As várias pates da Massa
Ritos
iniciais
Os
ritos que precedem a liturgia da palavra – entrada, saudação, acto penitencial,
Kýrie (Senhor, tende piedade de nós), Glória e oração colecta – têm o carácter
de exórdio, introdução e preparação.
É sua finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los
para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a
Eucaristia.
Em algumas celebrações que, segundo as normas dos livros litúrgicos, se ligam à
Missa, os ritos iniciais omitem-se ou realizam-se de modo específico.
Entrada
47. Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o diácono
e os ministros, inicia-se o cântico de entrada. A finalidade deste cântico é
dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los
no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a
procissão de entrada do sacerdote e dos ministros.
48. O cântico de entrada é executado alternadamente pela
schola e pelo povo, ou por um cantor alternando com o povo, ou por toda a
assembleia em conjunto, ou somente pela schola. Pode utilizar-se ou a antífona
com o respectivo salmo que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples, ou
outro cântico apropriado à acção sagrada ou ao carácter do dia ou do tempo,
cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal[56].
Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona que vem no Missal, ou por
todos os fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou então pelo próprio
sacerdote, que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial (cf. n.
31).
Saudação do altar e da assembleia
49. Chegados ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os
ministros saúdam o altar com inclinação profunda.
Em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam então o altar; e, se for
oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.
50. Terminado o cântico de entrada, o sacerdote, de pé junto
da cadeira, e toda a assembleia fazem sobre si próprios o sinal da cruz; em
seguida, pela saudação, faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor.
Com esta saudação e a resposta do povo manifesta-se o mistério da Igreja
reunida.
Depois da saudação do povo, o sacerdote, ou o diácono, ou outro ministro, pode,
com palavras muito breves, introduzir os fiéis na Missa do dia.
Acto penitencial··51. Em seguida, o sacerdote convida ao
acto penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a
comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do
sacerdote; esta absolvição, porém, carece da eficácia do sacramento da
penitência.
Ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do costumado acto
penitencial pode fazer-se, por vezes, a bênção e a aspersão da água em memória
do baptismo [57].
Kírie, eleison
52. Depois do acto penitencial, diz-se sempre o Senhor,
tende piedade de nós (Kírie, eléison), a não ser que já tenha sido incluído no
acto penitencial. Dado tratar-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e
imploram a sua misericórdia, é normalmente executado por todos, em forma
alternada entre o povo e a schola ou um cantor.
Cada uma das aclamações diz-se normalmente duas vezes, o que não exclui, porém,
um maior número, de acordo com a índole de cada língua, da arte musical ou das
circunstâncias. Quando o Kýrie é cantado como parte do acto penitencial, cada
aclamação é precedida de um «tropo».·
Glória in excelsis
53. O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a
Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro.
Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. É começado pelo
sacerdote ou, se for oportuno, por um cantor, ou pela schola, e é cantado ou
por todos em conjunto, ou pelo povo alternando com a schola, ou só pela schola.
Se não é cantado, é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros
alternadamente.
Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas
solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes.
Oração colecta··54. Em seguida, o sacerdote convida o
povo à oração; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em
silêncio, a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus
e poderem formular interiormente as suas intenções. Então o sacerdote diz a
oração que se chama «colecta», pela qual se exprime o carácter da celebração.
Segundo a tradição antiga da Igreja, a oração dirige-se habitualmente a Deus
Pai, por Cristo, no Espírito Santo[58], e termina com a conclusão trinitária,
isto é, a mais longa, deste modo:
– Se é dirigida ao Pai: Per Dóminum nostrum Iesum Christum Fílium tuum, qui
tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sáecula
saeculórum;
– Se é dirigido ao Pai, mas no fim é mencionado o Filho: Qui tecum vivit et
regnat in unitate Spíritus Sancti, Deus, per omnia sáecula saeculórum;
– Se é dirigido ao Filho: Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spíritus
Sancti, Deus, per omnia sáecula saeculórum.
O povo associa-se a esta súplica e faz sua a oração pela aclamação Amen.
Na
Missa diz-se sempre uma só oração colecta.
* Com a aprovação da Sé Apostólica, nos países de língua portuguesa as orações
concluem todas do mesmo modo:
– Se é dirigida ao Pai: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo;
– Se é dirigido ao Pai, mas no fim é mencionado o Filho: Ele que é Deus
convosco na unidade do Espírito Santo;
– Se é dirigido ao Filho: Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito
Santo.
B) Liturgia da palavra··55. A parte principal da liturgia da
palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos
intercalares. São seu desenvolvimento e conclusão a homilia, a profissão de fé
e a oração universal ou oração dos fiéis. Nas leituras, comentadas pela homilia,
Deus fala ao seu povo[59], revela-lhe o mistério da redenção e
salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio
Cristo está presente no meio dos fiéis [60]. O povo faz suaesta palavra divina com o
silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. Assim
alimentado, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades
de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.
Silêncio··56. A liturgia da palavra deve ser celebrada de
modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer
forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de
silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito
Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela
oração. Pode ser oportuno observar estes momentos de silêncio depois da
primeira e da segunda leitura e, por fim, após a homilia.
Leituras bíblicas
57. Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus
e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia [61]. Convém, por isso, observar uma disposição
das leituras bíblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da
história da salvação; não é lícito substituir as leituras e o salmo
responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos[62].
58. Na celebração da Missa com o povo, as leituras
proclamam-se sempre do ambão.
59. Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não
é presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por
um leitor, mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Se,
porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o
próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idóneo o
sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.
Depois de cada leitura, aquele que a lê profere a aclamação; ao responder-lhe,
o povo reunido presta homenagem à palavra de Deus, recebida com fé e espírito
agradecido.
60. A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da
liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração. Assim o mostra a
própria Liturgia, distinguindo esta leitura das outras com honras especiais,
quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela bênção e oração com
que se prepara para o fazer, quer por parte dos fiéis que, com as suas
aclamações, reconhecem e confessam que é Cristo presente no meio deles quem
lhes fala, e, por isso, escutam a leitura de pé; quer ainda pelos sinais de veneração
ao próprio Evangeliário.
Salmo responsorial··61. A primeira leitura é seguida do
salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si
mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da
Palavra de Deus.
O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do
Leccionário.
Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à
resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio
conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembleia escuta sentada,
ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser
que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao
povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as
várias categorias de Santos, uma selecção de responsórios e salmos, que podem
ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é
cantado. Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para
favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário, também se pode cantar ou o
responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou
aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros.
Aclamação antes da leitura do Evangelho··62. Depois da
leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro
cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a
aclamação constitui um rito ou um acto com valor por si próprio, pelo qual a
assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e
professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela
schola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo
é cantado pela schola ou pelo cantor.
a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos
tomam-se do Leccionário ou do Gradual;
b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que
vem no Leccionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica
no Gradual.
63. No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:
a) Nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático,
ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;
b) No tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o
versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.
c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem
omitir-se.
64. A sequência, que excepto nos dias da Páscoa e do
Pentecostes é facultativa, canta-se antes do Aleluia.·
Homilia
65. A homilia é parte da liturgia e muito recomendada [63]: é um elemento necessário para alimentar a
vida cristã. Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada
Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia, tendo
sempre em conta o mistério que se celebra, bem como as necessidades peculiares
dos ouvintes [64].
66. Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote
celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas
vezes, se for oportuno, também por um diácono, mas nunca por um leigo [65]. Em casos especiais e por justa causa, a
homilia também pode ser feita, por um Bispo ou presbítero que se encontra na
celebração mas sem poder concelebrar.
Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas
celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa
grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento,
Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a
afluência do povo à Igreja [66].
Depois da homilia, observe-se oportunamente um breve espaço de silêncio.
Profissão de fé
67. O símbolo, ou profissão de fé, tem como finalidade
permitir que todo o povo reunido, responda à palavra de Deus anunciada nas
leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia, e que, proclamando a regra
da fé, segundo a fórmula aprovada para o uso litúrgico, recorde e professe os
grandes mistérios da fé, antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia.
68. O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote
juntamente com o povo, nos domingos e nas solenidades. Pode também dizer-se em
celebrações especiais mais solenes.
Se é cantado, é começado pelo sacerdote ou, se for o caso, por um cantor, ou
pela schola; cantam-no todos em conjunto ou o povo alternando com a schola.
Se não é cantado, deve ser recitado conjuntamente por todos ou por dois coros
alternadamente.
Oração universal··69. Na oração universal ou oração dos
fiéis, o povo responde, de algum modo à palavra de Deus recebida na fé e,
exercendo a função do seu sacerdócio baptismal, apresenta preces a Deus pela
salvação de todos. Convém que em todas as Missas com participação do povo se
faça esta oração, na qual se pede pela santa Igreja, pelos governantes, pelos
que se encontram em necessidade, por todos os homens em geral e pela salvação
do mundo inteiro[67].
70. Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:
a) Pelas necessidades da Igreja;
b) Pelas autoridades civis e pela salvação do mundo;
c) Por aqueles que sofrem dificuldades;
d) Pela comunidade local.
Em celebrações especiais – por exemplo, Confirmação, Matrimónio, Exéquias – a
ordem das intenções pode acomodar-se às circunstâncias.
71. Compete ao sacerdote celebrante dirigir da sede esta
prece. Ele próprio a introduz com uma breve admonição, na qual convida os fiéis
a orar, e a conclui com uma oração. As intenções que se propõem, formuladas de
forma sóbria, com sábia liberdade e em poucas palavras, devem exprimir a
súplica de toda a comunidade.
Habitualmente são enunciadas do ambão ou de outro lugar conveniente, por um
diácono, por um cantor, por um leitor, ou por um fiel leigo[68].
O povo, de pé, faz suasestas súplicas, ou com uma invocação comum proferida
depois de cada intenção, ou orando em silêncio.
C) Liturgia eucarística··72. Na última Ceia, Cristo
instituiu o sacrifício e banquete pascal, por meio do qual, todas as vezes que
o sacerdote, representando a Cristo Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e
mandou aos discípulos que fizessem em sua memória, se torna continuamente
presente o sacrifício da cruz[69].
Cristo tomou o pão e o cálice, pronunciou a acção de graças, partiu o pão e
deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo;
este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de Mim». Foi a partir
destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja ordenou toda a celebração da
liturgia eucarística. Efectivamente:
1) Na preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é,
os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos.
2) Na Oração eucarística, dão-se graças a Deus por toda a obra da salvação, e
as oblatas convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo.
3) Pela fracção do pão e pela Comunhão, os fiéis, embora muitos, recebem, de um
só pão, o Corpo e Sangue do Senhor, do mesmo modo que os Apóstolos o receberam
das mãos do próprio Cristo.
Preparação dos dons
73. A iniciar a liturgia eucarística, levam-se para o altar
os dons, que se vão converter no Corpo e Sangue de Cristo.
Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda
a liturgia eucarística[70]; nele se dispõem o corporal, o purificador
(ou sanguinho), o Missal e o cálice, salvo se este for preparado na credência.
Em seguida são trazidas as oferendas. É de louvar que o pão e o vinho sejam
apresentados pelos fiéis. Recebidos pelo sacerdote ou pelo diácono em lugar
conveniente, são depois levados para o altar. Embora, hoje em dia, os fiéis já
não tragam do seu próprio pão e vinho, como se fazia noutros tempos, no entanto
o rito desta apresentação conserva ainda valor e significado espiritual.
Além do pão e do vinho, são permitidas ofertas em dinheiro e outros dons,
destinados aos pobres ou à Igreja, e tanto podem ser trazidos pelos fiéis como
recolhidos dentro da Igreja. Estes dons serão dispostos em lugar conveniente,
fora da mesa eucarística.
