Introdução
O
presente trabalha da cadeira de pedagogia, tem como tema principal a educação
tradicional particularmente ritos de iniciação masculino. Neste rema de ritos
de iniciação masculino, elucidar-se-á de preparatórios, faces de reclusão, os
tabus relacionados a ritos de iniciação, instrução e os conselhos.
Portanto
para melhor compreensão do tema a cima supracitado, o trabalho está associado
aos seguintes objectivo: instruir os jovens seus valor culturais, e preparar os
mesmos para se integrarem na sociedade.
A
compilação total do trabalho foi graças a consulta de referências
bibliográficas em especial e os manuais bibliográficos.
A EDUCAÇÃO TRADICIONAL
De
acordo com o filósofo teórico da área da pedagogia René Hubert, a educação e um
conjunto de acções e influências exercidas voluntariamente por um ser humano em
outro, normalmente de um adulto em um jovem. Essas acções pretendem alcançar um
determinado propósito no individuo para que ele possa desempenhar alguma função
nos contextos sociais, económicos, culturais e políticos de uma sociedade.
(www.significados.com.br/educacao 16:35; 17/03/2016)
Tradição
e uma palavra com origem em termo em latim “traditio”, que significa «entregar»
ou «passar adiantes»
A
tradição e a transmissão de costumes, numéricas, rumores, crenças, lendas,para
as pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a
fazer parte da cultura.
No
âmbito da etnografia a tradição revela um conjunto de costumes crenças práticas
doutrinam leis que são transmitidos de geração permite a continuidade de uma
cultura ou um sistema social.
A
educação etimologicamente e um termo latino eduar que significa educação.
Educação
e um processo que consiste em aprender ou instruir jovens, crianças com própria
cultura por meio da vivência diária da própria cultura: além disso, e uma
transmissão de ideias hábitos costumes, obtidos de uma determinada sociedade ou
região e se transmite de geração em geração.
No
sentido antropológico educação tradicional foi tímida por EdouardTaylor do
livro primitivo cultura na (pág. 1) da seguinte forma: e um comportamento
produzido aprendido e transmitido numa sociedade inclui; conhecimentos,
crenças, arte, leis, normas, costume e varias outras aptidões e hábitos
adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade.
RITOS DE INICIAÇÃO
Ritos
são costumes e cerimónia que se repetem de forma invariável de acordo para um
conjunto de normas de estabelecidas.
Início
é dar o começo de qualquer coisa que seja.
Ritos de iniciação são
cerimónias de carácter tradicional e culturais praticados nas sociedades
africanas que visa prepor o adolescente para entrar a outra fase de vida, isto
é, a fase adulta.
Visam
especialmente a integração pessoal, social e cultural do individuo, permite ao
reunir múltiplas influências do seu meio para em seguida integrá-la na sua
maneira de pensar, de agir e de se comportar, o individuo participa activamente
nas actividades e na vida do grupo que pertence.
Na
sociedade moçambicana, os ritos de iniciação não se manifestam de maneira
homogénea. Eles variam de província para província, de região para região, de
religião para religião e de sexo para sexo.
O
objectivo dessas cerimónias é de preparar os rapazes e as raparigas para vida
matrimonial e social, e com ritos de iniciação têm acesso os jovens a
participação de certos mistérios. (www.Africanas.eu/ceaupe/index.17:58/17/03/2016).
RITOS
DE INICIAÇÃO MASCULINO
Preparativos
e cerimónias pré-luminares
Logo
que era indicado o jovem a iniciar a família uterina convidava com homem para
se ocupar do rapaz durante as cerimónias da iniciação e para o instruir os
costumes tribais.
O
acompanhante neste caso padrinho e designado por mucina, o termo significa
literalmente «aquele que me deu o nome, o meu homónimo»; significa também «o
meu companheiro de alegria ou de tristeza».
A
palavra serve essencialmente para designar a pessoa que atribuiu ao
recém-nascido, ficando assim ligado a ele pela vida fora.
Para
além do padrinho para cada iniciado, os preparativos das iniciações implicavam
o engajamento de outras personagens: o muene escolhido para organizar e dirigir
as cerimónias desse ano, com o contador dos prepúcios e respectivos ajudantes,
com os alipa ekhalawa (tocadores de tambores de iniciação), e com os dançarinos
(alipa owina).
