quinta-feira, 2 de junho de 2016

FORMAÇÃO DOS ACÓLITOS


TÓPICOS
*      A juventude e suas funções na Igreja e na comunidade.
*      Crise de valores e dificuldades.
*      A liturgia.
*      Celebração Eucarística, recapitulação do encontro a assembleia no geral, agradecimentos/ opiniões dos jovens e acréscimos do pároco.
*      Recreação, ultimas palavras do pároco e regresso para casa.  
PROGRAMA DO EVENTO
Horário
Actividade

Oração inicial, apresentação do programa do dia e das comunidades presentes.

Início da primeira parte da palestra sobre a juventude.

Meditação em grupo (resolução do questionário)

Partilha das respostas do questionário.

Intervalo.

Continuação da palestra sobre a juventude (II ª parte).

Intervalo, reflexão sobre o questionário em grupo, almoço e descanso

Partilha das respostas do questionário da II ª parte.

Intervalo

Palestra sobre a liturgia (III ª parte do dia).

Ensaio para a solene Celebração Eucarística e formação dos acólitos.










       Horário
                              Actividade

Acordar.

Pequeno-almoço.

Preparar-se para a missa.

Recapitulação dos ensaios.

Início da celebração solene.

Almoço

Recreação

Fim do programa, ultimas palavras do pároco e regresso para casa!

A JUVENTUDE
A juventude é uma semente que deus na terra semeou e cuida com muita cautela, que por ele cria como suas criaturas próprias, por isso, amemo-nos uns aos outros com estima recíproca, porque todos somos trigo do mesmo semeador. (1 João. 4, 20-21).
1.1 AS FUNÇÕES DAS JOVENS
ü NA IGREJA
O jovem na igreja assume uma função de sal na terra, como luz do mundo e, como fermento.
Ø  É sal na terra, na medida em que quando deixar de actuar na igreja, ela retarda.
Ø  É luz do mundo, na medida em que ajuda a igreja, com toda vontade e amor, torna-se o exemplo da crista levando os outros a caminho da salvação.
Ø  É fermento na terra, na medida em que manifesta boas obras na sociedade e atrai aos outros e glorifiquem o vosso pai que esta nos céus. (Mat. 5, 13-16; 16, 13, 33).
Nos jovens devemos fazer o bem e evitar o mal, mostrando a nossa fé não por palavras, mas sim pelas obras, para que aqueles que nos vêem, sigam o nosso exemplo. Não haja entre nós divisões, mas sim união; (1 Cor. 1, 10, 12). O nosso objectivo deve ser este ʺ lutar para radicalizar a nossa fé pelas obras, para que os outros sigam o mesmo. Para que um dia mereçamos tomar parte no reino de Deus. (Tiago 2, 14-18).