74. A procissão em que se levam os dons é acompanhada do
cântico do ofertório (cf. n. 37, b), que se prolonga pelo menos até que os dons
tenham sido depostos sobre o altar. As normas para a execução deste cântico são
idênticas às que foram dadas para o cântico de entrada (cf. n. 48). O rito do
ofertório pode ser sempre acompanhado de canto.
75. O pão e o vinho são depostos sobre o altar pelo
sacerdote, acompanhados das fórmulas prescritas. O sacerdote pode incensar os
dons colocados sobre o altar, depois a cruz e o próprio altar. Deste modo se
pretende significar que a oblação e oração da Igreja se elevam, como fumo de
incenso, à presença de Deus. Depois o sacerdote, por causa do sagrado
ministério, e o povo, em razão da dignidade baptismal, podem ser incensados
pelo diácono ou por outro ministro.
76. A seguir, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar:
com este rito se exprime o desejo de uma purificação interior.
Oração sobre as oblatas··77. Depostas as oblatas
sobre o altar e realizados os ritos concomitantes, o sacerdote convida os fiéis
a orar juntamente consigo e recita a oração sobre as oblatas. Assim termina a
preparação dos dons e tudo está preparado para a Oração eucarística.
Na Missa diz-se uma só oração sobre as oblatas, que termina com a conclusão
breve, isto é: Per Christum Dóminum nostrum; se no fim da oração se menciona o
Filho, diz-se: Qui vivit et regnat in sáecula saeculórum. (V. nota no final do
n. 54).
Oração eucarística
78. Inicia-se então o momento central e culminante de toda a
celebração, a Oração eucarística, que é uma oração de acção de graças e de
consagração. O sacerdote convida o povo a elevar os corações para o Senhor, na
oração e na acção de graças, e associa-o a si na oração que ele, em nome de
toda a comunidade, dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Espírito Santo. O
sentido desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se una a Cristo na
proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício.
79. Como elementos principais da Oração eucarística podem
enumerar-se os seguintes:
a) Acção de graças (expressa de modo particular no Prefácio): em nome de todo o
povo santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe graças por toda a obra da
salvação ou por algum dos seus aspectos particulares, conforme o dia, a festa
ou o tempo litúrgico.
b) Aclamação: toda a assembleia, em união com os coros celestes, canta o
Sanctus (Santo). Esta aclamação, que faz parte da Oração eucarística, é
proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote.
c) Epiclese: consta de invocações especiais, pelas quais a Igreja implora o
poder do Espírito Santo, para que os dons oferecidos pelos homens sejam
consagrados, isto é, se convertam no Corpo e Sangue de Cristo; e para que a
hóstia imaculada, que vai ser recebida na Comunhão, opere a salvação daqueles
que dela vão participar.
d) Narração da instituição e consagração: mediante as palavras e gestos de
Cristo, realiza-se o sacrifício que o próprio Cristo instituiu na última Ceia,
quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho e os deu
a comer e a beber aos Apóstolos, ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de
perpetuar este mistério.
e) Anamnese: em obediência a este mandato, recebido de Cristo Senhor através
dos Apóstolos, a Igreja celebra a memória do mesmo Cristo, recordando de modo
particular a sua bem-aventurada paixão, gloriosa ressurreição e ascensão aos
Céus.
f) Oblação: neste memorial, a Igreja, de modo especial aquela que nesse momento
e nesse lugar está reunida, oferece a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia
imaculada. A Igreja deseja que os fiéis não somente ofereçam a hóstia
imaculada, mas aprendam a oferecer-se também a si mesmos[71] e, por Cristo mediador, se esforcem por
realizar de dia para dia a unidade perfeita com Deus e entre si, até que
finalmente Deus seja tudo em todos[72].
g) Intercessões: por elas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão
com toda a Igreja, tanto do Céu como da terra, e que a oblação é feita em
proveito dela e de todos os seus membros, vivos e defuntos, chamados todos a
tomar parte na redenção e salvação adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo.
h) Doxologia final: exprime a glorificação de Deus e é ratificada e concluída
pela aclamação Amen do povo.
Rito da Comunhão··80. A celebração eucarística é um
banquete pascal. Convém, por isso, que os fiéis, devidamente preparados, nela
recebam, segundo o mandato do Senhor, o seu Corpo e Sangue como alimento
espiritual. É esta a finalidade da fracção e dos outros ritos preparatórios,
que dispõem os fiéis, de forma mais imediata, para a Comunhão.
Oração dominical
81. Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia, que para
os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico; igualmente se pede a
purificação dos pecados, de modo que efectivamente “as coisas santas sejam
dadas aos santos”. O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis
recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o
povo conclui com uma doxologia. O embolismo é o desenvolvimento da última
petição da oração dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a
libertação do poder do mal.
O convite, a oração, o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo, devem
ser cantados ou recitados em voz alta.
Rito da paz··82. Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja
implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana, e os
féis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua, antes de
comungarem no Sacramento.
Quanto ao próprio sinal com que se dá a paz, as Conferências Episcopais
determinarão como se há-de fazer, tendo em conta a mentalidade e os costumes
dos povos. Mas é conveniente que cada um dê a paz com sobriedade apenas aos que
estão mais perto de si.
Fracção do pão
83. O sacerdote parte o pão eucarístico. O gesto da fracção,
praticado por Cristo na última Ceia, e que serviu para designar, nos tempos
apostólicos, toda a acção eucarística, significa que os fiéis, apesar de
muitos, se tornam um só Corpo, pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo,
morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10, 17). A fracção começa
depois de se dar a paz e realiza-se com a devida reverência, mas não se deve
prolongar desnecessariamente nem se lhe deve atribuir uma importância
excessiva. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono.
Enquanto o sacerdote parte o pão e deita uma parte da hóstia no cálice, a
schola ou um cantor canta ou pelo menos recita em voz alta a invocação Cordeiro
de Deus, a que todo o povo responde. A invocação acompanha a fracção do pão,
pelo que pode repetir-se o número de vezes que for preciso, enquanto durar o
rito. Na última vez conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz.
Comunhão··84. O sacerdote prepara-se para receber
frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração em silêncio. Os
fiéis fazem o mesmo orando em silêncio.
Depois o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o
cálice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fiéis, faz
um acto de humildade, utilizando as palavras evangélicas prescritas.
85. É muito para desejar que os fiéis, tal como o sacerdote
é obrigado a fazer, recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na
própria Missa e, nos casos previstos, participem do cálice (cf. n. 283), para
que a Comunhão se manifeste, de forma mais clara, nos próprios sinais, como
participação no sacrifício que está a ser celebrado[73].
86. Enquanto o sacerdote toma o Sacramento, dá-se início ao
cântico da Comunhão, que deve exprimir, com a unidade das vozes, a união
espiritual dos comungantes, manifestar a alegria do coração e realçar melhor o
carácter «comunitário» da procissão daqueles que vão receber a Eucaristia. O
cântico prolonga-se enquanto se ministra aos fiéis o Sacramento[74]. Se se canta um hino depois da Comunhão, o
cântico da Comunhão deve terminar a tempo.
Procure-se
que também os cantores possam comungar comodamente.
87. Como cântico da Comunhão pode utilizar-se ou a antífona
indicada no Gradual Romano, com ou sem o salmo correspondente, ou a antífona do
Gradual simples com o respectivo salmo, ou outro cântico apropriado aprovado
pela Conferência Episcopal. Pode ser cantado ou só pela schola, ou pela schola
ou por um cantor juntamente com o povo.
Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou
pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio
sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis.
88. Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e os
fiéis, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em silêncio. Se se quiser,
também pode ser cantado por toda a assembleia um salmo ou outro cântico de
louvor ou um hino.
89. Para completar a oração do povo de Deus e concluir todo
o rito da Comunhão, o sacerdote diz a oração depois da Comunhão, na qual
implora os frutos do mistério celebrado.
Na Missa diz-se uma só oração depois da Comunhão, que termina com a conclusão
breve, isto é:
– se a oração se dirige ao Pai: Per Christum Dóminum nostrum;
– se se dirige ao Pai mas no fim da oração se menciona o Filho: Qui vivit et
regnat in sáecula saeculórum;
– se se dirige ao Filho: Qui vivis et regnas in saecula saeculórum.
O povo faz suaesta oração por meio da aclamação: Amen.
(V. nota no final do n. 54).
D) Rito de conclusão·
90. O rito de conclusão consta de:
a) Notícias breves, se forem necessárias;
a) Saudação e bênção do sacerdote, a qual, em certos dias e em ocasiões
especiais, é enriquecida e amplificada com uma oração sobre o povo ou com outra
fórmula mais solene de bênção.
b) Despedida da assembleia, feita pelo diácono ou sacerdote;
c) Beijo no altar por parte do sacerdote e do diácono e depois inclinação
profunda ao altar por parte do sacerdote, do diácono, e dos outros ministros.
Entenda a Santa Missa nos
mínimos detalhes
A Missa é a
maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o cristão.i
Santa Missa – Genuflexão da Bendição
Nos dias de hoje, muitos irmãos e irmãs católicos ainda não sabem o
verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa. Alguns vão
apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos
pais na infância. Grande parte deles acabam por abandonar a Igreja
por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma
Celebração da Eucaristia.
Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos sacramentos da
Igreja e portanto, todo católico deve aprender a transmitir o sentido da Santa
Missa aos seus parentes, familiares, amigos e vizinhos. O bom cristão
educa seus filhos na fé, fale de Deus à todos e não tem medo ou vergonha
de professar sua crença.
Muitos católicos não entendem que Deus realmente está presente na missa
e fala diretamente conosco. É preciso tornar-se criança no sentido de inocência
e humildade para participar bem e aproveitar todas as bençãos que provém dos
céus durante a missa. Ao entrarmos na igreja devemos deixar de lado
os problemas e preocupações e nos entregarmos totalmente nas mãos do
Nosso Senhor.
Porque ir à Igreja?
O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos
ensina a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa
e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a
Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É
um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo.
A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é
celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se
alimentam do mesmo Pão, a Eucaristia – que é a Verdadeira presença de Cristo:
Corpo, Alma, Sangue e Divindade. Por outro lado, todos os fiéis formam um só
“corpo”. São Paulo disse aos cristãos: “Agora não há mais judeu nem grego, nem
escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois um só em Cristo
Jesus” (Gl 3,28).
Gestos e atitudes
O homem é corpo e alma. Há nele uma unidade vital. Por isso ele age com
a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra,
o seu silêncio, o seu gesto , tudo é expressão de sua vida. Na Missa fazemos
parte de uma Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos
Céus. Por isso na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos,
cada um no seu cantinho. A nossa fé, o nosso amor e os nossos sentimentos são
manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do corpo e
também do silêncio.
Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à palavra. A Oração não diz
respeito apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também corpo. O corpo
é a expressão viva da alma.
Significado dos gestos e posições
SENTADO: É uma posição cômoda, conveniente para
ouvir e meditar, sem pressa, naquilo que se diz durante a Liturgia da Palavra.
DE PÉ: É uma posição de respeito de quem ouve com atenção
e solenidade. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posição de
orante, como se faz na hora da Leitura do Evangelho)
DE JOELHOS: Posição de adoração a Deus diante do
Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e vinho. Como se faz na
hora da consagração e da prece Eucarística, indicando que algo importante
acontece no altar: O Cristo vivo faz-se VERDADEIRAMENTE presente no Pão e
Vinho, por isso, de joelhos, adoramos nosso Deus.