Entretanto
numa clareira da floresta um sítio de propicio para a realização de cerimónias
secretas da iniciação, sem grupo de familiares dos iniciados construía uma
pequena barraca onde se fazia circuncisão, um borrachão comprido onde os
rapazes aguardariam a cicatrização das feridas.
PARTICIPANTES
Para
além dos jovens rapazes a iniciar, participavam nos ritos da floresta: os
padrinhos e amigos que Aguda os iniciados nos seus encargos, o circuncidados e
os respectivos ajudantes;
Os
mestres das instruções os respectivos ajudantes; os chefes da linhagem que
organizavam cerimónias. Todo homem adulto já iniciado podia participar as
cerimónias da iniciação; ficavam rigorosamente excluídos delas as mulheres, as
crianças e os rapazes já não iniciados.
Também
estava sempre presente, o curandeiro responsável pela segurança das pessoas e
do loca onde decorriam as cerimónias.
REMÉDIOS DA CIRCUNCISÃO
Durante
o ciclo iniciático eram dados os iniciados vários remédios que tinham por
função proteger curar ou desencadear para o futuro processo vital por vezes
tinham mais do que uma destas funções simultaneamente.
Segundo
maduros os remédios podiam ser dadas a beber ou a lamber ou eram misturados na
comida ou medito na cauda cortada do boi cavalo.
Ainda no fica pé do autor e alguns pensadores
afirmam que estes termos de registos, isto é, medicamentos ilustravam os
costumes locais. No entanto, tinham mesma essência o que variava eram os nomes
pelos quais eram designados e os momentos da sua utilização.
O principal especialista dos remédios da
iniciação era o curandeiro mulipa a míla, isto é, mestre das caudas.
O
mestre das caudas para fins cerimoniais e rituais, trata-se de cauda de
boi-cavalo (mwila wʹenhupu), (por vezes do elande ou do búfalo), cauda esta que
era portadora de remédios e magias para afastar as feras e todas as feitiçarias
dos locais dos ritos de iniciação e que, para isso, era colocada em lugares
públicos, no ramo de uma árvore, no alpendre do chefe numa barra suspensa no
terreiro de aldeia.
A
cauda dos remédios anunciava o período de preparação dos rituais, os macuas
chamavam a esta anunciação ˝othomeiwa míla˝. Aqueles que traziam sempre consigo
a cauda com os remédios, era chamado mestre ou dono das caudas.
RITOS DE SEPARAÇÃO
O corte de cabelo
Na
tarde no dia assinalado para o começo das cerimónias, cada padrinho dirigia-se
à casa do respectivo iniciado, para o cabelo e, a idade de criança.
Em
seguida polvilhava-se a cabeça com farinha de sorgo. Os rapazes começavam assim
a serem preparados para deixar assim a idade de criança; o corte de cabelo e
cobrir a cabeça com a farinha invocava o os perigos de luto, de impureza
ritual; o iniciado entrava num período liminar.
RITOS PROPICIATÓRIO AOS ANTEPASSADOS
Os
anciãos do seguimento das linhagens dos iniciados preparavam farinha de sorgo,
anda a preparara o efeito, fermentada (otheka) que se oferecia aos espíritos a
quando das invocações propiciatórias aos antepassados das linhagens, a fim de
que a forca vital emanada estivesse presente e ajudassem os iniciados e os
ajudantes.
A
oferta aos minepas (espíritos dos antepassados) depositavam-se junto da raiz do
embondeiro, vamulapani, ou de qualquer árvore frondosa, ou na cabana eyowa que
as famílias possuem para os sacrifícios aos antepassados.
Oferecia-se
aos antepassados o sacrifício tradicional de farinha, pedindo-lhes a protecção
para o iniciado no mato para onde ia-este sacrifício era oferecido pelo chefe
da família a terrina, o atata, tio materno mais velho, na presença de todos os
familiares e nos locais que vimos. No fim da cerimónia todos regressavam
silenciosamente a casa da mãe do rapaz, onde já estava a decorrer a festa de
despedida do lukho. Durante esta festa o jovem não devia partir osso do animal
que estivesse a comer tratava-se de uma proibição de um muikho, caso isso
acontecesse, poderia ocorrer alguma catástrofe, ehasara, durante as cerimónias
posteriores.
