quinta-feira, 2 de junho de 2016

HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA

Filosofia Antiga: Trata-se do início da Filosofia (φ), da identificação de seus primeiros problemas. A Filosofia Antiga abrange um período que vai do final do séc. VI a.C. até o séc. VII d.C. Tendo como espaços iniciais as cidades-estado da Grécia, chamadas poleis, seu desenvolvimento atingiu várias cidades do Império Romano, inclusiva no norte da África.
Os escritos da época foram produzidos, e geral, em grego e latim, mas os espaços culturais onde φ Antiga se desenvolveu eram bastante heterogéneos. Muitos textos desses pensadores acabaram se perdendo, restando-nos apenas alguns livros e fragmentos.
1. FILOSOFIA:
Filosofia é uma palavra grega que significa "amor à sabedoria" e consiste no estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.
Filósofo é um indivíduo que busca o conhecimento de si mesmo, sem uma visão pragmática, movido pela curiosidade e sobre os fundamentos da realidade.
Além do desenvolvimento da filosofia como uma disciplina, a filosofia é intrínseca à condição humana, não é um conhecimento, mas uma atitude natural do homem em relação ao universo e seu próprio ser.
A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião, não é baseada na revelação divina ou na fé, e sim na razão.
Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e colectivamente, com base na compreensão do ser.
Apesar de ter algumas semelhanças com a ciência, muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experimental.
A filosofia pode ser dividida em vários ramos. A “filosofia do ser”, por exemplo, inclui a metafísica, ontologia e cosmologia, entre outras disciplinas.
2. HISTÓRIA:
História é uma palavra com origem no antigo termo grego "historie", que significa "conhecimento através da investigação". A História é uma ciência que investiga o passado da humanidade e o seu processo de evolução, tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico.
Através do estudo histórico, obtém-se um conjunto de informações sobre processos e fatos ocorridos no passado que contribuem para a compreensão do presente. A história pode relatar a evolução não só de uma comunidade, mas também de eventos ou organizações de diversos tipos. A história do futebol, por exemplo, conta os acontecimentos mais importantes desse exporte, desde a sua criação até os dias de hoje.
Em sentido amplo, é tudo o que se refere ao desenvolvimento das comunidades humanas, assim como os acontecimentos, fatos ou manifestações da actividade humana no passado, por exemplo: História do Brasil.
História é o conjunto dos acontecimentos referidos pelos historiadores. O historiador grego Heródoto é considerado o "pai da História". A ele são atribuídas as primeiras pesquisas sobre o passado do homem, tornando-se pioneiro não só no estudo da história, como também da antropologia e etnografia.
O período anterior à História é denominado Pré-História (até cerca de 4000 a.C.). Nesse período não havia escrita, por isso, os pesquisadores recorrem a ossos, fósseis, objectos de pedra, arte rupestre e outras fontes materiais para investigação.
A História marca o início do período de desenvolvimento da humanidade após o surgimento da escrita e divide-se em quatro períodos:
•      Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C. até 476 d.C., com a queda do Império Romano;
•      Idade Média (História Medieval): de 476 d.C. a 1453, com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos;
•      Idade Moderna: de 1453 a 1789, quando ocorre a Revolução Francesa;
•      Idade Contemporânea: de 1789 até os dias actuais.
3. ANTIGA:
Que tem antiguidade; velho; remoto;
- Que excite ou que data de longo tempo;
- Que existiu outrora, que não está mais em actividade.
4. Para o meu ponto de vista, filosofia é uma ciência que nos ajuda a saber pensar, agir bem na sociedade ou no mundo global de modo que possamos viver bem com tudo e com todos.
OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRATICOS:
Filósofos pré-socráticos é o nome pelo qual são conhecidos os filósofos da Grécia Antiga, aqueles que ou nasceram antes de Sócrates ou que eram contemporâneos a ele, mas mantinham seus pensamentos baseados nos mestres antigos e seguindo suas preocupações filosóficas. Em sua maioria, não viviam no continente grego e sim em centros afastados. Compreende a escola jónica, pitagórica, eleática e pluralista.
Primeiramente, os pré-socráticos, também chamados naturalistas ou filósofos da physis (natureza - entendendo-se este termo não em seu sentido corriqueiro, mas como realidade primeira, originária e fundamental, ou o que é primário, fundamental e persistente, em oposição ao que é secundário, derivado e transitório), tinham como escopo especulativo o problema cosmológico, ou cosmo-Ontológico, e buscavam o princípio (ou arché) das coisas.
Posteriormente, com a questão do princípio fundamental único entrando em crise, surge a sofística, e o foco mudo do cosmo para o homem e o problema moral.
Os principais filósofos pré-socráticos (e suas escolas) foram:
•      Escola jónica: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
•      Escola pitagórica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Arquistas de Tarento;
•      Escola eleática: Xenófanes, Parménides de Eleia, Zenão de Eleia e Melisso de Samos.
•      Escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.