GENUFLEXÃO (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus
na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir
o Sacrário, que onde o Jesus Eucarístico se encontra, e não porque há na Igreja
imagens de barro e madeira, que são apenas objetos, não tem poder a não ser o
de representar a aparências dos santos de Deus, hoje vivos no céu.
INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é
sinal de adoração.
MÃOS LEVANTADAS: É atitude dos orantes. Significa súplica
e entrega a Deus.
MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de
Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.
SILÊNCIO: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios
da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele
a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
Canto Litúrgico
A liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao
encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que nascido de
Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é mais do que
um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume
todas as nossas orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai,
juntamente com Ele. O canto na Missa está a serviço do louvor de Deus e
de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, para nos ajudar a
rezar. E cada canto deve estar em sintonia como momento litúrgico que se
celebra. O canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração
arrependido; um canto de Ofertório deve nos ajudar a fazer a nossa entrega a
Deus; um canto de Comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e
expressar nossa adoração e ação de graças.
O Sacerdote
O Concílio Vaticano II diz que o padre age “in persona Christ”, isto é,
em lugar da pessoa de Jesus. O padre é presbítero e profeta. Como sacerdote,
administra os sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação da
comunidade, como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e
tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a
Igreja.
O SIGNIFICADO E O VALOR DE CADA PARTE:
Na entrada a Comunidade recebe o celebrante, ao mesmo tempo que responde:
“Eis me aqui Senhor!”, vim para atender o vosso chamado, vim para louvar,
agradecer, bendizer, adorar e estou inteiramente a seu dispor.
Na saudação inicial
o Sacerdote ou Minístro da Eucarístia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus
já se faz presente na celebração, pois ele mesmo disse: “Onde dois ou mais
estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles”.
Livres das preocupações mundanas, nesse momento e nesse lugar sagrado
que é a igreja, o ser humano se torna iluminado na medida em que se coloca
totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os
irmãos e com a Santíssima Trindade.
O SINAL DA CRUZ
Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo
próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja
e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por
isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração
seja eficaz.
Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se
ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem
um endereço:não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o
Cristo, que é o centro de nossa piedade.
O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão “EM
NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”, tem um sentido bíblico. Nome em
sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa
colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.
Nesse momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos
nós temos nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e
Pecador.
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo
diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o
arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com
um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
Quando em nosso dia-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja ela
profissional, social e lazer, nos preocupamos com nossa higiene pessoal e
também com nossa aparência. Quando estamos para participar
em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza de
nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter
uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos
aproximarmos de Jesus.
Assim fazemos um Ato
Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador,
com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não cometê-los mais,
suplicamos a misericórdia de Deus e seu eterno amor, que pela intercessão de
Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.
Após recebermos o perdão de Deus, concedido por sua infinita bondade
através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso
hino de louvor e glória pela graça recebida.
Atenção: O perdão recebido no Ato Penitencial não
significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um
completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote,
principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal. E também não
dá a ninguém que não faça a confissão, o direito a participar da Comunhão.
Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em
pecado grave e que participam todos os domingos da Santa
Eucarístia. Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados
de cometer um pecado maior.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS
O Glória é um hino antiquissimo e venerável, pelo qual a Igreja
glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária.
Louvamos ao Pai a ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de
filhos de Deus.
ORAÇÃO
OREMOS é seguido de uma pausa este é o momento que o celebrante nos
convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça
mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a
oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o
celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após
a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.
3. Liturgia da Palavra
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o
celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior
importância pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma
comunidade reunida como “Povo de Deus”.
A liturgia da Palavra é composta das seguintes fases:
1.
Primeira Leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde
se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que
nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.
2.
Salmo: após a Primeira Leitura, vem o “SALMO RESPONSORIAL”,
é uma resposta à mensagem proclamada para ajudar a Assembléia a rezar e a
meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.
3.
Segunda Leitura: Epistolas – é sempre tirada das Cartas de
Pregação dos Apóstolos (Paulo, Thiago, João etc…) às diversas comunidades e
também a nós, cristãos de hoje.
4.
Canto de Aclamação: terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao
Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a
ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor
que vai nos falar.
5.
O Evangelho de Jesus segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o
tema do dia, toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para
ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar
“dividida” com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma
preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos
falar. A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso
Espírito e alegria para nosso coração.
6.
Homilia: é a interpretação de uma profecia ou a
explicação de um texto bíblico.A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas
de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado
o povo e particularmente os discípulos. Tinha morrido e ressuscitado dos
mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia
continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder
recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os
povos. O sacerdote é esse “homem de Deus”. Na homilia ele “atualiza” o que foi
dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje.
Baseado nas
leituras, sempre relacionadas entre sí, o Sacerdote faz a explicação e reflexão
do que foi ensinado. Esta é uma hora muito importante da Santa Missa pois
é quando aprendemos grandes lições de vida e fazemos o firme propósito de
aplicá-las em nossas vidas. É também a hora em que podemos entender
o poder da Palavra de Deus que nos liberta e faz de nós seus novos apóstolos.
As leituras são escolhidas pela Santa Igreja conforme o tempo que
estamos vivendo, isto é, de acordo com o Calendário Litúrgico: tempo comum,
Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e para missas espeçíficas como
Batísmo, Primeira Comunhão, Crisma, etc..
A comunidade professa sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e
pela liturgia da palavra, confessando crer em toda doutrina Católica, no perdão
dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é a base da religião, o
fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele.
Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de
Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.
5. Oração dos fiéis
A Comunidade unida em um só pensamento e desejo eleva a Deus seus pedidos e
anseios, pedidos coletivos e também pessoais. As orações podem ser
conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja, como por exemplo a Campanha
da Fraternidade. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa
fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas
preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja
pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade.
Assim se torna oração de toda a Igreja.
Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a
presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a
memória do Senhor. Iniciam-se com as oferendas. A comunidade oferece seus
sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a
transformação.
Procissão das Oferendas
As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o
altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem
e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do
povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis.
Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A
nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da
casa de Deus.
Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo
Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e
vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.
O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o
corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas
de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza
divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si,
Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa
com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo
com Ele. O celebrante lava as mãos: essa purificação das mãos significa uma
purificação espiritual do ministro de Deus.
Santo
Prefácio é um hino “abertura” que nos introduz no Mistério Eucarístico.
Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus,
dizendo “Corações ao alto!” É um hino que proclama a santidade de Deus e dá
graças ao Senhor.
O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo… é
tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão
para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios
impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.
A Consagração do pão
e do vinho,
é o momento mais importante da celebração.
Consagração do Pão e Vinho
Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho se transformam em Corpo
e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao
Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e
pronuncia as palavras “TOMAI TODOS E…” O celebrante faz uma genuflexão
para adorar Jesus presente sobre o altar.
Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças
novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: “TOMAI TODOS E…
“FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!” aqui cumpre-se a vontade
expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.
Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário,
e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz. No silêncio
profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está
cruxificado diante de nós. Devemos oferecer a Jesus, nossa
vida, dores, misérias e sofrimentos para ser cruxificado junto com Ele, na
esperança da Salvação e da vida-eterna. Tudo isso não podemos ver
com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.
“Tudo isso é Mistério da fé “
“EIS O MISTÉRIODA FÉ” – Estamos diante do Mistério
de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.
Orações pela Igreja
A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos:
está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como
Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos
os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação
da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos
irmãos, membros da grande Família de Deus.
A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do
rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a
comunidade precisa orar muito por eles.
Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder
do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos
Finalmente, pedimos por nós mesmos como “povo santo e pecador”.
POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO…
Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a
assembléia responde amém.
PAI – NOSSO
O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento
teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido
plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus
discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística.
Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso,
precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu
comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em “comunhão” com meus
irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.
Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante.
Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na
Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.
A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais
que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi
o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim
como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com
Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.
FRAÇÃO DO PÃO
O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro
do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício
e mesma comunhão.
CORDEIRO DE DEUS
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o
“Cordeiro de Deus”.Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e
pedem perdão mais uma vez.
Jesus agora está vivo e presente sobre o altar. É presença real no
meio de nós e se manifesta em bondade e amor.
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como
Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus
Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.
MODO DE COMUNGAR
Quem comunga
recebendo a hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre
colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia
com a mão direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto
na boca. quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é
diretamente na boca.
Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do
Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação,
partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade. Agora seu
Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressucitar dentro
de cada um de nós.
É o momento sagrado em que Jesus fala diretamente conosco, nos ilumina e
dá forças para viver cada vez melhor para podermos refletir sua imagem onde
quer que estejamos.
Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para
interiorização da Palavra de Deus e ação de graças.
É hora da refexão final, tudo que sentimos e vivemos, será completado
pela benção final, pelas mãos do Sacerdote, Deus nos abençoa.
É preciso valorizar
mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina
com a benção.
Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada
momento de seu dia-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada
um de nós.
Estamos fortalecidos e prontos para vivenciar a salvação . Olhando o
mundo de nova maneira, acolhendo bem a todos os irmãos, praticando a caridade e
fraternidade, principalmente com os excluídos deste mundo, aos doentes, presos,
marginalizados e com aqueles que não conhecem a Jesus, ensinando-os a
conhecê-lo. Só ai a Santa Missa terá o verdadeiro sentido e nos fará
caminhar e aproximar-nos cada vez mais da vida eterna junto à Santíssima
Trindade.
9. Considerações Gerais sobre a
Santa Missa
A Missa é uma oração, a melhor das orações; a rainha, como dizia São
Francisco de Sales. Nela reza Jesus Cristo, homem-Deus.
Nós temos apenas de associar-nos. “O que pedirdes ao Pai em meu nome Ele
vo-lo dará”, disse Jesus (Jo 16,23).
São João Crisóstomo disse: durante a Missa nossas orações apóiam-se
sobre a oração de Jesus Cristo. Nossas orações são mais facilmente atendidas,
eficazes, porque Jesus Cristo as oferece ao seu eterno Pai em união com a sua.
Os anjos presentes
oram por nós e oferecem nossa oração a Deus. É o presente mais agradável
que podemos oferecer à Santíssima Trindade. Cada Missa eleva nosso
lugar no céu e aumenta nossa felicidade eterna. Cada vez que olhamos
cheios de fé para a Santa Hóstia, ganhamos uma recompensa especial no céu.
Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as
orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa
traz.
Reflitamos um pouco mais sobre a forma de como cada um participa da
Missa lendo a seguinte história:
Numa certa cidade,
uma bela catedral estava sendo construída. Ela era inteiramente feita de
pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para levantá-la.
Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O
visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro,
carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a
mesma para todos. O que você está fazendo?
– Carregando pedras, disse o primeiro.
– Defendendo meu pão, respondeu o segundo.
Mas o terceiro respondeu:
– Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde meus
filhos aprenderão o caminho do céu.
Essa história relata que apesar de todos estarem realizando a mesma
tarefa, a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece
com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é
diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:
·
Existem
os que vão para cumprir um preceito;
·
Há
os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;
·
E
há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.
Resumindo para compreender melhor cada parte da Missa:
·
Na
entrada, ato Penitencial, Glória, Oração, nós falamos com Deus.
·
Na
Liturgia da Palavra que compreende as 2 leituras, o Evangelho, a Homilia
(Sermão), Deus fala conosco.
·
A
Liturgia Eucarística: Ofertório, Oração Eucarística e a Comunhão é o Coração, o
Centro da Missa.
·
No
ofertório nós apresentamos nossas oferendas, o nosso amor, o nosso ser
representados pelo pão e vinho.
