Introdução
O
presente trabalho, é da cadeira de lógica, que tem o tema de CÁLCULO DE
PREDICADOS, dentro do tema tem os
seus subtítulos como: simbologia de cálculo de predicados, tipos de
quantificadores, a linguagem de cálculo de predicados, classificação
dasproposições, formalização das proposições e por fim a representação gráfica
das proposições. Na simbologia de cálculo de predicados tem como a temática
central saber distinguir o sujeito e o predicado com as suas respectivas letras
que aplicam. Na quantificação está centrado os símbolos que pertence uma
proposição universal e particular com respectiva representação, na mesma linha
culmina com a formalização das proposições, portanto, o objectivo do estudo de
cálculo de predicados é passar uma proposição à simbolização.
O
trabalho traz também os elementos que constitui um trabalho científico, isto e,
elemento pré-textual, textual e pois textual.
Cálculo
de predicados
O
cálculo de predicados está ligado a simbolização, envolvem conectores e também
inclui os operadores lógicos, chamados quantificadores.
Simbologia
de cálculo de predicados
Ø Conectivas:
as conectivas estudadas no cálculo proposicional aplicam-se no cálculo de
predicados.
Ø Constantes:
são símbolos para referir objectos ou nomes concretos: como Almeida, Casa.
Usam-se letras minúsculas de preferência a primeira letra dos nomes próprios:
por exemplo «a» para Almeida, «c»para Casa.
Ø Variáveis:
símbolos para referir objectos indeterminados pertencentes a alguma classe,
quer dizer, os objectos que referimos quando dizemos «todos os peixes»,
«algumas pessoas». Usamos os símbolos x,y,z. Por exemplo: todos os x que são
peixes, ou alguns y que são pessoas.
Ø Predicados:
símbolo para designar classes, propriedades, estados dos objectos ou relações
entre objectos. Usamos as maiúsculas do alfabeto e chamamos predicados a tais
símbolos.
Escreve-se
primeiro a maiúsculo que representa o predicado e depois as minúsculas que
representam os objectos a que o predicado se aplica. Exemplo: «Ms» para ″Sócrates
émortal″. «Be»: este livro é bom. Mrc: Rosário é o mais alto do que Carlos.
Tipos
de quantificadores
Quantificadores
são símbolos que nos dizem se a proposição refere a todos os objectos da classe
indicada pelo predicado ou apenas alguns dos objectos de essa classe.
Quantificador
universal (
)
usa este símbolo para designar qualquer que seja ou para todo, para todo e
qualquer, para cama. Exemplo: ″
é peixe″ para ″todo o objecto é peixe″.
Quantificador
Existencial (
)
que significa algum, para pelo menos um para algum, existe. Por exemplo:
que é peixe: alguns objectos são peixes, ou
existe pelo menos um objecto que é peixe.
Na linguagem do cálculo de predicados
É a representação simbólica das
proposições ou transformando em símbolo ao proposição.
Patrícia
é mulher (Mp).
X
é número (Nx).
A simbolização de proposições não quantificado
Etapas
da simbolização de proposições não quantificados:
1.Dados
osenunciados: Adão está a ler.
2.Identificar
os seus componentes: Adãoestá a ler.
3.Criar
os dicionários:a:Adao
L:ler
4.Simbolizacao: La
Observações:
1.Na primeira simbolização
usam o sublinhado e o duplo sublinhado para distinguir os objectos e os
predicados. A maneira de sublinhar pode ser também circular a marcar as
conectivas, e outras formas que forem desejáveis.
2. Na tradução dos predicados, o número
de reticências devera ser igual ao número de objectos a que o predicado se
aplica. As reticências representam as vagas que deverão ser preenchidas por
variáveis ou constantes. Exemplo: ̋Gelito e Amarchande aliaram-se contra
Fonseca.̏ ̏A….é aliado de…..contra ……̋
Asimbolização de enunciados
quantificados
1.Antes do predicado temos de usar o
quantificador para dizermos se está a falar de todo ou alguns objectos.
Por exemplo:
-Há
seres agressivos;
-Existe
pelo menos um ser tal que esse ser é agressivo;
-
tal que x
é agressivo;
-
.
2.Os parêntesis indicam o âmbito do
quantificado. Os parêntesis são necessários quando queremos atribuir predicados
diferentes aos mesmos objectos. Por exemplo:
-Há
esquilos bonitos
-Existe
pelo menos um ser tal que esse ser é esquilo e esse ser é bonito.
-
tal que:(xé
esquilo,xé bonito).
-
.
Esta
simbolização deve distinguir-se tanto ̋
̋
que não tem significado, porque a variável em Bx não está ligada a um quantificador como a de
(há
esquilos e há seres bonitos).
3.Cada variável tem de estar ligado a um
apenas um quantificador:Exemplos expressões mal escritas: -
,a
variável y não está quantificada.
-
,
a variável x está ligada a dois
quantificadores.
4.a) Uma variável não abrangida pelo
mesmo quantificador pode ser concretizada pelos mesmos ou por diferentes
objectos.
b)O mesmo objecto pode concretizar
diferentes variáveis:
e
,são
equivalentes porque dizem ambas: Há pessoas e há seres amigáveis.
5.A ordem de escrita dos quantificadores só
modifica o significado quando a proposição mistura quantificadores universais e
existenciais. Por exemplo:
Mas
tomando, por exemplo, o predicado ″C…e causa de …será muito diferente escrever:
-Tudo (cada um dos objectos)
tem uma causa.
-Há um objecto que é causa de
todos os objectos.
-Há uma causa de tudo.
Classificação das proposições
As proposições podem ser classificadas
quanto à qualidade e quanto à quantidade.
Quanto
à qualidade podem ser:
ü Afirmativas,
aquelas em que o predicado convém ao sujeito, ou seja, quando a relação
atributiva é estabelecida. Exemplo: O homem é um animal.
ü Negativas,
aquelas em que o predicado não convém ao sujeito, ou seja, quando se nega a
qualidade referida pelo predicado pertença ao sujeito. Exemplo: O homem não e imortal.
Quanto
à quantidade podem ser:
ü Universais,
aquelas cujo sujeito é tomado em toda a sua extensão, isto é, quando se referem
a todos os indivíduos da classe. Exemplo: Todos os homens são mamíferos.
ü Particulares,
aquelas em que o sujeito é considerado apenas em partes da sua extensão, ou
seja, quando se referem apenas uma parte dos seres que constituem a classe.
Exemplo: Alguns homens são filósofos.
ü Singulares,
aquelas em que o sujeito se refere apenas a um individuo. Exemplo: Armando é
filósofo.
A quantidade de uma proposição é marcada
pelos quantificadores. A sua função é, indicar se o sujeito se refere a todos
elementos do conceito ou apenas a parte.Nem sempre a quantidade das proposições
e, portanto, do sujeito lógico, é expressa explicitamente. Na ausência de
quantificador expressos explicitamente, o sentido e o contexto dirão, em cada situação,
de que tipo de proposição se trata.
Exemplos:
-Todos
os homens são mortais. – Universal
-Alguns
homens são inteligentes. – Particular
-O
homem é um animal racional. ‒Universal
-Nem
tudo o que brilha é ouro (equivalente a «Algumas coisas que brilham não são
ouro»)‒ Particular.
-Nem
todos os homens são honestos (equivalente a «Alguns homens não são
honestos»)‒Particular.
Formalização das proposições
-Universais
Afirmativas(A): Todos os homens são mortais‒
que
se lê: para todo o x, se x é homem, então é mortal.
-Universais
Negativas (E): Nenhum o homem é peixe‒
que se lê: para todo o x, se x é homem, então x
não é peixe.
-Particulares
Afirmativas (I): Alguns homens são Africanos‒
que se lê: existe pelo menos um x, tal que x é homem e x é Africano.
-Particulares
Negativas (O): Alguns homens não são Americanos‒
que se lê: existe pelo menos um x, tal que x é homem e x não é
Americano.
Podemos
traduzir em linguagem simbólica proposições compostas e argumentos. Ora vejamos
alguns exemplos:
1.Todos
os homens são mortais.
Sócrates é homem.
Sócrates
é mortal.
[
2.Todos
os homens são bípedes.
Todos os portugueses são homens.
Todos
os portugueses são bípedes.
[
3.Todas
as árvores são belas e verdes.
4.Todos
os seres humanos ou são do sexo masculino ou do sexo feminino.
5.Algumas
pessoas são inteligentes e simpáticas.
Representação gráfica de proposições
JohnVenn
(1834-1923, citado em Alves, Aredes e Carvalho,2002) propôs representações
gráficas das proposições A, E, I, e O.
Para
representar num diagrama um enunciado categórico devemos atender às seguintes
regras:
-Cada
conceito ou classe de objectos deve ser representada por um círculo que, quando
em branco, indica a ausência de informação a respeito do conjunto.
-Para
indicarmos que uma classe é vazia de elementos, sombreamos a área que a
representa.
-Para
indicar que uma classe não é vazia colocamos um x na área que lhe corresponde.
Assim
temos os seguintes círculos:


