quinta-feira, 2 de junho de 2016

CATEQUÉCTICA FUNDAMENTAL

Introdução
O presente trabalho, visa abordar o tema referente; a inculturação. Este vai desenvolvendo-se a partir dos seus conteúdos a saber: os domínios da inculturação, fundamentação da inculturação, o processo da inculturação, os agentes do processo de inculturação, inculturação na igreja primitiva, relação entre fé e a cultura; porém, tem como objectivo ajudar as pessoas de que a inculturação consiste em introduzir a sua cultura ou aspectos culturais a um determinado povo de uma forma forçada e por outro lado tem como objectivo de explicar as pessoas de que a inculturação é um processo que abarca a formação da comunidade local dos cristãos e a formação dos sacerdotes e religiosos.
















Inculturação
Definição:
 A inculturação é a encarnação da vida e da mensagem cristã em uma área cultural concreta, de modo que não somente esta experiência se exprima com os elementos próprios da cultura em questão (o que ainda não seria senão uma adaptação), mas que esta mesma experiência se transforme em um princípio de inspiração, a um tempo norma e força de unificação, que transforma e recria esta cultura, encontrando-se assim na origem de uma “nova criação.
Etimologia da palavra:
Segundo Wikipedia, enciclopédia livre define a inculturação como uma influência recíproca entre o Cristianismo e as culturas dos países onde a fé crista é praticada. Inculturação vem do latim inculturação foi criado em 1974, no documento de 32ª congregação geral da companhia de Jesus, e expressava o desejo dos Jesuítas índicos de criar um jeito indiano de praticar o cristianismo.
Os domínios da inculturação
A concreta inserção da Igreja numa dada área cultural implica um processo activo de doação e enriquecimento, que envolve os diversos aspectos ou modalidades de vida, expressão, celebração e ensinamento do mistério da fé. Dentre as principais áreas de envolvimento da inculturação podem ser sublinhadas: a liturgia, a espiritualidade e a reflexão teológica.
A inculturação como interpretação criadora
A inculturação não constitui uma mera adaptação, nem se resume a uma tradução da mensagem evangelizadora. Ela implica sempre uma reinterpretação criadora, o choque de um encontro criador.
Fundamentação da inculturação
Afirmação bíblica: o paradigma de Jesus
Já anteriormente salientámos que o cristianismo primitivo, de que nos dá conta o N.T., viveu a fundo esta problemática. O primeiro concílio da Igreja (Jerusalém, ano 50) foi mesmo convocado para tratar desta questão, tendo ficado traçado o caminho da inculturação – a fé não está sujeita à cultura judaica (as obras da lei de Moisés) nem a qualquer outra cultura. A praxis missionária de Paulo foi bem consequente com este princípio e o anúncio de Jesus Cristo respeitou as culturas locais (veja-se, por exemplo, o discurso em Listra – Act.14, ou o discurso em Atenas – Act.17).