·
Na
oração Eucarística, Jesus consagra nossas oferendas e nos leva consigo até
Deus.
·
Na
comunhão, Deus nos devolve esse Dom. Ao nos unirmos à Cristo unimo-nos
também a todos que estão “em Cristo”, aos outros membros da Igreja.
·
Devemos
medir a eficácia das nossas comunhões pela melhora no nosso modo de ser e agir.
(Leituras recomendadas: Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20; I Cor 11,23-29)
·
No
Rito final Deus nos abençoa e Jesus vai conosco para termos uma vida santa,
iluminada pelo Espírito Santo.
10. Preparação do altar para celebração da
Santa missa
1.
Altar: representa a mesa que Jesus e os Apóstolos
usaram para celebrar a Ceia na Quinta-Feira Santa. O altar representa a mesa da
Ceia do Senhor. Lembra também a cruz de Jesus, que foi como um “altar” onde o
Senhor ofereceu o Sacrifício de sua própria vida. O altar deve ter o sentido de
uma mesa de refeição para celebrar a Ceia do Senhor.
2.
Toalha: lembra a dignidade e o respeito que devem ao
altar. Geralmente branca, comprida. Deve ser limpa, condizente com a grandeza
da Ceia do Senhor
3.
Sacrário: é onde ficam guardadas as âmbulas com Hóstias
Consagradas.
4.
Ostensório: é onde se coloca a Hóstia Consagrada para
Adoração dos fiéis.
5.
Lâmpada do Santíssimo Acesa: indica Jesus presente no sacrário vivo e real,
como está no céu.
6.
Círio Pascal: é uma vela grande, benzida na cerimônia da
Vigília Pascal (Sábado Santo). Indica “Cristo Ressuscitado”, “Luz do Mundo”.
7.
Carrilhão (sino): é acionado para maior atenção no momento mais
solene da Missa, a Consagração.
8.
Cálice: Nele se deposita o vinho que vai ser
transformado em sangue de Jesus. È feito de metal prateado ou dourado.
9.
Patena: é como um pratinho que vai sobre o cálice. Na
patena é colocada a Hóstia Grande, do Celebrante.
10.
Sanguíneo: é uma toalhinha comprida, serve para enxugar o
cálice onde estava o Sangue de Jesus.
11.
Pala: é uma peça quadrada, que serve para cobrir o
cálice com o vinho.
12.
Hóstias: as hóstias grandes e pequenas são feitas de
trigo puro, sem fermento. A grande o padre consagra para si, é a maior para que
todos possam ver.
13.
Âmbula: é igual ao cálice, mas fechada com uma tampa
justa. Nela colocam-se as hóstias dos fiéis que depois serão guardadas no
sacrário.
14.
Galhetas: são duas jarrinhas que contém água e vinho. O
vinho é para a consagração. A água serve para misturar no vinho antes da
consagração, para simbolizar a união da humanidade com a Divindade em Jesus,
lavar os dedos do celebrante e purificar o cálice e as âmbulas depois da
comunhão.
15.
Manustérgio: é para enxugar os dedos do celebrante no
Ofertório.
16.
Corporal: é uma toalha branca quadrada, que vai no centro
no altar. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se a Hóstia consagrada que
é o corpo do Senhor.
17.
Missal: é o livro que o padre usa para ler as orações da
Missa.
18.
Crucifixo: colocado no centro do altar, para lembrar o
sacrifício de Jesus.
19.
Velas acesas: lembra Cristo luz do mundo. A Missa só tem
sentido para quem tem fé.
20.
Flores: as flores simbolizam beleza, amor e alegria.
11. As Vestes Litúrgicas
TÚNICA: É
um manto geralmente branco, longo, que cobre todo do corpo. Lembra a túnica de
Jesus.
ESTOLA: É uma faixa vertical, separada da túnica, a qual
desce do pescoço, com duas pontas na frente. Sua cor varia de acordo com a
Liturgia do dia. Existem quatro cores na Liturgia: verde, branco, roxo e
vermelho. Representa o poder sacerdotal.
CASULA: Vai sobre todas as vestes. É uma veste solene,
que deve ser usada nas Missas dominicais e dias festivos. a cor também varia
conforme a Liturgia do dia.
A MITO: É um pano branco que envolve o pescoço do
celebrante.
CÍNGULO: É um cordão que prende a túnica à altura da
cintura.
12. Glossário Geral dos Objetos Litúrgicos
Eis a seguir uma relação de todos os objetos litúrgicos, é bom para que
se conheça e entenda sua utilização no culto da missa. Alguns destes objetos
talvez você nunca tenha visto e na verdade nem todos são sempre usados. Outros
realmente já caíram em desuso. O importante é perceber o zelo litúrgico que
está por trás da confecção destes objetos. Hoje estão aparecendo novos objetos
litúrgicos: microfone, violão, toca-discos, etc. É importante que estes
instrumentos sejam dignos de culto. Para Deus sempre o melhor!
Antigamente (e há ainda em alguns lugares) colocava-se um crucifixo
pequeno em cima do altar, no meio de duas velas, ou do lado direito ou uma em
cada lado. Agora procura-se deixar somente a toalha no altar; há no lado
esquerdo do altar um local para se colocar a CRUZ PROCESSIONAL e até os
candelabros podem ficar fora do altar no outro lado.
Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no
culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
Altar: Mesa onde é realizada a Ceia Eucarística. Na
liturgia, esta mesa representa o próprio Jesus Cristo.
Ambão: Estante na qual é proclamada a Palavra de Deus.
Alva: Veste litúrgica comum dos ministros ordenados.
Âmbula: Uma espécie de cálice maior, onde são guardadas
as hóstias consagradas. Possui tampa.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores.
Utilizado para levar a imagem dos santos nas procissões.
Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta.
Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele
está no lugar do Cristo Pastor.
Batina: Durante muito tempo foi a roupa, oficial dos
sacerdotes.
Batistério: O mesmo que pia batismal. E onde acontecem os
batizados.
Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
Cálice: Uma espécie de taça, utilizada para depositar o
vinho que será consagrado.
Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da
Consagração.
Capa: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões,
no casamento, no batismo e bênção do Santíssimo. Também conhecida como CAPA
PLUVIAL ou CAPA DE ASPERGES, ou ainda CAPA MAGNA.
Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério
extraordinário da comunhão.
Castiçais: Suportes para as velas.
Casula: E a veste própria do sacerdote durante as ações
sagradas. E usada sobre a alva e a estola. No Brasil, a CNBB aprovou em 1971 o
uso de uma túnica ampla no lugar da casula.
Cadeira do celebrante: Cadeira no centro do presbitério
que manifesta a função de presidir o culto.
Cibório: O mesmo que âmbula, conhecido por píxide.
Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.
Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e
ÔMEGA (Crista: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que
representam as cinco chagas de Crista. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo
Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
Colherinha: Usada para colocar gota de água no vinho e
para colocar incenso no turíbulo.
Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no
centro. Sobre ele é consagrado o pão e o vinho.
Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para
colocar objetos do culto.
Cruz processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas
procissões. Cruz peitoral: Crucifixo dos bispos.,
Custódia: O mesmo que OSTENSORIO.
Estola: É uma tira de pano colocada no ombro esquerdo,
como faixa transversal, pelo diácono, e pendente sobre os ombros pelo
presbítero e bispo. E distintivo dos ministros ordenados. As Estolas são de
quatro cores: branca, verde, vermelha, e roxa, de acordo com a liturgia.
Galhetas: Recipientes onde ficam a água e o vinho durante
a Celebração Eucarística. Podem ser levadas ao altar durante a procissão das
ofertas.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única
finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa “vítima que
será sacrificada”.
Hóstia grande: E utilizada pelo celebrante. É maior
apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da
elevação, após a consagração.
Incenso: Resina de aroma suave, O incenso produz uma
fumaça que sobe aos céus, simbolizando nossa oração.
Jarro: Usado, durante a purificação.
Lamparina: E a lâmpada do Santíssimo.
Lecionários: Livros que contêm as leituras da missa.
Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na
liturgia: lecionários, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar
a hóstia grande dentro do ostensório.
Manustérgio: Toalhinha utilizada para purificar as mãos
antes, durante e depois da ação litúrgica.
Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho
surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
Mitra: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos
bispos. É símbolo do poder espiritual.
Naveta: Recipiente onde é depositado o incenso a ser
usado na liturgia. Tem a forma de um pequeno navio.
Opa: Roupa que distingue os ministros extraordinários da
Comunhão.
Ostensório: Utilizado para expor o Santíssimo, ou para
levá-lo em procissão. Também conhecido como custódia.
Pala: Cobertura quadrangular do cálice.
Patena: Um tipo de pratinho sobre o qual são colocadas as
hóstias para a celebração.
Píxide: O mesmo que âmbula.
Planeta: O mesmo que CASULA.
Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a
celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
Sanguinho: Pequeno pano utilizado para o celebrante
enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
Solidéu: Um pequeno barrete em forma de calota, usada
pelos bispos sobre a cabeça.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para os
doentes.
Túnica ampla: Veste aprovada pela CNBB para o Brasil.
Substitui o conjunto da alva e casula. Deve ser realmente ampla.
Turíbulo: Vaso de metal utilizado para queimar incenso.
Véu do cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice.
Véu dos ombros: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção
do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório. Também é conhecido como
VEU UMERAL.
Véu: E aquele paninho usado para cobrir as âmbulas com as
hóstias consagradas.
AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA
I. O
pão e o vinho para celebrar a Eucaristia
319. Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja utilizou sempre o pão e o vinho com
água para celebrar a Ceia do Senhor.
320. O pão para celebrar a Eucaristia deve ser só de trigo, confeccionado
recentemente e, segundo a antiga tradição da Igreja latina, pão ázimo.
321. A natureza de sinal exige que a matéria da Eucaristia tenha o aspecto de
autêntico alimento. Convém, portanto, que o pão eucarístico, embora ázimo e
apresentando a forma tradicional, seja confeccionado de modo que o sacerdote,
na Missa com participação do povo, possa realmente partir a hóstia em várias
partes e distribuí-las pelo menos a alguns dos fiéis. Todavia, de modo algum se
excluem as hóstias pequenas, quando assim o exija o número dos comungantes ou
outras razões de ordem pastoral. No entanto, o gesto da “fracção do pão” –
assim era designada a Eucaristia na época apostólica – manifesta de modo mais
expressivo a força e o valor de sinal da unidade de todos em um só pão e de
sinal da caridade, pelo facto de um só pão ser repartido entre os irmãos.
322. O vinho para celebrar a Eucaristia deve ser de uvas, fruto da videira (cf.
Lc 22, 18), natural e puro, quer dizer, sem qualquer mistura de substâncias estranhas.
323. Tenha-se grande cuidado em que o pão e o vinho destinados à Eucaristia se
conservem em perfeito estado, isto é, que nem o vinho se azede nem o pão se
estrague ou endureça tanto que se torne difícil parti-lo.
324. Se depois da consagração ou no momento da Comunhão o sacerdote advertir
que, no cálice, em vez de vinho estava água, deite esta num recipiente, ponha
vinho e água no cálice e consagre-o, proferindo só as palavras da narração
referentes à consagração do cálice, sem ter de consagrar novamente o pão.
II. Alfaias sagradas em geral
325. Tal como para a construção das igrejas, também, no que se refere a todas
as alfaias sagradas, a Igreja admite as formas de expressão artística próprias
de cada região e aceita as adaptações que melhor se harmonizem com a
mentalidade e as tradições dos diversos povos, contanto que correspondam
adequadamente ao uso a que as mesmas alfaias sagradas se destinam[135]
Também neste sector se deve buscar com todo o empenho aquela nobre simplicidade
que tão bem condiz com a arte verdadeira.
