filósofos milésios acreditavam na existência de uma substância básica única,
que seria a origem de todas as coisas. No entanto, isso deixava sem solução o
problema da mudança. Como poderia uma substância se transformar repentinamente
em outra coisa? A partir de cerca de 500 a.C., quem se interessou por essa
questão foi um grupo de filósofos da colónia grega de Eleia, no sul da Itália,
por isso conhecidos como eleatas.
Heráclito de Éfeso
Um
contemporâneo de Parménides foi Heráclito (c. 540-476 a.C.), que era de Éfeso,
na Ásia Menor. Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o
fogo. Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo, seria a
característica mais elementar da Natureza. Podemos talvez dizer que Heráclito
acreditava mais do que Parménides naquilo que percebia. "Tudo flui",
disse Heráclito. "Tudo está em fluxo e movimento constante, nada
permanece". Por conseguinte, “não entramos duas vezes no mesmo rio. Quando
entro no rio pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos".
Problema: Parménides
e Heráclito defendiam dois pontos principais diametralmente opostos.
Parménides
dizia:
a) Nada
muda,
b) Não se
deve confiar em nossas percepções sensoriais.
Heráclito,
por outro lado, dizia:
a) Tudo muda
(“todas as coisas fluem”), e
b) Podemos
confiar em nossas percepções sensoriais.
Quem estava
certo? Coube ao siciliano Empédocles (c. 490-430 a.C.) indicar a saída do
labirinto.
Como
estudioso da physis, Heráclito acreditava que o fogo era a origem das coisas
naturais.
ESCOLA PITAGÓRICA:
A escola
pitagórica tem seu nome derivado do nome de seu fundador e principal
representante: Pitágoras de Samos. Ele defendia que todas as coisas são números
e o princípio fundamental de tudo seria a estrutura numérica. Ou seja, o mundo
surgiu quando precisou haver uma limitação para o ápeiron e essa limitação eram
formas numéricas sobre o espaço. Os pitagóricos faziam uma amálgama de
concepções, como era comum na época. Desse modo, embora racionais e
matemáticos, os pitagóricos também baseavam suas doutrinas em concepções
místicas.
Acreditavam
que o corpo aprisionava a alma, imortal, e o objectivo da existência seria o de
tornar a alma mais pura. A reencarnação era uma consequência desse pensamento,
pois a cada vida era possível elevar mais as virtudes da alma e reencarnar-se
em uma forma mais elevada. Tinham, portanto, uma visão espiritual da
existência. Outros pensadores importantes dessa escola: Filolau, Arquistas e
Alcmeón.
Pitágoras de Samos
Representada
pela mestre de Pitágoras, Temistocléia e seus seguidores: Teano, Damo, Arquistas
de Tarento, Arignote, Equécrates, Melissa, Myia, Fíntis de Esparta, Filolau de
Crotona. A maioria dos discípulos desenvolvia conhecimentos em matemática.
Defendia uma
doutrina com ênfase na metafísica e na filosofia dos números e da música como
essência de tudo que existe e também da própria Divindade. O ponto central da
doutrina religiosa é a crença na transmigração das almas ou metempsicose.
Pitágoras, o
fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em 532-31
foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colónia grega, uma
associação metafísico-científico-ético-política, que foi o centro de irradiação
da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da
Sicília. Pitágoras aspirava - e também conseguiu - a fazer com que a educação
ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política; isto, porém,
levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixar Crotona, mudando-se
para Meta ponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C. Um dos principais
herdeiros foi o filósofo grego Platão.
ESCOLA ELEÁTICA:
A escola
eleática tem o nome derivado da cidade de Eleia, ao sul da Itália, lugar onde
se situaram seus principais pensadores: Xenófanes, Parménides, Zenão e Melisso.
Caracteriza-se por não procurarem uma explicação da realidade baseada na
natureza. Suas preocupações eram mais abstractas e podemos ver nelas o primeiro
sopro de uma lógica e de uma metafísica. Defendiam a existência de uma
realidade única, por isso são conhecidos também como monistas em oposição ao
mobilismo (de Heráclito, principalmente, que acreditava na existência da
pluralidade do real). A realidade para eles é única, imóvel, eterna, imutável,
sem princípio ou fim, contínua e indivisível.
Representada
principalmente por:
• Alclmeão de Crotona Filho de Peiritoos, é
um dos principais discípulos de Pitágoras. Foi jovem quando seu mestre já era
avançado em anos. Seu interesse principal dirigia-se á Medicina, de que
resultou a sua doutrina sobre o problema dos sentidos e da percepção. Alemão
disse que só os deuses tem um conhecimento certo, aos homens só presumir é
permitido.
• Parménides de Eleia: O acme de sua
existência foi por volta de 500 a.C. Foi ele o primeiro a demonstrar a
esfericidade da Terra e sua posição no centro do mundo. Segundo ele, existem
dois elementos: o fogo e a terra. O primeiro elemento é criador, o segundo é
matéria. Os homens nasceram da terra. Trazem em si o calor e o frio, que entram
na composição de todas as coisas. O espírito e a alma são para ele uma única e
a mesma coisa. Há dois tipos de filosofia, uma se refere a verdade e a outra a
opinião.