ü NA SOCIEDADE
Na sociedade o jovem, deve ser visto como um facho ardente, que ilumina os corações atribulados, e que leva a luz aos que vivem nas sombras do abismo!
Ø  Deve ser a alegria dos mais velhos, ajudando-os nas actividades e preocupações diárias
Ø  Consola-los em diversas maneiras, não dependendo da tribo, clã, cultura, região e mais aspectos sociais, para que contemplem a Deus face a face.
Ø  Ajudar aos jovens.
Ø  Procurar dialogar duma boa forma com os mais velhos, pois são, as nossas bibliotecas tradicionais da vida quotidiana, para que possamos manter as nossas tradições e culturais.
Ø  Trata-los bem, porque precisam de repouso e, que tenhamos paciência e cautela ao dialogar, pois facilmente ficam chateados.
Ø   Não podemos aceitar a discriminação dos mesmos, considerando-os como feiticeiros, mas sim, que sejam o motivo da alegria e da vida inteira.
Ø  É a luz da sociedade na medida em que levamos os nossos irmãos a verdade, tratando os nossos próximos como nossos irmãos legítimos e, muito mais quanto somos vistos como modelo de uma sociedade livre, justa e alegre!
Ø  Animar a mesma quanto as dificuldades, assim sendo, depositarão a sua confiança na nossa personalidade, quando bem trabalhamos com humildade, honestidade, paciência, sinceridade, justiça, tolerância e com amor fraterno com todos.
Ø  Apascentando os que andam tresmalhados, sem rumo, consciência moral, ajudando-os nos conselhos para que sejam fleumáticos
CRISE DE VALORES
No nosso país, devido a globalização tecnológica e modernidade, há tumultos acima do normal da crise de valores. Já não respeitamos a nossa personalidade, não valorizamos os conselhos dos nossos pais, vivemos na libertinagem em vez da liberdade. Há jovens que quando um tipo tenta aconselhar, dizem: Moçambique esta livre, deixe-me em paz! ”Democracia”! Devemos saber como usar e viver a modernidade, as nossas redes sociais, fazer algo de bom, não do mal, fazer a moda, não segui-la… mas já que sentamos a nos perguntar dentro de nós mesmos, para onde vou, como andar, como utilizar as redes sociais, porque uso e qual rendimento ganho? Diz-se que: o dinheiro não é tudo na vida, mas sem dinheiro não há vida! Será isso é verdade? E se não e andamos a perseguir o mesmo, não ficando sossegados e felizes na nossa vida porquê? Lembrai-vos meus irmãos, que tudo ao excesso, faz mal! Saibamos viver os valores africanos, a preservarmos a:
·         Hospitalidade;
·         Honestidade;
·         Ajuda mútua;
·         Justiça;
·         Sinceridade;
·         Caridade;
·         Obediência...
1ª Reflexão.
2. DIFICULDADES ENFRENTADAS.
O desemprego;
A desobediência frontal;    
O casamento pré-maduro;
A preguiça mental.
O egocentrismo;
2.1. O DESEMPREGO:
       É uma realidade que vincula na nossa sociedade, como fruto deste problema e a de instabilidade de própria sociedade.
Não podemos só pensar no magismo humano, que o nosso mundo esta mergulhado. Todo jovem tem familiares que tem como sua herança, que pode nos levar a uma vida muito simples e rica… lembremos e são João: «Quem não trabalho não come», isso nos dá coragem de trabalharmos intensivamente a terra, fazendo as nossas machambas e, só com isso podemos lutar duma forma lícita contra o desemprego que nos oprime no nosso dia-a-dia, não deixando a nossa personalidade crista; porque o magníssimo humano, não e tipicamente para um jovem cristão!
2.2. O CASAMENTO PRÉ-MADURO:  
       É uma realidade que se vive na nossa sociedade e, que dificulta os nossos pis encarregados de educação!
Visto que somos filhos de família pobre, que a nossa condição humana e económica é fraca, precisamos de nos cuidar. Com isso procuremos a maturidade psicológica, dizendo «não o casamento pré-maduro», isso é que nos levará para além, não deixando-nos levar pelas necessidades mundanas (kimphavela otheliwa, kihinnuwa, kihikhwe kihitheliwe!) que pobreza mental é essa?! E depois de isso alcançar, o que espera em seguida? Pobreza total não há esperança da felicidade, problemas familiares, dificuldades no seu casamento, parto anormal, o que nos pode levar a morte, redução da camada juvenil, porque agimos sem pensar, veja só… Que desgraça recebe!
Tenhamos em mente irmão, que os ritos de iniciação, não marcam o ponto de partida de casamento, mas sim, ensinamentos ou instruções de como lidar com a vida! A idade normal de casamento seria pelo menos aos 25 anos para diante!