326. Nas alfaias sagradas, além dos materiais tradicionalmente usados, podem
utilizar-se outros que, de acordo com a mentalidade da nossa época, se
consideram nobres, resistentes e adaptados ao uso sagrado. Nesta matéria, é à
Conferência Episcopal que compete julgar para cada região (cf. n. 390).
III. Os vasos sagrados
327. Entre os objectos requeridos para a celebração da Eucaristia, merecem
respeito particular os vasos sagrados e, entre eles, o cálice e a patena, que
servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho.
328. Os vasos sagrados devem ser fabricados de metal nobre. Se forem fabricados
de metal oxidável, ou menos nobre que o ouro, normalmente devem ser dourados
por dentro.
329. O juízo das Conferências Episcopais, e com a confirmação da Sé Apostólica,
os vasos sagrados também podem ser fabricados com outros materiais sólidos e
que sejam, segundo o modo de sentir de cada região, mais nobres, por exemplo, o
marfim ou certas madeiras muito duras, contanto que sejam adequadas para o uso
sagrado. Neste caso, dê-se preferência aos materiais que não se quebrem nem
deteriorem facilmente. Isto vale para todos os vasos destinados a receber as
hóstias, como a patina, a píxide, a caixa-cibório, a custódia e semelhantes.
330. Quanto aos cálices e outros vasos, destinados a receber o Sangue do
Senhor, a copa deve ser de material que não absorva os líquidos. O pé do cálice
pode ser de outra matéria sólida e digna.
331. Para a consagração das hóstias, pode usar-se convenientemente uma patina
maior, na qual se põe o pão não só para o sacerdote e o diácono, mas também para
os outros ministros e fiéis.
332. Quanto à forma dos vasos sagrados, compete ao artista fabricá-los do modo
que melhor se coadune com os costumes de cada região, contanto que sejam
adequados ao uso litúrgico a que se destinam, e se distingam claramente
daqueles que se destinam ao uso quotidiano.
333. Para a bênção dos vasos sagrados, sigam-se os ritos prescritos nos livros litúrgicos [136]
334. Mantenha-se o costume de construir na sacristia um sumi doiro, no qual se
lance a água da ablução dos vasos sagrados e dos corporais e sanguíneos (cf. n.
280).·
IV. As vestes sagradas
335. Na Igreja, Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham as mesmas
funções. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia é significada
externamente pela diversidade das vestes sagradas, as quais, por isso, são
sinal distintivo da função própria de cada ministro. Convém, entretanto, que
tais vestes contribuam também para o decoro da acção sagrada. As vestes usadas
pelos sacerdotes e diáconos assim como pelos ministros leigos sejam
oportunamente benzidas antes de serem destinadas ao uso litúrgico, de acordo
com o rito descrito no Ritual Romano [137]
336. A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos, seja
qual for o seu grau, é a alva, que será cingida à cintura por um cíngulo, a não
ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Se
a alva não cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pescoço, pôr-se-á o anito
antes de a vestir. A alva não pode ser substituída pela sobrepeliz, nem sequer
quando esta se envergar sobre a veste talar, quando se deve vestir a casula ou
a Dalmácia, nem quando, segundo as normas, se usa apenas a estola sem casula ou
Dalmácia.
337. A veste própria do sacerdote celebrante, para a Missa e outras acções
sagradas directamente ligadas com a Missa, salvo indicação em contrário, é a
casula ou planeta, que se veste sobre a alva e a estola.
338. A veste própria do diácono é a Dalmácia, que se veste sobre a alva e a
estola; contudo, por necessidade ou por menor grau da solenidade, a Dalmácia
pode omitir-se.
339. Os acólitos, leitores e outros ministros leigos podem vestir a alva ou
outra veste legitimamente aprovada pela Conferência Episcopal em cada região
(cf. n. 390).
340. O sacerdote põe a estola em volta do pescoço, deixando-a cair diante do
peito. O diácono põe a estola a tiracolo, deixando-a cair do ombro esquerdo,
sobre o peito, e prendendo-a do lado direito do corpo.
341. O pluvial, ou capa de asperges, é usado pelo sacerdote nas procissões e
outras funções sagradas, segundo as rubricas próprias de cada rito.
342. Quanto à forma das vestes sagradas, as Conferências Episcopais podem
definir e propor à Sé Apostólica as adaptações que entendam corresponder melhor
às necessidades e costumes de cada região[138]
343. Na confecção das vestes sagradas, além dos materiais tradicionalmente
usados, é permitido o uso de fibras naturais próprias de cada região, bem como
de fibras artificiais, contanto que estejam de harmonia com a dignidade da
acção sagrada e da pessoa. Nesta matéria, o juízo compete à Conferência Episcopal[139]
344. A beleza e nobreza da veste sagrada devem buscar-se e pôr-se em relevo
mais pela forma e pelo material de que é feita do que pela abundância dos
acrescentos ornamentais. Os ornamentos podem apresentar figuras, imagens ou
símbolos, que indiquem o uso sagrado das vestes, excluindo tudo o que possa
destoar deste uso.
345. A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir
externamente de modo mais eficaz, por um lado, o carácter peculiar dos
mistérios da fé que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida cristã
ao longo do ano litúrgico.
346. Quanto à cor das vestes sagradas, mantenha-se o uso tradicional, isto é:
a) Usa-se a cor branca nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do
Senhor. Além disso: nas celebrações do Senhor, excepto as da Paixão, nas
celebrações da bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos, dos Santos não Mártires,
nas solenidades de Todos os Santos (1 de Novembro), de S. João Baptista (24 de
Junho), nas festas de S. João Evangelista (27 de Dezembro), da Cadeira de S.
Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de S. Paulo (25 de Janeiro).
b) Usa-se a cor vermelha no Domingo da Paixão (ou de Ramos) e na Sexta-Feira da
Semana Santa, no Domingo do Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor,
nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos
Mártires.
c) Usa-se a cor verde nos Ofícios e Missas do Tempo Comum.
d) Usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos
Ofícios e Missas de defuntos.
e) A cor preta pode usar-se, onde for costume, nas Missas de defuntos.
f) A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do
Advento) e Laetare (IV da Quaresma).
g) Nos dias mais solenes podem usar-se paramentos festivos ou mais nobres,
ainda que não sejam da cor do dia.
As Conferências Episcopais podem, no que respeita às cores litúrgicas,
determinar e propor à Sé Apostólica as adaptações que entenderem mais conformes
com as necessidades e a mentalidade dos povos.
347. As Missas rituais celebram-se com a cor própria ou branca ou festiva; as
Missas para várias necessidades com a cor do dia ou do Tempo, ou então com a
cor roxa, se trata de celebrações de carácter penitencial, como por exemplo, as
Missas para o tempo de guerra ou revoluções, em tempo de fome, para a remissão
dos pecados (nn. 31, 33, 38); as Missas votivas celebram-se com a cor
correspondente à Missa celebrada ou também com a cor própria do dia ou do
Tempo.
V. Outras alfaiais destinadas ao uso da Igreja
348. Além dos vasos sagrados e das vestes sagradas, para os quais está
prescrita determinada matéria, todas as outras alfaias destinadas ao uso
litúrgico,[140] ou a qualquer título admitidas na igreja,
devem ser dignas e adequadas ao fim a que se destinam.
349. Há-de procurar-se de modo particular que os livros litúrgicos,
principalmente o Evangeliário e os Leccionários, destinados à proclamação da
Palavra de Deus e que por isso gozam de veneração especial, sejam de facto, na
acção litúrgica, sinais e símbolos das coisas do alto e, por isso
verdadeiramente dignos, de boa qualidade e belos.
350. Acima de tudo há-de prestar-se a maior atenção àquilo que, na celebração
eucarística, está directamente relacionado com o altar, como são, por exemplo,
a cruz do altar e a cruz que é levada na procissão.
351. Tenha-se grande cuidado em respeitar, mesmo nos objectos de menor
importância, as exigências da arte, aliando sempre a limpeza a uma nobre
simplicidade.
Deus lo Vult!
Dignare me laudare Te, Virgo Sacrata – da mihi
virtutem contra hostes tuos!
Atenção, este artigo foi publicado 3 anos 13 dias
atrás.[Utilidade pública. Vi no Facebook; serve,
naturalmente, não apenas para os fiéis que assistem à Santa Missa na Forma
Extraordinária do Rito Romano como também para todos os que entram em um Templo
Católico, na Casa de Deus, independente da celebração específica que estejam
assistindo. Afinal, a Missa é a Cruz. Há um só Calvário, há uma só Missa, e
toda Missa deve ser tratada com o respeito que é devido ao Sacrifício
Propiciatório de Cristo-Deus em favor de nós.]
O CRISTÃO NA
“CASA DE DEUS”
1 – Bem sabe o cristão que nossos
templos são lugares sagrados. Igualmente sabe que nas Igrejas católicas mora o
Deus eterno e omnipotente, real e verdadeiro, embora se oculte aos nossos olhos
materiais sob os véus eucarísticos.
Na Igreja, portanto, deve haver todo respeito,
o maior silêncio e devoção.
3 – Quando o cristão entra na
Igreja, vai logo fazer uma devota genuflexão diante do altar do Santíssimo, que
é fácil reconhecer, pois diante dele arde continuamente uma lâmpada, e aí adora
o seu Deus na Eucaristia. Para Jesus Sacramentado deve estar polarizada a
atenção, a fé, o amor dos fiéis.
6 – As senhoras devem estar na
Igreja com a cabeça coberta, principalmente na recepção dos sacramentos. Os
vestidos devem ser discretos e modesto. Nada de decotes exagerados e vestidos
sem mangas.
8 – Ninguém deve sair da Igreja
durante o sermão. Isto incomoda o auditório e o pregador e constitui grande
falta de educação.
9 – Não se pode ficar sentado nem
sair da Igreja durante a bênção do Santíssimo, que aliás dura poucos minutos.
11 – Eis algumas faltas de educação
que ainda devemos evitar na Igreja: Conversar, cochicar, rir – olhar para os
que entram ou saem – fixar curiosamente as pessoas – perturbar, como quer que
seja, as pessoas que rezam – cuspir no chão – assoar-se com estrondo – fazer
ruído com os bancos ou cadeiras – ajoelhar ou assentar-se desajeitadamente –
cruzar as pernas – estar de mãos nos bolso – cumprimentar ostensivamente os
amigos (basta um aceno de cabeça) – não tomar parte nas práticas e orações em
comum – gritar ou arrastar a voz nas orações ou cânticos – não guardar silêncio
e respeito durante os casamentos, baptizados e exéquias – fazer algazarra na
porta ou nas proximidades – enfim tomar atitudes que revelem falta de fé ou de
educação.
Símbolos
e objetos litúrgicos
"A
Eucaristia é um mistério altíssimo, é propriamente o Mistério da fé, como se
exprime a Sagrada Liturgia: Nele só, estão concentradas, com singular riqueza e
variedade de milagres, todas as realidades sobrenaturais. [...] Sobretudo deste
Mistério é necessário que nos aproximemos com humilde respeito, não dominados
por pensamentos humanos, que devem emudecer, mas atendo-nos firmemente à
Revelação divina" (carta encíclica Mysterium Fidei).
As
palavras do papa Paulo VI ajudam-nos a compreender o papel da sagrada liturgia.