SAÍDA DA ALDEIA PARA O LOCAL DE CIRCUNCISÃO
Quando
os rapazes saiam de casa para se dirigirem o alpendre do muene, as mães
costumavam dizer-lhes que deviam trazer algum mel para aqueles que ficavam na
aldeia. A invocação do mel e das abelhas aludia obviamente ao remédio e ao
corte do prepúcio, os iniciados saiam de suas casas parcialmente nuas, apenas
com a tanga ethepe. Para além da mudez ritual que a tanga não eliminava os
pequenos panos que cobriam o sexo tinha aquilo uma relação simbólica estreita
que recolhe o sangue menstrual. Mais uma vez os tais campos semânticos de
circuncisão e da menstruação se tocam os mesmos vocábulos sobretudo os três
primeiros termos para a tanga e o pano da menstruação reflectem esta relação.
A
despedida cerimoniosa do rapaz que ia para o mato é traduzida pela expressão
olehiwa lukho que significa litoralmente (despedir o iniciado). Feitas
despedidas o muene dava sinal as crianças saíssem da aldeia e fossem
circuncidadas durante a caminhada os jovens iam cantando o refrão ou repetiam
as canções entoadas pelos adultos; assim cantando, não imaginavam o que
brevemente iria suceder; mais os seus comportamentos de montavam uma grande.
Durante
a realização dos ritos nenhuma mulher podia se aproximar do acampamento. Era
muikho, tabu. Para além disso, não podiam ter relações sexuais nem usar adornos
corporais durante as cerimónias de iniciação dos seus filhos; deviam sim,
passar a usar os panos de menstruação até o dia em que fosse declinado pelos
mestres da circuncisão e das feridas de todos os iniciados estavam curados.
PRIMEIRA FASE DA RECLUSÃO
Otakwani
As
cerimónias secretas da iniciação dos rapazes realizavam-se na floresta
(etakwa), longe da aldeia e das terras cultivadas, em local escondido, próximo
de um curso de água ou de uma lagoa, onde as mulheres e as incircuncidados não
pudessem chegar.
Saindo
das suas aldeias para a floresta, os jovens eram conduzidos pelos seus
respectivos chefes de linhagem, ou legítimos representantes destes, para um
local chamado onivattani. Neste local realizava-se os ritos que precediam
imediatamente a circuncisão. Esta fazia-se nas proximidades, atrás de um morro
de muche, junto de uma árvore frondosa;
Nem
sempre havia, qualquer espécie de construção e de corte dos prepúcios no onivattani,
tratavam apenas locais de concentração e do corte dos prepúcios tanto no local
de concentração como o local de circuncisão eram escolhidos pelo adivinho
(nahako) eram protegidos e purificados pelo muene do território e pelo
curandeiro da iniciação.
Chegado
ao local, os jovens eram circuncisados, pois eram conduzidos sangrar
completamente nus para o local onde permaneciam até a cicatrização completa da
ferida.
Os
padrinhos os pais aconselhavam os circuncisados a obedecer rigorosamente a tudo
que os adultos mandavam fazer neste local.
Se
a circuncisão ou qualquer outro acidente provoca-se a manifestação da qual
resultava a morte do rapaz. O padrinho e os familiares presentes estavam
absolutamente proibidos informar a mãe e os membros da linhagem do falecimento
do iniciado. Só no fim dos ritos é que os parentes teriam conhecimento da morte
do jovem e se procuraria saber quem fora o termo graças dos tabus e provocara aquela
morte.
Os
alimentos não podiam ser confeccionados com sal molhos picotes; compunham-se
sobre tudo de papas cerecus. Os iniciais deviam observar sejus e privações de
higiene até a ferida curar, não podia beber água limpa.
Também
os pais, os padrinhos estavam sujeitos a certas interdições;devia
principalmente alistar-se que actividades sexuais e quanto as feridas dos
jovens estivessem abertos; todo a desobediência a esta regra tinha em perigo
dos neo circuncisado.
TABUS RELATIVOS A CIRCUNCISÃO
Deste
a véspera do dia da corte do prepúcio que os pais dos indivíduos respectivos
padrinhos, mestres da circuncisão e ajudantes, e todos aqueles que iam para o
local da cerimónia deviam respeitar a continência entre outros tabus como não
comer salgados.
Após
a circuncisão, os jovens passavam a estar no estado de mwikho, isto é, na
situação de impureza ritual (mwikho) é tudo o que é impuro, é forte e perigoso.