Portugueses Não há portugueses Alguém é português
A
representação das proposições será feita com a utilização de círculos que
intersectam. Por exemplo, para representar a proposição «Todos os portugueses
são europeus» teremos as seguintes áreas:
Uma
(P) para dizer se há ou não há portugueses não europeus;
Outra
(PE) para representar o domínio, vazio ou não, dos portugueses europeus;
A
terceira (E) para representar a classe dos europeus que não são portugueses.

Vamos, agora, exemplificar para
cada tipo de proposições estudadas:
A-Universais
afirmativa - «todos os portugueses são europeus.»
![]() |
P E
E-Universais
negativas - «Nenhum português éasiático.»

Particulares
afirmativas - «alguns atletas de alta competição são portugueses.»

O-
Particulares negativas - «Alguns portugueses não são lisboetas.»

Conclusão
Chegando a este
ponto, é de salientar que para a realização deste trabalho foi através de várias
obras consultadas que aborda o tema «cálculo de predicados» para o
enriquecimento do trabalho. Abordou-se das classificações das proposições
quanto à qualidade e quanto à quantidade onde o objectivo é traduzir para a
linguagem simbólica das proposições do tipo A, E, I, e O. Abordou-se também acerca
dos quantificadores que são dois onde encontramos dois símbolos que cada um
pertence a um quantificador. Abordou-se também da representação gráfica das proposições,
em o objectivo é representar as proposições do tipo A,E,I, e O, num diagrama de
venn.
Referência
bibliográfica
Alves,
F; Aredes, J & Carvalho, J.(2002). A chave do saber-Introdução à Filosofia-11°
Ano. Lisboa, Portugal:4edicao, ed. Texto Editora LDA.
Aranha,
M.L.A & Martins, M.H.P. (2003). Introdução
a Filosofia: Filosofando. São Paulo, Brasil, 3edição, editora: Morena.
Rodrigues,
L. (1999). Introdução a Filosofia 11° Ano. Lisboa, Portugal, 3ª edição,Plátano
editora.

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