Somos, por natureza, apegados aos sentidos. Diante de uma realidade
sobrenatural, como o é a santa missa, a liturgia vem em nosso socorro, para
que, através de símbolos e gestos concretos, alcançemos o entendimento daquilo
que pela fé cremos. Não que se exija do fiel que o mistério seja plenamente
entendido, pois este é, antes, para ser crido, mais que explicado; mas,
iluminados pela sagrada liturgia, possamos dirigir a Deus o culto de adoração
que lhe é devido, de modo que a nossa oração seja um espelho fiel da nossa fé.
Um
símbolo litúrgico será necessariamente simples, pois a realidade que ele nos
faz penetrar é também simples, como o é o Criador de todos os mistérios.
Portanto, não desprezemos os gestos, as palavras ditas, as vestes, o sagrado
rito, por sua simplicidade, para não corrermos o risco de desprezarmos também o
mistério que esses símbolos escondem e apontam. Se um homem enamorado devota às
cartas de sua namorada o amor que dirige à sua autora, muito mais devemos nós,
também, zelar para que a santa missa seja sempre honrada e respeitada, em toda
a sua inteireza.
OBJETOS LITÚRGICOS
Os
objetos litúrgicos, também chamados de "alfaias", são aqueles que
servem ao culto divino e ao uso sagrado, razão pela qual não podem ser
manuseados de modo displicente, muito menos de forma desrespeitosa. Os objetos
usados no culto divino devem ser feitos de materiais nobres, ornados de tal
forma que invoquem a riqueza dos mistérios que eles servem.
A
encíclica Sacrosanctum Concilium
assim descreve a importância da dignidade dos objetos utilizados na liturgia: "A Igreja preocupou-se com muita
solicitude em que as alfaias sagradas contribuíssem para a dignidade e beleza
do culto". Dessa forma, não cumpre o papel a que se propõe,
objectos que não exaltem essa dignidade, tais como cálices de vidro comum ou
patinas improvisadas, feitas de materiais desprovidos de valor. Vamos conhecer os
objetos mais importantes:
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Âmbula - também chamada de cibório ou píxide; é utilizada para a conservação
e distribuição das hóstias consagradas aos fiéis.
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Cálice - recipiente onde se consagra o vinho durante a missa.
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Patena - pequeno prato, geralmente de metal, utilizado na consagração do pão.
Também é usada na distribuição da comunhão, para prevenir a possibilidade
de queda das partículas consagradas ou partes delas.
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Teca - pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a Eucaristia para
os doentes.
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Hóstia - pão não fermentado (ázimo) circular. Ao pão maior chamamos hóstia,
consagrada e consumida pelo sacerdote durante a missa. Aos menores,
consagrados e distribuídos aos fiéis, chamamos partículas. Essas,
uma vez guardadas no sacrário para adoração dos fiéis, e que são consumidas
na missa seguinte, chamamos reserva eucarística.
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Turíbulo - é o objeto utilizado na incensação. Nele é colocado o incenso,
uma resina aromática, sobre a brasa. O incenso, que simboliza a oração
elevada a Deus, é depositado no turíbulo, pelo sacerdote, e guardado na naveta,
um pequeno vaso utilizado para o seu transporte.
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Crucifixo - além da cruz processional, que abre a procissão de entrada, há um
crucifixo menor, que fica sobre o altar, durante aa missa.
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Galhetas - dois recipientes para a colocação da água e do vinho, para a
celebração da missa.
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Corporal - tecido em forma quadrangular sobre o qual se coloca o cálice com o
vinho e a patena com o pão.
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Pala - cartão quadrado, revestido de pano, utilizado para cobrir a patena e
o cálice.
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Sangüíneo - ou purificatório. É um tecido retangular com o qual o sacerdote,
depois da comunhão, limpa o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.
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Manustérgio - toalha com que o sacerdote enxuga as mãos no rito do lavabo.
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Caldeirinha e aspersório - a caldeirinha é o recipiente utilizado para colocar água benta para
a aspersão. O aspersório é um pequeno bastão metálico com o qual a água
benta é aspergida.
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Ostensório - é o objeto que serve para expor o Santíssimo para a adoração dos
fiéis e também para dar a bênção eucarística. Nele há a parte central fixa,
chamada de custódia, que contém uma parte móvel, transparente,
circular, a luneta, onde se coloca a hóstia consagrada para
adoração.
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Círio Pascal - uma vela grande, benzida na missa solene da Vigília Pascal, no
Sábado Santo. É utilizado nas missas celebradas durante o Tempo Pascal e
também, no ano inteiro, nos batizados. Representa, na liturgia, a luz de Cristo.
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Além
desses objetos, há também os castiçais, candelabros, velas, a bacia a jarra,
utilizadas no rito do lavabo, um pouco antes do ofertório. Tais objetos devem
ser confeccionados com o mesmo decoro e bom gosto que se exigem dos demais
objetos sagrados.
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LIVROS
UTILIZADOS NA MISSA
Os primeiros cristãos
guardavam os livros sagrados com todo o cuidado e não permitiam que caíssem
nas mãos dos infieis. No tempo das perseguições, o ato de entregá-los às
autoridades pagãs era considerado uma fraqueza. Os nossos livros litúrgicos,
à semelhança dos demais objetos utlizados no culto divino, devem ser ornados
de tal forma que apontem para o tesouro que eles encerram: a Palavra de Deus.
São usados normalmente
dois livros litúrgicos: o missal, no altar, colocado perto do corporal, e o
Lecionário, no ambão, para as leituras.
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Missal - livro utilizado pelo sacerdote.
Lecionário - contém as leituras. Pode ser dominical (domingos
e dias de festa), semanal (leituras dos dias de semana) ou santoral
(sonelidades da memória dos santos e leituras específicas para a
administração de sacramentos).
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Evangeliário
- é o livro que contém o texto do evangelho para as celebrações dominicais e
para as grandes solenidades.
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VESTES LITÚRGICAS
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Alva - é uma túnica longa, de cor branca, amarrada na cintura por um cordão
grosso chamado cíngulo.
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Amito - é uma peça que o sacerdote põe sobre os ombros ao se vestir com os
paramentos para a celebração eucarística. É posto antes da alva.
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Casula - é exclusiva do sacerdote. Trata-se de um manto que se veste sobre a
alva e a estola. O diácono usa a dalmática, sobre a alva e a estola.
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Estola - veste litúrgica do sacerdote. A estola fica encoberta quase
totalmente pela casula. A estola do diácono difere da do sacerdote: é
colocada em diagonal, correndo do ombro esquerdo à cintura direita.
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Véu umeral - manto ricamente ornado, usado pelo sacerdote na bênção do
Santíssimo. Durante as procissões, ao conduzir o Santíssimo, o sacerdote
usa a capa pluvial.
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Cruciferário: O acólito que leva a cruz nas cerimônias litúrgicas
Cerimoniário: O acólito que dirige as cerimônias litúrgicas
Turiferário: O acólito que leva o turíbulo
Naveteiro: O acólito que leva a naveta (pequeno vaso onde se serve o
incenso para os turíbulos).
VESTES:
Para lidar com coisas santas e sagradas, são
usados na celebração objectos, vestes e outros sinais que realçam e apontam a
sacralidade daquilo que se celebra. As vestes, objetos e outros elementos não
são "enfeites", mas cada um traz um significado que está de acordo
com a dignidade do momento sagrado que se celebra.
A variedade das vestes ou paramentos
litúrgicos serve para manifestara diversidade dos ministérios (indicações
hierárquicas) exercidos na liturgia. As vestes querem nos dar o sentido de
revestir-se de Cristo, de sua autoridade, do seu serviço. O cristão, procura
imitar o Cristo, seu divino modelo.
A beleza e a nobreza das vestes resultam do
tecido e da forma; se houver ornatos, sejam figuras ou símbolos que indiquem o
uso sagrado. As cores devem visar manifestar o caráter dos mistérios
celebrados, conforme desenrolar do ano litúrgico.
Vejamos:
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Túnica
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Alva
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É
a veste oficial do padre durante as celebrações que ele preside. A túnica é
uma veste branca, embora possa ser de outras cores (dentro de um certo bom
censo), a qual esconde a individualidade do sacerdote, para que nele se possa
perceber o próprio Cristo que preside o Sacrifício. A túnica lembra que o
sacerdote que foi, no batismo revestido de Cristo, se reveste agora
simbolicamente do homem novo (para presidir o Sacrifício Eucarístico).
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É uma veste branca como a túnica, porém é
usada juntamente com a casula, vindo sob ela.
A alva, juntamente com a casula, dá um
caráter mais solene às celebrações.
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Estola
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Casula
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É
uma faixa vertical (para padre) ou diagonal (para diácono). A estola do padre
pode ter duas faixas ou três. Ele a usa sobre os ombros com duas pontas
caindo para frente. Ela simboliza o serviço sacerdotal que o padre realiza
como ministro (servidor) de Cristo. Sua cor varia conforme a liturgia.
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É
uma veste mais solene que cobre tanto a alva como a estola. É a veste própria
do padre (diácono não pode usá-la), não tem costura nos lados e é usada nas
Missas dominicais e dias festivos. A cor varia conforma a liturgia.
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Dalmática
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Hóstia
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É a veste própria do diácono. É colocada
sobre a alva (túnica) e a estola. É utilizada na celebração da missa. Aberta
dos lados, tem as mangas largas e curtas. A cor também varia de acordo com a liturgia.
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É
o pão de trigo puro. Há uma hóstia maior usada pelo presidente da celebração
e várias menores que são consagradas para a comunhão da assembléia. A hóstia
grande é para ser vista de longe, na elevação (durante a consagração), e ser
partida durante a oração do Cordeiro para ser comungada juntamente com as
pequenas.
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Vinho
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Cálice
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É
vinho puro de uva. Normalmente é conhecido como "vinho canônico"
por estar de acordo com as normas (cânon) da Igreja.
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É
uma taça revestida de ouro, prata ou outro material que os imite. Ele deve
apontar para a excelência e grandiosidade do conteúdo que nele é oferecido.
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Patena
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Âmbula
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É
um pratinho de metal que acompanha o cálice, normalmente de material
semelhante.
Sobre
ela é colocada a hóstia grande ( e em alguns casos, também algumas pequenas).
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É
um vasos que tem tampa e serve para conduzir ou guardar as hóstias a serem
distribuídas para o povo. Algumas são ornamentadas e cobertas com um véu
quando ficam com a reserva eucarística (hóstias consagradas que não foram
comungadas durante a Missa), o véu aponta o respeito e a excelência do
alimento sagrado que trazem dentro de si.
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Água
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Pala
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É
água natural. Serve para purificar as mão do sacerdote durante a cerimônia do
lavabo e ser misturada no vinho, na preparação das oferendas, para simbolizar
a humanidade que se une à divindade de Cristo (vinho). Também é usada na
purificação do cálice e das âmbulas após a comunhão.
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É
uma peça quadrada, dura, normalmente de linho engomado, que serve para cobrir
o cálice, evitando que caia dentro dele alguma sujeira.
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Sanguinho ou Sanguineo
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Corporal
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É
uma toalha pequena e branca que serve para enxugar o cálice no momento da
purificação e retirar das âmbulas os fragmentos que lá ficaram após a
comunhão e que são colocados no cálice.
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Toalha
maior e quadrada. Chama-se deste modo porque sobre ele se coloca o Corpo e o
Sangue do Senhor.
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Galetas
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Credência
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Duas
pequenas jarras de vidro ou outo material. Uma tras a água e a outra o vinho.
Elas estão sempre juntas, em um pratinho ou outro objeto na credência.
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Pequena
mesa que fica ao lado do altar, onde ficam depositados os objetos a serem
usados durante a celebração.