Os
jovens tinham que permanecer sujos durante todo período reclusão e sujeitar-se
de vários tabus que (padrinhos)enumeravam cuidadosamente.
ü Não
podiam comer sal, açúcar, bananas, arroz não cozido, ovos, mikhopo não podiam
tocar na comida com as mãos nem oferecer água a ninguém.
ü Não
podiam tomar banho e deviam permanecer nus ou a tanga suja.
ü Na
podiam atiçar fogo nem tocar na cinza.
ü Deviam
dormir sobre folhas de bananeiras; estar com velhos ou esteiras rotas.
ü Não
podiam usar adornos; não podia tomar a iniciativa de se dirigir aos adultos ou
falarem num dom de voz elevado;
ü Não
podia subir as árvores.
Os
iniciados estavam, pois num estado de impureza ritual durante todo ciclo
iniciático e, quanto eles terminavam deviam surgir com sinais sociais da
normalidade atingida depois de banho e com intua mentaria apropriada, sendo
então recebidos festejos de alegria.
PRIMEIRO BANHO NA FLORESTA
Cada
padrinho ocupava-se do ritual com respectivo mestre, enquanto a água escoria
pelo corpo do iniciado, o padrinho colocava-se junto dos pés da criança um
tição a arder. A água que escoria do corpo apagava o fogo, A água ao apagar a
tição fazia fumo que subia e envolvia o iniciando em sinal de maridados. No fim
do banho escoava no local com as seguintes palavras ” agora sois crianças” já
vos tratava como crianças.
AS INSTRUÇÕES E OS CONSELHOS
Durante
o período da reclusão os iniciados eram instruídos os períodos morais, sociais
e políticos da sua comunidade. Era sobre tudo os padrinhos, que durante a
noite, contavam as suas pupilas as glórias da tribo, as leis e as tradições, os
ritos relacionados com a morte e com as cerimónias fúnebres, as regras de
higiene, a maneira de se comportar em casa, em viagem com os parentes, com os
notáveis, com as mulheres, com os hóspedes nas lutas contra os inimigos, e, a
medita que a administração colonial se instalava, o comportamento a ter com os
brancos.
Muitas
vezes os moços passavam a noite a dormir, aprendendo as canções próprias; cada
uma dessas canções tinha uma finalidade pedagógica e era motivo de explicações
dos mestres, padrinhos, tios, pais e até de qualquer adulto que estivesse
presente.
OS WAHALAS
Os
wahalas eram conselhos que os mais velhos davam aos seus parentes mais jovens.
Eles só eram transmitidos aos parentes da linhagem nunca eram dados as pessoas
estranhas mesmo aos aliados por matrimónio pois que veio casar não toma parte
da reunião da família (linhagem da sua esposa). Ensinavam-se os costumes, as
regras, as tradições da família.
Aprendia-se,
nessa ocasião a conhecer a linguagem e aparentela alargada. Explicava-lhe então
a origem da sua família e das pessoas mais ilustres da linhagem e do clã.
Falavam-lhe também dos amigos e dos inimigos tradicionais esclarecendo sobre as
causas que determinaram as inimizades e amizades com outras famílias. O tio
aconselhava e instruía o sobrinho no comportamento a ter as pessoas dessas
linhagens e clãs para que soubessem proceder em caso de novo milando (o
milandoapodrece). Finalmente, explicava-lhe os segredos que tornava as pessoas
de clã, pessoas honradas, respeitadas e ricas.
Entre
os segredos e os conselhos figuravam o valor da agricultura, do casamento, da
família e uma série e interminável de recomendações de ordem higiénica cívica,
sexual e religiosa.
PREPARATIVOS NA ALDEIA
Quanto
as cerimónias estavam quase a terminar o muene informado no desenrolar dos
ritos no acampamento, reunia-se com os grandes anciãos dos iniciados para
escolher o dia de regresso à aldeia e preparar a festa durante as quais as
famílias uterinas recuperavam os seus jovens. E o muene comunicava então ao seu
povo o regresso dos iniciados. Como é natural a notícia punha em alvoroças
todas familiares dos circuncisados que começavam deste os preparativos para
receber os rapazes, mestres e “acompanhantes”. Os familiares dos iniciados
compravam roupas novas e óleo para as unções depois de banho na floresta para
receber novos membros, o grupo celebrava maior e mais longa festa do ano.