Fundamentos antropológicos
Todas as definições que existem de cultura coincidem em assinalar que o Homem é o único ser entre todos os viventes que têm capacidade e necessidade de criatividade cultural. E, nesse sentido, «o homem não só é artífice de cultura, como também é o seu principal destinatário»
Fundamentação teológica
Frequentemente, ao fazer-se este tipo de fundamentação da inculturação, começa-se imediatamente por relacioná-lo com a Incarnação. Incarnação de Deus num povo e numa cultura - Israel - e, nos últimos tempos, com toda a plenitude em Jesus Cristo. A inculturação acha-se assim fundamentada na revelação judeo-cristã.
O processo da inculturação
A inculturação deve ter em conta algumas exigências essenciais. Deve respeitar os fundamentos da vida consagrada: a profissão integra da fé, a intimidade com Cristo na oração e na contemplação, a busca da perfeição da caridade, a pratica dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.
A inculturação abarca toda a realidade da Igreja: a formação da comunidade local dos cristãos e a formação dos sacerdotes e religiosos; o seu estilo de vida ou adaptação sociológica; a incarnação do evangelho nas situações vitais concretas nas esferas da vida pessoal e familiar. Trata-se de um processo dinâmico onde há interacção contínua desses quatro níveis que são:
a)      Conhecimento e identificação da cultura que se quer evangelizar.
Trata-se de um diálogo entre o evangelizador e os sujeitos dessa cultura onde se descobrirão as sementes do Verbo, os vestígios de Deus já ali presentes.
Descobrir o que na cultura é incompatível com o Evangelho:
Descobrir tais incompatibilidades é, no fundo, procurar evitar, na medida do possível, os perigos do sincretismo. Este assunto é delicado e terá de ser mais desenvolvido.
b)      Proclamação explícita da mensagem cristã:
Este anúncio de Jesus Cristo, a sua proclamação, contudo, deve ter estas características: partir das sementes do Verbo já presentes nesse meio, dar primordial importância à Palavra de Deus, favorecer e trabalhar pela reflexão-discussão teológica dos autóctones e, tudo isto, numa perspectiva libertadora.
c)      A Igreja - parte e objecto da proclamação:
O espaço de todo este processo de evangelização é a Igreja, a comunidade de fé. Ela é simultaneamente originante e destinatária da evangelização inculturada. Em primeiro lugar há-de assumir-se como originante: quer testemunhando, explicitando a presença salvadora de Deus na história concreta de cada cultura, quer anunciando a novidade de Jesus Cristo.
Os agentes do processo de inculturação
Ø  Os missionários
Ø  Os autóctones
Ø  Missionários (estrangeiros) e autóctones
Inculturação na igreja primitiva
Na Igreja primitiva, a evangelização foi feita por meio da inculturação da fé no universo greco-romano e no Próximo Oriente. Foi assim que surgiram as modalidades bem diversas da teologia latina e da greco-oriental; foi assim também que surgiram diversas liturgias orientais de língua grega, siríaca, copta, árabe, páleo-eslava e as liturgias ocidentais na língua-latina. O mesmo se passou na Índia antiga, onde os missionários abandonaram a liturgia bizantina ou a romana e promoveram as liturgias nativas, como os ritos malabares e malabares.
Relação entre fé e a cultura
 A fé deve continuamente sustentar o diálogo com todas as culturas, inclusive com aquelas que estão nascendo agora; fé e cultura devem estimular-se mutuamente; a fé purifica e enriquece a cultura, mas a cultura purifica e enriquece a fé, pois o diálogo contínuo com as diversas culturas liberta a fé, permitindo-lhe mais plena expressão de se mesma e a superação dos limites, dentro dos quais uma cultura determinada poderia encerrá-la. A fé difunde sua luz sobre a vida quotidiana, sobre nosso mundo real.  
A inculturação é, pois, um processo ligado directamente à missão de evangelizar da Igreja.
Desafio da inculturação
  A tarefa de exprimir a vida consagrada nas diversas culturas é hoje um dos grandes desafios que se põem ao seu futuro, perante a grande diversidade de ambientes, raças e culturas e a missão da igreja em ordem à evangelização de todos os povos da terra. A inculturação abrange, portanto, toda vida consagrada: O carisma que caracteriza uma vocação, estilo de vida, os caminhos de formação e as formas de apostolado, os princípios da vida espiritual, a organização comunitária e governamental. Não se trata de uma simples adaptação de costumes, mas de uma transformação profunda de mentalidade e dos modos de vida. A inculturação está intimamente ligada ao método e aos conteúdos da nova evangelização.

Conclusão    
Chegando nesta fase marca-se a finalidade em esgotamento do trabalho da cadeira de Caquéctica Fundamental que tem como tema a inculturação com os seguintes conteúdos: os domínios da inculturação, fundamentação da inculturação, o processo da inculturação, os agentes do processo de inculturação, inculturação na igreja primitiva, relação entre fé e a cultura, Porém, como marca-se a sua finalidade, então é necessário fazer um epílogo daquilo que diz o trabalho.
A inculturação é a encarnação da vida e da mensagem cristã em uma área cultural concreta, de modo que não somente esta experiência se exprima com os elementos próprios da cultura em questão (o que ainda não seria senão uma adaptação), mas que esta mesma experiência se transforme em um princípio de inspiração, a um tempo norma e força de unificação, que transforma e recria esta cultura, encontrando-se assim na origem de uma “nova criação.













Bibliografia
Sínodos dos Bispos (1994). Instrumentum Laboris. Cidade do Vaticano, Roma.
http://www.puc-campinas.edu.br/nucleo-de-fe-e-cultura-da-puccampinas/nucleo-de-fe-e-cultura--relacao-entre-fe-e-cultur/-12.04.2016-18:06
http://www.opf.pt/images/livros/teologiadamissao2008.pdf-12.04.2016-17:39
http://www.missiologia.org.br/cms/UserFiles/cms_artigos_pdf_45.pdf-12.04.2016-17:47
http://inculturacao.salesianos.br/wp-content/uploads/2012/07/Resumo-da-palestra-Encontro-de-inculturação-c2.pdf-12.04.2016-16:58
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inculturação-12.04.2016-17:25



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