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Manustérgio
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Missal
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Pequena
toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote e dos ministros na
cerimônia do lavabo. Vem do latim "manus" = mãos.
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Livro
que contem os ritos da Missa e todas as orações necessárias para se celebrar
a eucaristia.
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Lecionário
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Crucifixo
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Livro
que contém as leituras e salmos da Sagrada Escritura, organizados de acordo
com a liturgia do ano litúrgico. São três: dominical (leituras dos domingos);
semanal (leituras dos dias de semana) e santoral (leituras para festas de
santos).
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Em
todo lugar onde se celebra a Eucaristia, deve haver um crucifixo para lembrar
que a Ceia do Senhor é inseparável do Seu sacrifício Redentor na cruz.
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Velas
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Flores
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Estão
presentes para nos lembrar a fé que reúne e a presença de Cristo, luz do
mundo. Lembra a luz recebida no batismo.
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Mais
presentes aos domingos e demais celebrações festiva para nos recordar a
alegria de se reunir ao redor da mesa do Senhor. Não devem ser colocadas
sobre o altar, mas ao lado. Nunca devem ser colocadas sobre o sacrário.
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Altar
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É
o centro da celebração e da Igreja. Representa o próprio Cristo que se tornou
altar e cordeiro. Lembra a mesa da Ceia do senhor, também lembra a cruz de Jesus,
que foi como altar onde o Senhor ofereceu o sacrifício da própria vida. Deve
estar em destaque na Igreja e ser tratado sempre com muito respeito. Antes,
sempre se comparava o altar com o calvário, onde Cristo nos redimiu e nos
salvou, e assim continua fazendo pela renovação de seu sacrifício na
celebração da Missa.
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AS insígnias episcopais
As Insígnias
Episcopais:
Anel, Cruz peitoral, mitra e báculo.
Contemplemos juntos, à vol d’oiseau,
certos aspectos de algumas das mais importantes insígnias episcopais. Com
efeito, sendo o Bispo Príncipe da Igreja e sucessor dos Apóstolos, é natural
que tenha – assim como os príncipes terrenos – símbolos que, de alguma forma,
traduzam materialmente a realidade sobrenatural da excelência de sua condição.
Trataremos aqui das quatro insígnias que atualmente mais representam ao Bispo:
o anel, a cruz peitoral, a mitra e o báculo.
O Anel Episcopal
Anel
episcopal
Em todos os tempos e
em praticamente todos os povos, o anel personificou o símbolo de autoridade, de
dignidade e de preeminência: ele é para a mão o que é a coroa para a cabeça. De
igual modo, o anel episcopal contém estas características, uma vez que ele
reflete a eminente autoridade, a dignidade e a preeminência do prelado que o
porta. Ademais, também é ele um símbolo da aliança espiritual que une o Bispo
com sua Igreja; com efeito, ele o leva na mão direita (no dedo anular) pois é
com esta que abençoa suas ovelhas. Como penhor de lealdade e como símbolo de
seu desponsório com a Santa Igreja – de sua fidelidade à Esposa de Cristo –
utiliza um anel. Desde tempos remotos a Igreja fez esta correlação. Santo
Optato de Mileva (século IV), sobre o anel episcopal, já escrevia que seu uso
pelo Bispo servia para que se reconhecesse que ele era esposo da Igreja[1].
Dentre os Bispos há um
que se sobrepassa, por sua missão e comunicação com o Espírito Santo: o Bispo
de Roma, o Papa. A tão excelente prelado cabe um anel todo especial: o chamado
“anel do Pescador”, que, por sua vez, também representa a Missão do Sumo Pontífice,
ou seja, missão de ser pescador de homens, e salvá-los da morte, com a rede do
Evangelho. É o que nos ensinou Bento XVI, na homilia na qual ele mesmo recebeu
o anel do pescador: “A rede do Evangelho tira-nos para fora das águas da morte
e conduz-nos ao esplendor da luz de Deus, na verdadeira vida. É precisamente
assim na missão de pescador de homens.”[2]
A Cruz Peitoral
Cruz
peitoral
Outro importante
símbolo episcopal é a Cruz Peitoral, cujo uso remonta ao século XIII, e que
contém em seu interior – geralmente – relíquias de Santos Mártires.[3] Pendendo de seus ombros, tal
cruz está constantemente diante do Prelado, o que serve para lembrá-lo a todo
instante, de Cristo Senhor Nosso, que morreu por ele no Calvário; e a fé que
ele professa com seu próprio sangue.
Sobre a história do
uso da Cruz peitoral[4], sabe-se que já para os
primeiros cristãos, era costume portar algum objeto sagrado que servia para
evocar a lembrança de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando era grande o perigo, às
vezes traziam no peito a Santíssima Eucaristia. Mais tarde, tendo diminuído as
perseguições, passou-se a usar a cruz no peito, como sinal claro e distintivo
de fiel cristão. A partir do século XIII, como dissemos, o uso da Cruz Peitoral
passoa ser sinal distintivo próprio aos Bispos
A Mitra
Solideu
Mitra
Desde o Antigo Testamento vemos o costume dos Sumos Sacerdotes portarem
uma cobertura para a cabeça, como encontramos no livro do Levítico, onde há uma
referência aos filhos de Aarão: “Depois mandou que se aproximassem os filhos de Aarão, e os revestiu de
túnicas e de cinturas, pondo-lhes também mitras[5] nas
cabeças, como o Senhor lhe tinha ordenado” (8,13).
Igualmente os cristãos
empregaram um chapéu sacerdotal, que logo foi reservado aos Bispos, como nos
explica LECLERCQ: “Os
cristãos fizeram igualmente o uso de um chapéu sacerdotal, tanto no Ocidente
como no Oriente […]; sendo, entretanto, em todos os lugares reservado aos
bispos, e tendo por nome μίτρα (mitra).”[6]
A mitra é um dos mais
nobres símbolos dos príncipes da Santa Igreja, seu uso remonta, enquanto
insígnia episcopal, ao ano 1000, sendo antes desta data utilizada por alguns
Bispos, e depois, de uso universal na Igreja. É a opinião de alguns autores,
como o Cardeal Bona[7], que crê também que é por volta
do século X que ela tomou sua forma atual – ao menos nas linhas gerais.
Sendo a mitra,
antigamente, como uma coroa, constata-se[8] que ela se transformou, até
tomar a forma característica de hoje. Tais mudanças devem-se a vários fatores
de ordem prática, como, por exemplo, o contato imediato do metal gélido com a
cabeça, o que causava grandes inconvenientes – sobretudo no inverno europeu.
Leve-se em conta também que quem a portava era geralmente um venerável prelado,
a quem os anos pesavam, portanto, senão todos, ao menos muitos já não tinham
mais fisicamente o vigor da juventude. Isso se refletia na calvície de suas
respeitáveis frontes, fazendo aumentar o desconforto do contato da pele com o
metal enregelado. Enfim, o peso, a estética e a maneabilidade (julgue-se pela
quantidade de vezes que o Bispo deve tirar, ou colocar a mitra em cerimônias)
acabaram por burilar a antiga mitra, até obtermos sua forma atual. Recorde-se
que seus dois lados, os quais se encontram no cume, desenhando uma ponta,
simbolizando juntos a sabedoria que deve ter o Bispo, acerca de cada um dos
dois Testamentos.[9]
Outro fator importante
é sua cor: branca. A cor alva significa a castidade do prelado, ele a porta
sobre a cabeça, pois é nela que se encontram os cinco sentidos, pelos quais o
brilho da pureza pode ser tão facilmente maculado. É inclusive para protegê-los
que os Bispos portam a mitra da castidade.[10]
Por último, cumpre
rememorar o que, muito belamente, expressa DURAND, a saber:
“O Bispo abençoa, com a cabeça recoberta com a
mitra; ele executa então uma função toda divina. Deus abençoa por seu ministério;
mas, quando ele reza, ele a retira: é então o homem que se humilha diante de
Deus. O mesmo acontece quando ele incensa, pois o incensamento significa as
orações dos santos, oferecidas a Deus pelo pontífice”.[11]
O Báculo
Báculo
Símbolo do ofício de
Bom Pastor, que guarda e acompanha com solicitude o rebanho que lhe foi
confiado pelo Espírito Santo[12], o Báculo foi usado desde os
primeiros séculos do cristianismo, têm-se até notícias de que no século IV ele
já era usado por alguns Bispos. Este bastão pastoral deriva do cajado que
usavam os viajantes, conta-nos EYGUN:“[Sabe-se que] muito antigamente, os fiéis vinham
aos ofícios com seus cajados, pois que os rituais dos primeiros séculos os
recomendavam de depositá-lo durante o Evangelho. Ele servia para que os fiéis
se apoiassem durante as longas cerimônias, às quais assistia-se de pé.”[13]
Como vemos, o uso do
báculo é um muito antigo costume, herdado de toda uma civilização acostumada ao
deslocamento per
ambulam, e que, portanto, o cajado premunia para longas viagens, ou
grandes períodos de tempo em que se deveria permanecer de pé. Paralelamente, no
âmbito pastoral, o emprego do báculo se origina na necessidade que tinham os
Bispos – geralmente anciãos – de se apoiarem em um bastão durante as viagens
apostólicas e as cerimônias litúrgicas; mais tarde, a Igreja acrescentou ao
báculo a idéia da autoridade episcopal, assim como, paralelamente, o cetro
representa o poder de um monarca.[14] Cumpre ressaltar ainda que, sob
o prisma simbólico, o báculo é como que o cajado que usam os pastores, visto
que se serve dele aquele que tem a obrigação de assistir e dirigir o rebanho e
guardá-lo em aprisco seguro, contra as investidas dos lobos. Este bastão é, do
mesmo modo, insígnia da jurisdição do Bispo, assim sendo, o Prelado não o pode
usá-lo fora de sua própria diocese (não é território sob sua responsabilidade,
portanto, não está em meio a suas ovelhas), e nem mesmo nas Missas dos
defuntos, pois que a Igreja Militante não tem jurisdição sobre a Igreja
Padecente.[15]
Muito profundo
significado sobre o báculo é o que nos ensinou o Beato João Paulo II, em uma
Ordenação Episcopal, durante uma viagem sua à África:
“Vós portais, com direito, sobre a cabeça o emblema
do chefe, e, na mão, o báculo do pastor. Lembrai-vos que vossa autoridade,
segundo Jesus, é aquela do Bom Pastor, que conhece suas ovelhas e está muito
atento a cada uma delas; é aquela do Pai que se impõe por seu espírito de amor
e de devotamento; é aquela do intendente, pronto para prestar contas a seu
mestre; é aquela do ‘ministro’, que está em meio aos seus ‘como aquele que
serve’ e que está pronto para dar a sua vida.”[16]
Por fim, concluímos a
explicação sobre o báculo, com o belíssimo pensamento do Pe. DURAND, que nos
fornece um outro significado desta insígnia:
“Inocêncio III, em sua carta ao primado da
Bulgária, diz que o uso do báculo remonta a São Pedro. Sua forma não é menos
antiga, os [exemplares] que até hoje se conservaram, são como os báculos de
hoje, agudos em sua extremidade inferior, retos ao meio, e dobrados em seu
cimo. Esta forma tradicional retraça ao pontífice seus deveres: aguilhoar os
preguiçosos, dirigir os fracos e reunir os que erraram pelas veredas do mal.”[17]
Conclusão
Estas quatro insígnias
episcopais são símbolos que, de alguma forma, tentam traduzir em linguagem
material o que é de uma excelência superior. Podemos então concluir com o
Catecismo da Igreja Católica que nos ensina que, assim como os diversos
sacramentos exprimem múltiplos aspectos da graça sacramental, do mesmo modo, na
ordenação, entrega-se ao Bispo o anel, a mitra e o báculo (poderíamos ainda
incluir, no significado, a cruz peitoral) “em sinal da sua missão apostólica de anunciar a
Palavra de Deus, da sua fidelidade à Igreja, esposa de Cristo, do seu múnus de
pastor do rebanho do Senhor.”[18] Estas são as realidades superiores e impalpáveis que
as insígnias episcopais traduzem aos nossos sentidos.