PREPARATIVO NA FLORESTA E REGRESSO A ALDEIA
Verificamos
ao longo das descrições dos ritos iniciáticos, que tanto iniciados assim como
mestre, tiveram repetidas vezes de tomar precauções rituais para salvaguardar
saúde e vida, mesmo à dos seus familiares.
O
fogo, o banho ritual, o novo indumentaria, o nome e os remédios faziam parte da
limpeza definitiva dos jovens poluídos. Eram também exortados a guardarem os
segredos de todas as ocorrências e castigos que tinham sofrido durante as
estadia na floresta.
CERIMÓNIA DE TRONCO
O
povo consistia em saltar um tronco dito Ekulué que colocava na proximidade do
rio os iniciados colocavam-se em filas. Na actual fase cerimónias iniciáticas,
usado de tronco simboliza mais uma vez uma passagem agora a passagem do mundo
para o mundo da floresta, para o mundo cultural da aldeia no qual o iniciado
poderia ter um novo Status.
Os
iniciados ficavam nus e alinhados na margem do rio, neste estado ouviam os
mestres sobre o significado do banho. Este banho, designado pela palavra frio
que nele se sentia na estacão seca durante a qual se realizávamos ritos ou pela
palavra banho de purificação.
CORTEJO
Logo
que o sol nascia os padrinhos conduziam os padrinhos para a aldeia em fila
escondendo os dos olhares das mulheres e das crianças com um pano comprido ou
com uma esteira. Com a esteira pareciam estranhos animais do mato pelo ninguém
podia se reconhecer. Ao encontro do cortejo vinham velhos todas as povoações
vizinhas integravam-se e animavam-no com suas canções alegres e por vezes
mordazes dirigiam-se com frequência.
Quando
o cortejo aproximava nos locais das cerimónias as mães lançavam os gritos de
ELULU de boas vindas.
REGRESSO A CASA DA SUA MÃE
Depois
das cerimónias que acabamos de descrever os rapazes dirigiam-se para as casas,
acompanhados pelos familiares. Chegado a casa os jovens sentavam-se numa
esteira e padrinho tomava um lugar a seu lado então todos os membros da
linhagem presentes e os de mais parentes aliados prestava Homenagem ao novo
membro da comunidade consagrado pelos ritos de iniciação, o primeiro era a mãe
que ao abeirar-se do filho dizia: estou a ver aqui a cara do meu filho, ao
mesmo tempo o entregava uma moenda ao seu tutor. Seguiam-se os tis, os irmãos,
primos e restantes parentes e vizinhos.
Toda
família festejava com uma refeição abundante a grande quantidade de cerveja
tradicional.
Mas
não podia ainda falar com os pais nem o Muene ou qualquer outro notável da
povoação sem que tivesse previamente oferecido qualquer coisa.
VALORES EVIDENCIADOS NOS RITOS DE INICIAÇÃO
A
transmissão vital da infância para o estado adulto, de modo como é vivida nas
sociedades de pequena escala a quem nos referimos no nosso estudo sobre a educação
tradicional, não é somente um fenómeno fisiológico mais representa
fundamentalmente uma transição que abrange todas as dimensões da vida do
individuo. Podemos resumir com dois factores: transformação do jovem em pessoa
adulto e o alcance do próprio lugar Status na sociedade.
Conclusão
Depois
de uma excelente caminhada da investigação do trabalho, conclui-se que a
educação tradicional é um processo de instruir jovens, crianças, á sua própria
cultura, transmissão de ideias, hábitos, costumes de uma determinada sociedade.
A
educação cultural tradicional vira preparar adolescentes para encarar a outra
fase de vida, isto é fase adulta.
Durante
o rito de iniciação os rapazes são instruídos morais sociais, políticos da sua
comunidade.
As
regras de higiene, maneiras de se comportar em casa e na sociedade em viagem e
em diferentes lugares.
Monteiros,
E. (2007). Os senhores da floresta. Ritos de iniciação dos rapazes Macuas e
Lomués, Maputo, Moçambique: campo das letras.
Martinez,
F. (2003). Antropologia cultural. 7ª(edição). Maputo, Moçambique: Paulinas.
www.significados.com.br/educação(17.03.2016;16:35)
www.wikipedia.com/tradição(17.03.2016;16:50)
www.Africanos.eu/ceupe/index.(17.03.2016;17:58)
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