AS ESCOLAS E PRINCIPAIS PENSADORES
ESCOLA JÓNICA:
Recebe esse nome por se referir a filósofos nascidos na Jónia, colónia grega da Ásia Menor. Caracteriza-se pela pergunta a respeito da origem da natureza, para determinar o elemento que deu origem a todos os seres. Os principais filósofos jónicos são Tales, Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito. Para Tales, o elemento primordial era a água; para Anaximandro, o universo teria resultado de modificações ocorridas num princípio originário que ele chamou de ápeiron, que tem o sentido de infinito, indeterminado ou ilimitado; para Anaxímenes, a origem de todas as coisas seria modificações num princípio originário que, para ele, seria um ar infinito (pneuma ápeiron), Para Heráclito, o elemento do qual deriva todas as coisas é o fogo.
Tales de Mileto (624--548 a.C.)
Atribui-se a Tales a afirmação de que "todas as coisas estão cheias de deuses", o que talvez pode ser associado à ideia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação representa não um retorno a concepções míticas, mas simplesmente a ideia de que o universo é dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo: teorema de tales). Tales viajou por várias regiões, inclusive o Egipto, onde, segundo consta, calculou a altura de uma pirâmide a partir da proporção entre sua própria altura e o comprimento de sua sombra. Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como teorema de Tales.
Tales foi um dos filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio físico, material, chamado arche. Para Tales, o arché seria a água. Tales observou que o calor necessita de água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, que os germens são úmidos, que os alimentos contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era a água. Com essa afirmação deduz-se que a existência singular não possui autonomia alguma, apenas algo acidental, uma modificação. A existência singular é passageira, modifica-se. A água é um momento no todo em geral, um elemento.
Principais fragmentos:
•      "A Água é o princípio de todas as coisas..."
•      "Todas as coisas estão cheias de deuses…"
•      "A pedra magnética possui um poder porque move o ferro... "
Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jónica. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial. Entre os principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaxímenes que dizia ser o "ar" a substância primária; e Anaximandro, para quem os mundos eram infinitos em sua perpétua inter-relação.
Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.)
O terceiro filósofo de Mileto foi Anaxímenes. Ele pensava que a origem de todas as coisas teria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a teoria da água de Tales. Mas de onde vem a água? Anaxímenes acreditava que a água seria ar condensado. Acreditava também que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por conseguinte, o ar("pneuma") constituiria a origem da terra, da água e do fogo.

Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.)
Anaximandro viveu em Mileto no século VI a.C. Foi discípulo e sucessor de Tales. Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de mundos que evoluiriam e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito. Não é fácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece claro que Anaximandro não estava pensando em uma substância conhecida, tal como Tales concebeu. Talvez queria dizer que a substância que gera todas as coisas deveria ser algo diferente das coisas criadas. Uma vez que todas as coisas criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depois delas teria de ser ilimitado.
É evidente que esse elemento básico não poderia ser algo tão comum como a água.
Anaximandro recusa-se a ver a origem do real em um elemento particular; todas as coisas são limitadas, e o limitado não pode ser, sem injustiça, a origem das coisas. Do ilimitado surgem inúmeros mundos, e estabelece-se a multiplicidade; a génese das coisas a partir do ilimitado é explicada através da separação dos contrários em consequência do movimento eterno. Para Anaximandro o princípio das coisas - o arché - não era algo visível; era uma substância etérea, infinita. Chamou a essa substância de apeíron (indeterminado, infinito). O apeíron seria uma “massa geradora” dos seres, contendo em si todos os elementos contrários.
Anaximandro tinha um argumento contra Tales: o ar é frio, a água é húmida, e o fogo é quente, e essas coisas são antagónicas entre si, portanto o elemento primordial não poderia ser um dos elementos visíveis, teria que ser um elemento neutro, que está presente em tudo, mas está invisível.
Esse filósofo foi o iniciador da astronomia grega. Foi o primeiro a formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico totalmente.
De acordo com ele para que o vir-a-ser não cesse, o ser originário tem de ser indeterminado. Estando, assim, acima do vir-a-ser e garantindo, por isso, a eternidade e o curso do vir-a-ser.
O seu fragmento refere-se a uma unidade primordial, da qual nascem todas as coisas e à qual retornam todas as coisas.
Principais fragmentos:
•      "O ilimitado é eterno..."
•      "O ilimitado é imortal e indissolúvel..."
Os três filósofos milésios acreditavam na existência de uma substância básica única, que seria a origem de todas as coisas. No entanto, isso deixava sem solução o problema da mudança. Como poderia uma substância se transformar repentinamente em outra coisa? A partir de cerca de 500 a.C., quem se interessou por essa questão foi um grupo de filósofos da colónia grega de Eleia, no sul da Itália, por isso conhecidos como eleatas.