2.3. DESOBEDIÊNCIA FRONTAL:
       Esta concite no repúdio dos conselhos dos nossos pais. Não é típico a um cristão, pois cristo ensina-nos a obediência! Quando eles nos ensinam, devemos receber com todo amor de pai e filho e assim vice-versa, sem hesitações, nem palavras que o possam machucar psicologicamente, como dizem: «foi o vosso tempo, agora o modernismo é nosso», que perdição eterna! Assim, para onde vamos? Sede prudentes como o vosso pai é prudente, fervorosos no espírito, pacientes na tribulação e indolentes no zelo! Se assim formos, veremos que toda espécie do mal não aproximar-se-á de nós.
2.4. A PREGUIÇA MENTAL:     
       É um dos espíritos que nos leva aos caminhos da perdição e, não sabemos donde viemos e para onde vamos!
2.5. O EGOCENTRISMO JUVENIL:
       É uma das realidades que a juventude encara como uma forma de vida, pensando que só na juventude é onde se realiza tudo! Perguntai antes aos vossos pais, saberei como viver na vida, pois têm a experiencia capaz de nos formar. A juventude é uma fase de vida. Diz o Eclesiastes: há tempo para tudo! E tudo na vida é vaidade, tudo vem e tudo passa sem nada entendermos! (Ecl. 3,1-8;11,9-10).
. Reflexão
QUESTIONÁRIO:
1.      Qual deve ser o nosso modo de vida?
2.      Ao exemplo de Jesus Cristo, que devemos fazer, para que nós sejamos bem vistos na sociedade?
3.      O que devemos fazer, para que vençamos o desemprego, o casamento prematuro, a desobediência frontal, a preguiça mental e o egocentrismo juvenil?
4.      Qual é a identidade ou vivencia do jovem cristão católica? À nos vivemos?
5.      O que eu faca, para combater o desemprego, sem nunca deixar a minha identidade cristã?
6.      Jesus Cristo que é filho de Deus, soube viver a obediência, quem sou para não O obedecer?
7.      O que tenho feito para ajudar os meus irmão?
8.      O que tenho feito na sociedade, na Igreja e na vida?
9.      Qual é a minha tarefa na sociedade e na comunidade? 
A LITURGIA
A liturgia é o encontro espiritual do homem com Deus. Ela divide-se em duas partes a saber:
♦ A liturgia da palavra que inicia com o cântico de ambientação e termina com a despedida dos catecúmenos antes do início com da consagração eucarística, e por fim;
Liturgia eucarística que inicia com a consagração eucarística depois da despedida dos catecúmenos e, termina com o cântico final de despedida.
v  Ambientação: Restauração do silêncio total
v  Entrada: Apresentação da cruz e os demais instrumentos sagrados do altar pelos acólitos junto dos ministros sagrados, no caso das solenidades.
v  Acto penitencial: Exprime-se o arrependimento na sua melodia, por isso não se pode acompanhar com batuque.
v   Gloria: É o hino de louvor e gloria a Deus e no se pode recitar quando for nas festa «não privadas» e solenidades, «nos domingos».
v  Aclamação e liturgia da palavra: É o tempo de escutar a voz de Deus que fala por meio das escrituras Bíblicas lidas no ambão.
v  Aclamação do evangelho: O povo saúda o mestre, cantando todos levantados.
v  Profissão da fé/ Credo: Dependendo do programa do dia e da comunidade, este pode ser cantado ou recitado complemente, neste caso é facultativo.
v  Apresentação das oferendas: O povo oferece aquilo que tiver. Quando for numa celebração em que houver ordenação, o primeiro ofertório vai a equipa missionaria e o segundo dirige-se ao ordenado.
v  Santo: é o hino que os anjos e os santos cantão louvando o seu Senhor.
v  Pai-nosso: nas festas não privadas é solenidades «nos Domingos» é cantado.
v  Sinal da paz: os crentes saúdam os que estiverem próximo, evitando a perturbação aos outros.     
v  Cordeiro: este por sua vez, pode ser cantado ou recitado. E facultativo!


v  Comunhão: os mais novos dão prioridade aos mais velhos preparando para receberem cristo, em seguida, vão comungar e depois de joelhos rezam a Oração depois da eucaristia.
v  Acção de graças: com a alegria e entusiasmo, o crente dança, louva e glorifica ao senhor pela graça o concede, sem afastar-se do lugar, evitando a perturbação aos outros.
v  Saída: e, por fim, o cântico final. O povo não deve sair antes que o sacerdote dar a bênção final e despir as alvas!




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