ESCOLA PLURALISTA:
A escola
pluralista, que inclui a escola atomista e os pensadores Anaxágoras e
Empédocles, tem esse nome porque seus pensadores não acreditam na existência de
um princípio único que seja a origem do universo e sim de vários princípios que
se misturam e formam tudo o que conhecemos. Para os atomistas, tudo o que
existe é composto de “átomo” e “vazio” que em um processo contínuo de atracção
e repulsão constituem a realidade existente.
Empédocles
Ele achava
que os dois estavam certos:
• 1. A água não poderia, evidentemente,
transformar um peixe em uma borboleta. Com efeito, a água não pode mudar. Água
pura irá continuar sendo água pura. Por isso, Parménides estava certo ao
sustentar que “nada muda”.
• 2. Mas, ao mesmo tempo, Heráclito também
estava certo em achar que devemos confiar em nossos sentidos. Devemos acreditar
naquilo o que precisava ser rejeitado era a ideia de uma substância básica
única. Nem a água nem o ar sozinhos podem se transformar em uma roseira ou uma
borboleta. Não é possível que a fonte da Natureza seja um único “elemento”.
Empédocles acreditava que a Natureza consistiria em quatro elementos, ou
“raízes”, como os denominou. Essas quatro raízes seriam a terra, o ar, o fogo e
a água.
Anaxágoras
Anaxágoras
de Clazômenas (Clazômenas, c. 500 a.C. -Lanpásco, 428 a.C.), filósofo grego do
período pré-socrático. Nascido em Clazômenas, na Jónia, fundou a primeira
escola filosófica de Atenas, contribuindo para a expansão do pensamento
filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era
protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de
impiedade e partiu para Lâmpsaco, uma colónia de Mileto, também na Jónia, e lá
fundou uma nova escola.
• Escreveu um tratado aparentemente pequeno
intitulado "Sobre a natureza", em que tentava conciliar a existência
do múltiplo frente à crítica de Parménides de Eleia e sua escola. Afirmava que
o universo se constitui pela acção do Nuos (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido por espírito,
mente ou inteligência. Segundo o filósofo, o Nuos atua sobre uma mistura
inicial formada de sementes que contém uma porção de cada coisa. Assim, o Nuos,
que é ilimitado, autónomo e não misturado com nada mais, age sobre estas
sementes ordenando-as e constituindo o mundo sensível. Os fragmentos
preservados versam sobre: cosmologia, biologia e percepção. Esta noção de causa
inteligente, que estabelece uma finalidade na evolução universal, irá
repercutir em filósofos posteriores, como Platão e Aristóteles.
LEUCIPO DE ABDERA E DEMÓCRITO DE ABDERA
Leucipo de Abdera
e Demócrito de Abdera -são os maiores expoentes.
Para,
Demócrito de as transformações que se podem observar na natureza não
significavam que algo realmente se transformava. Ele acreditava que todas as
coisas eram formadas por uma infinidade de "pedrinhas minúsculas,
invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e indivisível". A estas
unidades mínimas deu o nome de ÁTOMOS. Átomo significa indivisível, cada coisa
que existe é formada por uma infinidade dessas unidades indivisíveis.
"Isto porque se os átomos também fossem passíveis de desintegração e
pudessem ser divididas em unidades ainda menores, a natureza acabaria por
diluir-se totalmente". Exemplo: se um corpo – de uma árvore ou animal,
morre e se decompõe, seus átomos se espalham e podem ser reaproveitados para
dar origem a outros corpos.

Chegando nesta fase marca-se a finalidade em esgotamento
do trabalho da cadeira de história da
filosofia antiga, que tem o tema dos seguintes termos: os pré-socráticos.
Porém, como marca-se a sua finalidade, então é necessário fazer um epílogo
daquilo que diz o trabalho.
Filósofos pré-socráticos
é o nome pelo qual são conhecidos os filósofos da Grécia Antiga, aqueles que ou
nasceram antes de Sócrates ou que eram contemporâneos a ele, mas mantinham seus
pensamentos baseados nos mestres antigos e seguindo suas preocupações filosóficas.
O trabalho fala da filosofia antiga: que se Trata
do início da Filosofia (φ),
da identificação de seus primeiros problemas. A Filosofia Antiga abrange um
período que vai do final do séc. VI a.C. até o séc. VII d.C. Tendo como espaços
iniciais as cidades-estado da Grécia, chamadas poleis, seu desenvolvimento
atingiu várias cidades do Império Romano, inclusiva no norte da África.

v
Jueras.blogspot.com/2012/03/períodos-da-historia-da-filosofia.html
v www.significados.filosofia.com /brl
v MACHADO,
J. Pedro, Dicionário Dom Quixote de língua portuguesa, 1ª ed., Lisboa, Beta
projectos editoriais, 1999, 707-792pp.
Sem comentários:
Enviar um comentário