Heráclito de Éfeso
Um contemporâneo de Parménides foi Heráclito (c. 540-476 a.C.), que era de Éfeso, na Ásia Menor. Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo, seria a característica mais elementar da Natureza. Podemos talvez dizer que Heráclito acreditava mais do que Parménides naquilo que percebia. "Tudo flui", disse Heráclito. "Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece". Por conseguinte, “não entramos duas vezes no mesmo rio. Quando entro no rio pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos".
Problema: Parménides e Heráclito defendiam dois pontos principais diametralmente opostos.
Parménides dizia:
a) Nada muda,
b) Não se deve confiar em nossas percepções sensoriais.
Heráclito, por outro lado, dizia:
a) Tudo muda (“todas as coisas fluem”), e
b) Podemos confiar em nossas percepções sensoriais.
Quem estava certo? Coube ao siciliano Empédocles (c. 490-430 a.C.) indicar a saída do labirinto.
Como estudioso da physis, Heráclito acreditava que o fogo era a origem das coisas naturais.
ESCOLA PITAGÓRICA:
A escola pitagórica tem seu nome derivado do nome de seu fundador e principal representante: Pitágoras de Samos. Ele defendia que todas as coisas são números e o princípio fundamental de tudo seria a estrutura numérica. Ou seja, o mundo surgiu quando precisou haver uma limitação para o ápeiron e essa limitação eram formas numéricas sobre o espaço. Os pitagóricos faziam uma amálgama de concepções, como era comum na época. Desse modo, embora racionais e matemáticos, os pitagóricos também baseavam suas doutrinas em concepções místicas.
Acreditavam que o corpo aprisionava a alma, imortal, e o objectivo da existência seria o de tornar a alma mais pura. A reencarnação era uma consequência desse pensamento, pois a cada vida era possível elevar mais as virtudes da alma e reencarnar-se em uma forma mais elevada. Tinham, portanto, uma visão espiritual da existência. Outros pensadores importantes dessa escola: Filolau, Arquistas e Alcmeón.
Pitágoras de Samos
Representada pela mestre de Pitágoras, Temistocléia e seus seguidores: Teano, Damo, Arquistas de Tarento, Arignote, Equécrates, Melissa, Myia, Fíntis de Esparta, Filolau de Crotona. A maioria dos discípulos desenvolvia conhecimentos em matemática.
Defendia uma doutrina com ênfase na metafísica e na filosofia dos números e da música como essência de tudo que existe e também da própria Divindade. O ponto central da doutrina religiosa é a crença na transmigração das almas ou metempsicose.
Pitágoras, o fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em 532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colónia grega, uma associação metafísico-científico-ético-política, que foi o centro de irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - e também conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixar Crotona, mudando-se para Meta ponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C. Um dos principais herdeiros foi o filósofo grego Platão.
ESCOLA ELEÁTICA:
A escola eleática tem o nome derivado da cidade de Eleia, ao sul da Itália, lugar onde se situaram seus principais pensadores: Xenófanes, Parménides, Zenão e Melisso. Caracteriza-se por não procurarem uma explicação da realidade baseada na natureza. Suas preocupações eram mais abstractas e podemos ver nelas o primeiro sopro de uma lógica e de uma metafísica. Defendiam a existência de uma realidade única, por isso são conhecidos também como monistas em oposição ao mobilismo (de Heráclito, principalmente, que acreditava na existência da pluralidade do real). A realidade para eles é única, imóvel, eterna, imutável, sem princípio ou fim, contínua e indivisível.
Representada principalmente por:
•      Alclmeão de Crotona Filho de Peiritoos, é um dos principais discípulos de Pitágoras. Foi jovem quando seu mestre já era avançado em anos. Seu interesse principal dirigia-se á Medicina, de que resultou a sua doutrina sobre o problema dos sentidos e da percepção. Alemão disse que só os deuses tem um conhecimento certo, aos homens só presumir é permitido.
•      Parménides de Eleia: O acme de sua existência foi por volta de 500 a.C. Foi ele o primeiro a demonstrar a esfericidade da Terra e sua posição no centro do mundo. Segundo ele, existem dois elementos: o fogo e a terra. O primeiro elemento é criador, o segundo é matéria. Os homens nasceram da terra. Trazem em si o calor e o frio, que entram na composição de todas as coisas. O espírito e a alma são para ele uma única e a mesma coisa. Há dois tipos de filosofia, uma se refere a verdade e a outra a opinião.
ESCOLA PLURALISTA:
A escola pluralista, que inclui a escola atomista e os pensadores Anaxágoras e Empédocles, tem esse nome porque seus pensadores não acreditam na existência de um princípio único que seja a origem do universo e sim de vários princípios que se misturam e formam tudo o que conhecemos. Para os atomistas, tudo o que existe é composto de “átomo” e “vazio” que em um processo contínuo de atracção e repulsão constituem a realidade existente.
Empédocles
Ele achava que os dois estavam certos:
•      1. A água não poderia, evidentemente, transformar um peixe em uma borboleta. Com efeito, a água não pode mudar. Água pura irá continuar sendo água pura. Por isso, Parménides estava certo ao sustentar que “nada muda”.
•      2. Mas, ao mesmo tempo, Heráclito também estava certo em achar que devemos confiar em nossos sentidos. Devemos acreditar naquilo o que precisava ser rejeitado era a ideia de uma substância básica única. Nem a água nem o ar sozinhos podem se transformar em uma roseira ou uma borboleta. Não é possível que a fonte da Natureza seja um único “elemento”. Empédocles acreditava que a Natureza consistiria em quatro elementos, ou “raízes”, como os denominou. Essas quatro raízes seriam a terra, o ar, o fogo e a água.
Anaxágoras
Anaxágoras de Clazômenas (Clazômenas, c. 500 a.C. -Lanpásco, 428 a.C.), filósofo grego do período pré-socrático. Nascido em Clazômenas, na Jónia, fundou a primeira escola filosófica de Atenas, contribuindo para a expansão do pensamento filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de impiedade e partiu para Lâmpsaco, uma colónia de Mileto, também na Jónia, e lá fundou uma nova escola.
•      Escreveu um tratado aparentemente pequeno intitulado "Sobre a natureza", em que tentava conciliar a existência do múltiplo frente à crítica de Parménides de Eleia e sua escola. Afirmava que o universo se constitui pela acção do Nuos (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido por espírito, mente ou inteligência. Segundo o filósofo, o Nuos atua sobre uma mistura inicial formada de sementes que contém uma porção de cada coisa. Assim, o Nuos, que é ilimitado, autónomo e não misturado com nada mais, age sobre estas sementes ordenando-as e constituindo o mundo sensível. Os fragmentos preservados versam sobre: cosmologia, biologia e percepção. Esta noção de causa inteligente, que estabelece uma finalidade na evolução universal, irá repercutir em filósofos posteriores, como Platão e Aristóteles.
LEUCIPO DE ABDERA E DEMÓCRITO DE ABDERA
Leucipo de Abdera  e Demócrito de Abdera -são os maiores expoentes.
Para, Demócrito de as transformações que se podem observar na natureza não significavam que algo realmente se transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por uma infinidade de "pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e indivisível". A estas unidades mínimas deu o nome de ÁTOMOS. Átomo significa indivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidades indivisíveis. "Isto porque se os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudessem ser divididas em unidades ainda menores, a natureza acabaria por diluir-se totalmente". Exemplo: se um corpo – de uma árvore ou animal, morre e se decompõe, seus átomos se espalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos.