1. OS
MINISTROS LITÚRGICOS
Na
primeira lição do nosso curso dissemos que toda a assembleia litúrgica precisa
de ministros litúrgicos para a servir. E também dissemos que, para a celebração
da missa dominical decorrer sem atropelos, são precisos, pelo menos, quatro
ministros: o presidente, o leitor, o cantor e o acólito.
Imaginem,
por exemplo, que num domingo as pessoas se tinham reunido para a missa, mas não
havia ninguém para fazer as leituras nem para cantar o salmo. O presidente
tinha de presidir e, quando chegasse o momento, tinha também de ir ler as
leituras, no caso de não haver ninguém na assembleia capaz de as proclamar, e
isso faria com que a celebração sofresse um atropelo; se não houvesse cantor, o
salmo responsarial teria de ser apenas lido, o que seria outro atropelo, pois o
salmo deve ser cantado por um cantor diferente do leitor.
Se
isso viesse a acontecer muitas vezes, poderia ficar-se com a ideia errada de
que a missa é o que na realidade não é ou não deve ser. Se fosse sempre o
presidente da celebração a fazer tudo, alguém poderia pensar que a missa é só
dele, quando isso não é verdade, pois Jesus quis e quer que ela seja de todos
os cristãos reunidos em assembleia. Jesus não quer que seja um só a fazer tudo,
mas também não quer que haja alguns que nunca fazem nada. O que Ele mais gosta
é que cada um faça o que deve fazer, para que a celebração seja de todos e
todos sintam que são responsáveis por ela.
O QUE É UM ACÓLITO
Acólito (do grego
antigo ἀκόλουϑος -
akóloutos) é um membro da Igreja
Católica, instituído ou
não, que auxilia os ministros ordenados (Bispo, Padre ou Diácono) nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da Santa Missa. É um ministério próprio dos homens, porém podem ser aceites mulheres para
acolitar, não podendo ser, contudo, instituídas. Os Acólitos Instituídos, em
circunstâncias específicas podem ser encarregados de expor e repor a Sagrada Eucaristia para a adoração pública dos fiéis, mas não dar a Bênção do Santíssimo.[1]
2.
Quem é o acólito?
A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se
pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na
celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as
servir e ajudar. Contudo Acólito é aquele que na celebração da liturgia
segue (ou precede) outras pessoas, para servir e ajudar. Auxilia primeiramente
o padre ou bispo, mas também ao diácono, ministro da palavra, ministro da
eucaristia e leitores.
Quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro
lugar acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser
o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o
ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser
ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as
pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.
Quando é que o acólito começa a ajudar e a servir o
presidente da missa? Quando o bispo ou o presbítero, na sacristia, tomam as
suas vestes. Já então o acólito deve estar vestido e pronto, para poder ajudar.
Depois, acompanha-os na procissão de entrada, indo à frente. Durante a missa, o
acólito está sempre atento ao que o bispo ou o presbítero precisam, para lhes
apresentar umas vezes o missal, outras vezes as coisas que eles hão-de colocar
no altar, ou para os acompanhar quando vão distribuir a comunhão aos fiéis. Por
fim, quando o presidente regressa à sacristia, o acólito vai à sua frente e
ajuda-o a tirar as vestes e a guardá-las.
Só depois de tudo isso feito é que o acólito pensa
em si próprio. No fim de ter ajudado o presidente da celebração, também ele
tira a sua túnica e a guarda. Enquanto faz tudo isso, agradece a Jesus por ter
estado a servi-lo na pessoa dos seus ministros, e pode lembrar-se daquela
palavra do Senhor: Tudo aquilo que fizestes a um dos meus irmãos, mesmo aos
mais pequenos, foi a mim que o fizestes.
Podemos então dizer que o acólito, desde o
princípio até ao fim da missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele
não o vê com os seus olhos; mas a fé ensina-o. Um verdadeiro acólito vai
descobrindo isto cada vez mais. Se um acólito não o descobre, corre o risco de
se cansar de ser acólito. Mas se o descobre e acredita nisso, então vai desejar
sempre ser escolhido para acólito, em cada domingo.
Acólito Instituído
versus Acólito não instituído
Os acólitos não instituídos constituem a maioria.
São geralmente homens, podendo ser mulheres segundo determinação do Pároco ou a
nível superior do Bispo. Desempenham as funções básicas de serviço à Liturgia
que se seguem.
3. Quem pode ser acólito?
Para explicar muito bem este assunto tenho de dizer
várias coisas. A primeira é esta: há acólitos instituídos e acólitos não
instituídos.
a)Acólitos instituídos
Os acólitos
instituídos são aqueles que o bispo duma diocese instituiu acólitos, pelo que
podem ser chamados a realizar o seu serviço em qualquer paróquia, a convite ou
pedido do pároco. São autorizados a realizar algumas funções que os acólitos
não instituídos não podem, como por exemplo, distribuir a Sagrada Comunhão,
enquanto Ministros Extraordinários da Comunhão, ou purificar os vasos sagrados[2], por exemplo. Só podem ser instituídos
homens, sendo mais comum que apenas os Seminaristas recebam este ministério,
uma vez que ele descende das antigas Ordens menores.
Este chamamento e esta instituição pelo bispo querem dizer que um
acólito instituído é convidado a participar muito empenhadamente na celebração
da Eucaristia, que é o coração da Igreja, e que o deve fazer sempre que esteja
presente e for convidado a fazê-lo pelo responsável da celebração.
Quem é que pode ser acólito
instituído?
Só os
rapazes que se preparam para isso durante bastante tempo. É o que acontece com
os seminaristas, embora também possam ser chamados outros rapazes ou homens que
não sejam seminaristas. Este pormenor quer dizer que, um dia, se esse rapaz ou
homem vier a ser ordenado padre, deve não só servir bem, como bom acólito que
foi, mas também ensinar os mais novos da paróquia onde estiver, a ser bons
servidores, ou seja, óptimos acólitos, como o vosso pároco está agora a fazer
convosco.
b) Acólitos não instituídos
No Brasil, o Acólito não instituído, especialmente quando
jovem, é chamado de coroinha. Contudo não existe em qualquer documento
litúrgico a referência a coroinhas mas sim a distinção entre acólitos
instituídos e não instituídos.
Os acólitos não instituídos são em muito maior
número do que os instituídos. São aqueles que nós conhecemos melhor, porque os
vemos todos os domingos a servir na missa, nas nossas paróquias. Eles podem ser
rapazes ou raparigas. Quem os chama para serem acólitos é o pároco de cada
paróquia e não o bispo da diocese. Esse chamamento é precedido duma preparação.
O Curso para Acólitos de que esta lição faz parte, tem por fim ajudar a fazer
essa preparação.
Juntamente com o Curso é muito importante praticar
o serviço de acólito, procurando fazê-lo cada domingo com maior perfeição e
atenção, mas sobretudo com muito espírito de fé. Podemos dizer que Jesus foi o
primeiro de todos os acólitos, pois disse um dia estas palavras: Eu estou no
meio de vós como quem serve. Ora, o acólito, quer seja instituído quer seja não
instituído, é e deve ser cada vez mais um rapaz ou uma rapariga que gostam de
servir a Deus e aos seus irmãos na vida, a começar pelos que moram em sua casa
e com os que com eles convivem mais de perto, e também na liturgia.
4. Os serviços dos acólitos não instituídos
Como o nosso Curso se destina aos candidatos a
acólitos não instituídos nas Paróquias, vamos enumerar as suas funções
principais na missa de cada domingo.
Antes de começar a missa:
— Prestar todos os serviços ao presidente e ver se
o altar e tudo o mais está preparado para a celebração.
Ao começar a missa:
— Na procissão de entrada, a caminho do altar,
levar a cruz, assim como os círios acesos.
Durante a missa:
— Servir o presidente em tudo o que for preciso:
apresentar o missal e as coisas necessárias para preparar o altar;
— Acompanhar o presidente e os ministros
extraordinários durante a distribuição da comunhão aos fiéis;
— Arrumar os vasos sagrados, na credencia, depois
da purificação.
No fim da missa:
— Acompanhar o presidente e ajudá-lo a tirar as
vestes. Só depois disso é que o acólito tira a sua túnica.
Nesta lição apenas enumerámos as coisas mais
importantes. Mais tarde diremos tudo com mais pormenor.
Algumas funções]
Cruciferário ou Crucífero: levar a cruz nas procissões.
Turiferário: incumbido de manusear o turíbulo durante missas festivas, solenes ou dominicais (na hora de incensar o assembleia o
acolito deve se direcionar ou centro do presbitério sem a presença do
naveteiro)
Evangeliário: Na
ausência de um Diácono , levar o Evangeliário (ou Livro dos Evangelhos) na procissão de entrada
e de saída (caso haja). Pode ser também o responsável por cuidar dos livros
sagrados: Missal, Evangeliário, Lecionário, etc.
Cerimoniário (Esta função pode ser realizada por acólitos
suficientemente preparados ou ministros ordenados): organizar as procissões
sejam elas de entrada ou de saída, ou ainda procissões externas à Igreja. Também por e depor as insígnias episcopais(báculo e mitra), bem como o solidéu. Também segurar a casula do sacerdote celebrante nas incensações
do altar, das oblatas, da cruz, círio pascal e imagens,
caso não haja diáconos na celebração. É também dever do cerimoniário organizar
coroinhas e acólitos]].
Missal : O acólito que apresenta o missal nas horas oportunas para o
celebrante da missa.
Vestes
As vestes dos Acólitos são a alva e o cíngulo, podendo usar, também, ao
pescoço uma cruz que é o símbolo da ressurreição de Jesus Cristo. Em especial
os acólitos instituídos e os cerimoniários poderão usar batina preta e
sobrepeliz.[3] Os Acólitos não instituídos mais jovens,
comummente chamados de cordinhas, podem ser
vistos usando batina vermelha com sobrepeliz.
Oração do Acólito
Senhor
Jesus Cristo,
Sempre
vivo e presente connosco,
Tornai-me
digno de Vos servir no altar da Eucaristia,
Onde
se renova o sacrifício da Cruz
e
Vos ofereceis por todos os homens.
Vós
que quereis ser para cada um
o
amigo e o sustentáculo no caminho da vida,
Concedei-me
uma fé humilde e forte,
Alegre
e generosa,
Pronta
para Vos testemunhar e servir.
E
porque me chamaste ao Vosso serviço,
Permiti
que Vos procure e Vos encontre,
e
pelo Sacramento do Vosso Corpo e Sangue,
Permaneça
unido a Vós para sempre. Amém.
Acólitos famosos
·
Francisco Marto de Portugal
proclamado como beato no dia 13 de Maio de 2000 pelo então santo Papa João
Paulo II, sendo posteriormente proclamado como Patrono dos Acólitos Portugueses
(no dia 1 de Maio de 2010, em Fátima) aquando a Peregrinação Nacional de
Acólitos. Apesar da sua idade sempre demonstrou a vivência de uma jovem cristã,
rezando e consagrando-se ao "Jesus escondido".