Conclusão:


Chegando nesta fase marca-se a finalidade em esgotamento do trabalho da cadeira de história da filosofia antiga, que tem o tema dos seguintes termos: os pré-socráticos. Porém, como marca-se a sua finalidade, então é necessário fazer um epílogo daquilo que diz o trabalho.
Filósofos pré-socráticos é o nome pelo qual são conhecidos os filósofos da Grécia Antiga, aqueles que ou nasceram antes de Sócrates ou que eram contemporâneos a ele, mas mantinham seus pensamentos baseados nos mestres antigos e seguindo suas preocupações filosóficas.
O trabalho fala da filosofia antiga: que se Trata do início da Filosofia (φ), da identificação de seus primeiros problemas. A Filosofia Antiga abrange um período que vai do final do séc. VI a.C. até o séc. VII d.C. Tendo como espaços iniciais as cidades-estado da Grécia, chamadas poleis, seu desenvolvimento atingiu várias cidades do Império Romano, inclusiva no norte da África.
                                                                                                                                        




Bibliografia:






v  Jueras.blogspot.com/2012/03/períodos-da-historia-da-filosofia.html

v  www.significados.filosofia.com /brl



v  MACHADO, J. Pedro, Dicionário Dom Quixote de língua portuguesa, 1ª ed., Lisboa, Beta projectos editoriais, 1999, 707-792pp.



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